<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978</id><updated>2012-02-20T15:16:23.338-02:00</updated><title type='text'>Brunno Leal</title><subtitle type='html'>Contos, crônicas e poesias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>86</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4210243056163209009</id><published>2012-01-22T22:05:00.005-02:00</published><updated>2012-01-23T00:58:59.243-02:00</updated><title type='text'>Apenas palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregar em si o peso das palavras nunca foi remédio para a escuridão na linguagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deposito toda a minha força nas palavras. Faço delas as minhas mechas de Sansão. Não inicio um assunto sem antes calcular a temperatura e o frescor das sílabas. Costuro palavras sobre o sal do mar. Rio e gargalho das minhas palavras. Mar é o gargalo das minhas frases. Poesia sob ameaça de extinção em distinção a qualquer ponto final.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Permito que as palavras me expressem, que digam por elas as minhas transparências. Arrasto pela vida o piano dos seus significados, entrego às minhas palavras as verdades mais límpidas, as descrições mais condizentes, a realidade mais distante de qualquer máscara.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As linhas me conduzem, me fazem de refém, despejam suas verdades enquanto me finjo de desentendido. Minhas letras são meu único espelho. Minhas frases são meu perfume quando minha linguagem é o céu dos olhos.&amp;nbsp; Apontam os sentidos. Desfazem as fraquezas das respostas para que eu enxergue através da caneta, pra que eu enxergue pelos olhos da linguagem, pela visão aguçada da llinguagem. Deito e aguardo o "boa noite" que cai sobre meu telhado no temporal das sílabas, das madrugadas dentro de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra é quando me confesso. É o meu sacerdote. Minha beatificação no banho de água-benta da gramática. Sacrifiquei a intimidade de diário. Poesia também é intimidade. No destaque de mim mesmo, nas pernas frágeis das letras. Nas janelas de toda poesia, faça noite ou faça dia, seja chuva ou seja sol, na lua que derrama seu mar sobre mim. Eu, cárcere de minhas letras.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não confundo mais a vida com as palavras. Misturo-as. Transformo meus dias em páginas de uma fábula. Mergulho em mar de sílabas, tomo sopa de letrinhas. Minhas palavras eu escrevo em linhas tênues. Em linhas tortas. Procurei demasiadas respostas em minhas próprias perguntas, fechei meus olhos e minhas mãos quando encarei a fria noite da linguagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdoei minhas respostas. Afinal, tudo não passa de palavras. Apenas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4210243056163209009?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4210243056163209009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2012/01/apenas-palavras.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4210243056163209009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4210243056163209009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2012/01/apenas-palavras.html' title='Apenas palavras'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7558276714998325698</id><published>2012-01-20T12:23:00.003-02:00</published><updated>2012-01-20T12:47:57.478-02:00</updated><title type='text'>As verdades mais simples</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Nada de você me diz a verdade.&lt;br /&gt;Verdades são todos os nossos limites&lt;br /&gt;Na tua vida aos momentos mais tristes&lt;br /&gt;Me diz que o infinito é uma chance de errar.&lt;br /&gt;Tens em mãos minhas mentiras&lt;br /&gt;Espelhadas em suas esquinas&lt;br /&gt;Na forma e momento de estar&lt;br /&gt;Na beleza de qualquer outro olhar&lt;br /&gt;Nos cheiram infinitas verdades de amor.&lt;br /&gt;Na clareza de sua penumbra&lt;br /&gt;Os raios escondem a beleza profunda&lt;br /&gt;Entregam-me pétalas de toda união&lt;br /&gt;No nosso caminho jamais sendo em vão.&lt;br /&gt;Apontam o instante do nosso encontro&lt;br /&gt;O que não encontro em nenhum outro ponto&lt;br /&gt;Naquele momento um cheiro de luar.&lt;br /&gt;Até as verdades mais simples&lt;br /&gt;Tornam-se as mentiras mais doces&lt;br /&gt;Transbordam alegrias em cores&lt;br /&gt;No profundo silêncio aos amores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7558276714998325698?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7558276714998325698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2012/01/as-verdades-mais-simples.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7558276714998325698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7558276714998325698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2012/01/as-verdades-mais-simples.html' title='As verdades mais simples'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4971667189928263036</id><published>2011-12-29T21:26:00.003-02:00</published><updated>2011-12-30T03:41:17.320-02:00</updated><title type='text'>Quero ouvir de você</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero ouvir de você as verdades mais descabidas. Quero ouvir de você as mentiras que nos servem também. Quero ouvir de você os caprichos e os dramas que mais nos unem em um só amor. Quero ouvir de você a canção mais brega e singela, aquela canção que mais lembra você. Quero ouvir de você os seus olhos de menina nervosa e de mulher mais doce. Quero ouvir de você os seus sonhos mais lindos e os pesadelos mais tristes, para que neste você devore o meu colo. Quero ouvir de você as ausências mais sentidas e todos os momentos de minha companhia única e a mais sublime. Quero ouvir de você os passos que me dão o maior susto de tantas alegrias. Quero ouvir de você o mais quente inverno e o verão rodeado de folhas secas. Quero ouvir de você as vaidades, as mais graciosas vaidades. Quero ouvir de você o seu ponto fraco que me aponta o rumo. Quero ouvir de você a dança mais bela dos seus cabelos quando assoprados pelo vento. Quero ouvir de você o seu cheiro mais natural e mais feminino. Quero ouvir de você o barquinho de papel que nos levou tão longe, tão longe. Quero ouvir de você a poesia tão simples e tão nós dois. Quero ouvir de você o seu "meu bem" das palavras mais doces. Quero ouvir de você nossas mãos dadas que apontam lá pra detrás do céu. Quero ouvir de você o seu primeiro e eterno beijo, o beijo mais rápido e o mais demorado, o beijo único que é todo seu. Quero ouvir de você as brincadeiras mais infantis e as mais puras. Quero ouvir de você aquele momento mais devagar de coração mais acelerado. Quero ouvir de você o seu jeito mais carinhoso de menina feliz. Quero ouvir de você o nosso ensurdecedor silêncio naquela madrugada de paz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4971667189928263036?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4971667189928263036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/12/quero-ouvir-de-voce.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4971667189928263036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4971667189928263036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/12/quero-ouvir-de-voce.html' title='Quero ouvir de você'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5054858767132986258</id><published>2011-12-10T21:25:00.005-02:00</published><updated>2011-12-11T14:53:55.764-02:00</updated><title type='text'>A menina que lia o livro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi a menina que lia o livro, sentada no banco dos fundos, como se desejasse esconder-se de tudo e de todos. Ela&amp;nbsp; lia o livro e eu tentava lê-la através de alguma transparência.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas mãos eram delicadas e cuidadosas no manuseio, pouco abria as páginas no intuito de preservar o livro como novo. Não queria amassos e dobraduras nas páginas. Lia como quem troca confidências, como quem revela segredos. Suas mãos seguravam o livro de maneira zelosa como mãe que carrega o filho. A menina não virava as páginas, a menina fazia carinho nas folhas, massageava as palavras, fazia cócegas nas letras.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;A menina lia o livro e eu tentava à toda maneira descobrir a autoria. Minha visão não alcançava com clareza, e ela lia com um semblante simples e benévolo, não desejava atenções, e aquela minha súbita e egoística curiosidade poderia lhe fazer mal. Que desejo mais indigno, esse o meu, de perturbar a leitura daquela menina, que lia de forma tão singela, não se preocupando com o murmúrio ao seu redor, e ajeitando de maneira delicada os cabelos quando o vento teimava em bagunçá-los. Ela lia o livro e eu não tinha a menor intenção em incomodar, e me contentei em observar ao longe, o&amp;nbsp; que ainda assim me fazia um certo bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A menina lia o livro e esboçava reações, deixando transparecer um sorriso leve e tímido, e eu imaginava que estivesse lendo alguma história de amor, por que histórias de amor têm dessas coisas, essas reações triviais e dignas, como se ali nos encontrássemos, como se ali desejássemos nos encontrar, pra fazermos daquilo algo pra sempre, pra transformarmos em eterno tudo aquilo que é terno.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela lia o livro e eu aguardava o momento de me aproximar e dizer que também gostava daquele autor, que poderia indicar outros bons livros, e descobrirmos que temos um milhão de coisas em comum, que o que nasce através dos livros são as coisas mais lindas, que sua companhia seria algo agradável. Mas a saída não me ofereceu coincidências. A menina que lia o livro se perdeu de mim, perdeu-se dos meus olhos pra se encontrar nas palavras.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5054858767132986258?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5054858767132986258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/12/menina-que-lia-o-livro.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5054858767132986258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5054858767132986258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/12/menina-que-lia-o-livro.html' title='A menina que lia o livro'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6777730369642330527</id><published>2011-11-04T23:00:00.003-02:00</published><updated>2011-11-09T18:39:18.607-02:00</updated><title type='text'>Mulher sozinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não busca nada além de uma felicidade qualquer. Deseja trovoar manhãs. Deseja se alimentar dos sorrisos de quem ela alimenta. Deseja chorar o choro dos olhos de quem chora por ela. Procura por esse mundo o que é seu por direito e necessidade. Cansou do acaso. Deseja caso.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reza toda noite, desculpando-se de suas entregas. Penitencia-se por desejar amor demais onde a esperança já lhe deu as costas. Sofre, mas sofre em silêncio. Sofre pra si, trancada dentro de seu peito, dentro de seus arrependimentos, dentro de seus medos. Cobre-se de toda sua coragem despejada em tão tênue sentimento, que por espinhos da vida não se tornou seu harém de pétalas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela procura nas frases as brincadeiras da poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procura na conversa alta o seu beijo de&amp;nbsp; "durma bem".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que a difere das outras mulheres?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considera-se diferente, incomoda-se com quem incomoda seu mundo. Não será qualquer um que desabotoará seus orgulhos, orgulhos de mulher que contracenam e contradizem&amp;nbsp;com&amp;nbsp;as intenções&amp;nbsp;de quem se aproxima. Não é pecado, é receio. Receio de um resquício de sorriso culminado&amp;nbsp;em imaturas verdades ou veementes mentiras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que lhe faltem tentativas. Torna-se a mais bella da noite, adorna-se de maneira leve e delicada, passeia pelos olhos de quem a olha, e a alguns esboça um sorriso. Dança como quem ali não está, porém atenta a todo movimento ao seu redor. Dentro de si ela busca amor, mas sabe que prefere ser buscada. Deseja amor por coincidências, pois coincidências são alicerces da eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela busca no outro o que não encontra em si. Ela busca no outro, não encontra, e ri. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retorna pra casa na espera do agora.&amp;nbsp;Leva consigo as incertezas de uma&amp;nbsp; noite. Dorme&amp;nbsp; o sono de quem se arrepende de tentativas, de quem aguarda o inesperado, de quem não espera os segredos das manhãs, tamanhas são as surpresas dessa vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6777730369642330527?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6777730369642330527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/11/mulher-sozinha.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6777730369642330527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6777730369642330527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/11/mulher-sozinha.html' title='Mulher sozinha'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-859395386979047435</id><published>2011-10-05T13:30:00.004-03:00</published><updated>2011-10-05T23:03:07.821-03:00</updated><title type='text'>Do início de um namoro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Início de namoro beira a reencarnação. A reencarnação ainda em vida. Uma dupla-vida, uma esquizofrenia por&amp;nbsp;doação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, o início, ainda com o musical ao fundo, ainda anunciando o nome do diretor, ainda dando os créditos ao seu criador ou ao seu cupido. O momento em que tapamos o canto da nossa visão pra centralizarmos unicamente no recém amado, ainda no cordão umbilical. O medo&amp;nbsp;de segurar no colo, de machucar qualquer parte&amp;nbsp;daquele ainda tão sensível e delicado feto de amor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco importa como veio&amp;nbsp;e de onde veio. Está&amp;nbsp;à sua frente, novinho, aquele amor pelo qual você tanto produziu-se pra atraí-lo, que tanto via interpretado por Richard Gere (guardadas as devidas proporções&lt;i&gt;, per &lt;/i&gt;favore), que tanto ouvia nas canções de Chico, que tanto lia nos versos de Vinícius. Encontra-se hipnotizada, e isso é muito justo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor e seus reflexos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que chova granizo e granito. Pouco importa, não haverá tempo ruim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cara reagirá com graça ao atraso de 40 minutos da donzela. "Estava ajeitando a franja!" Mais do que justificado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela achará fofo a mania que ele tem de usar a calça na metade da bunda. Ouvirá seu rock pesado como se fosse o mais lírico canto.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele aceitará prontamente a ideia de um jantar romântico no restaurante japonês, por mais que o trailler de X-tudo à frente lhe seja muito mais atrativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela saberá de cór a escalação completa do time dele.Incluindo os reservas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro programa a dois, obviamente, é o cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada mais romântico e carinhoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cinema é o&amp;nbsp;batismo do amor. É a primeira comunhão&amp;nbsp;de qualquer relacionamento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casais, façam-me o favor, comprem apenas um&amp;nbsp;saco de pipoca!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é pão-durismo. Tampouco regime. É puro pretexto para o enlace. Pura necessidade de estarem mais juntos que quaisquer outros daquela sessão. De manter as mãos atadas como se tentassem formar uma única mão.&amp;nbsp;Para encostar a cabeça no ombro do outro em uma cena romântica. Para se abraçarem em um momento de terror.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mulher, pode convidá-lo pra assistir Almodóvar ou Woody Allen. Até mesmo uma comédia romântica. Não fará cara feia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Homem, não irá titubear se levá-la a uma sessão de "Jogos Mortais" ou "Velozes e Furiosos". Ela lhe abrirá um sorriso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Início de namoro&amp;nbsp;nada mais é que a busca pela intimidade. Intimidade é fazer sala para as manias, é reverter os contratempos, é debochar das intempéries. Intimidade é saber driblar as siglas que, mais cedo ou mais tarde, hão de surgir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É manter o relacionamento sempre acima da DR.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É enteder&amp;nbsp;um momento de TPM.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nunca recorrer ao SOS. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A intimidade não se entrega a quem não cede. Porque ceder sempre foi beber do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casal que cede mantém a sede. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-859395386979047435?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/859395386979047435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/10/do-inicio-de-um-namoro.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/859395386979047435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/859395386979047435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/10/do-inicio-de-um-namoro.html' title='Do início de um namoro'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6244400572397071944</id><published>2011-09-15T18:20:00.010-03:00</published><updated>2011-09-16T00:25:08.078-03:00</updated><title type='text'>Quando ela chora</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;. &lt;br /&gt;Chorou como quem dá adeus ao corpo.&lt;br /&gt;Chorou da maneira&amp;nbsp;como um vaso seco chora. Da maneira&amp;nbsp;como um vaso seco sem flor chora.&lt;br /&gt;Chorava&amp;nbsp;por quê, mulher?&lt;br /&gt;Seus olhos vermelhos demoravam a cicatrizar.&lt;br /&gt;Suas bochechas escorriam desesperanças.&lt;br /&gt;Chorava de tanto que se recriminava.&lt;br /&gt;Chorava de tanto que se absolvia.&lt;br /&gt;Chorava por quê?&lt;br /&gt;Não imagino a mulher chorando por outro motivo senão amor.&lt;br /&gt;Pela falta de um amor &lt;br /&gt;Pelo excesso de um amor.&lt;br /&gt;Pela distância de um amor sempre presente.&lt;br /&gt;Por estar perto de um amor, porém ausente.&lt;br /&gt;Chorava sem medir lençóis, sem disfarçar traços.&lt;br /&gt;Chorava como quem se libertava.&lt;br /&gt;Chorava como quem implora prisão. &lt;br /&gt;O que dizer a uma mulher que chora?&lt;br /&gt;Mulher pede colo ao seu próprio choro.&lt;br /&gt;Não procura respostas. O choro torna-se sua certeza.&lt;br /&gt;Homens não entendem porque as mulheres choram.&lt;br /&gt;E nem deveriam.&lt;br /&gt;Mulheres choram quando querem conversar com Deus.&lt;br /&gt;São sabidas de seus atalhos.&lt;br /&gt;Egoísmo? Negativo. Fidelidade.&lt;br /&gt;Mulheres são fieis ao seu choro. &lt;br /&gt;E eu observava o choro daquela mulher.&lt;br /&gt;Chorou até o momento que não aguentou e parou de chorar.&lt;br /&gt;Secou a lágrima como quem sente vergonha.&lt;br /&gt;Olhou pro lado com receio de suas verdades.&lt;br /&gt;Não temas, mulher.&lt;br /&gt;Sua lágrima é sempre doce.&lt;br /&gt;Sua lágrima é redenção.&lt;br /&gt;Sua lágrima é água benta.&lt;br /&gt;Sua lágrima constrói perdão.&lt;br /&gt;Chore pra nos batizar.&lt;br /&gt;Chore pra recomeçar.&lt;br /&gt;Chore, mulher. Chore.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6244400572397071944?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6244400572397071944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/09/quando-ela-chora.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6244400572397071944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6244400572397071944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/09/quando-ela-chora.html' title='Quando ela chora'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1435392496245746439</id><published>2011-08-30T05:50:00.003-03:00</published><updated>2011-08-30T09:17:08.095-03:00</updated><title type='text'>Teu colo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda lembro. A grama verde oferecia passagem. Lembro do balé das folhas junto ao vento. Do suicídio das flores quando você passou. Dizem que as flores são invejosas, e naquela noite, haviam perdido o reinado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dançávamos pelo olhar e sorríamos oceanos. Nossas dúvidas não mais existiam. Eram pequenos medos cercados de sorrisos por todos os lados. Naquela noite, navegamos. Fomos longe. Perdiamo-nos na serenidade. Pressa pra quê? Nos cobriamos com o lençol das nossas certezas, e a lua nos ofertava passeio. Pobre lua, mal sabe que a Terra é verdadeiramente linda e azul quando vista de você. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ríamos alto, sem medo, sem pudor, ríamos e ríamos, e quem ri junto assina o prefácio das próximas manhãs. Os corações também dançavam. Dançávamos a dança da batida dos nossos corações, beijávamos com os olhos, um beijo demorado com os olhos, entrelaçando pálpebras, seduzindo as íris, gosto puro de castanho escuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Derramou-se no sim, fez pouco caso de qualquer futura pressão, de qualquer percalço, de qualquer possível desdém. Ali havia encontrado o "para sempre", e "para sempre" não é muito tempo pra quem se permite gostar. No "para sempre" já flertamos com Deus, negociamos nossa próxima vinda à Terra juntos, e que nesse intervalo fiquemos sós no céu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, houveram dias a menos. Horas a mais. Excessos. Faltas. Portas trancadas, janelas cortinadas.&amp;nbsp;Lembro da sua insegurança, eu não vasculhei pecados, não baguncei seus conceitos. Mas amor não tem definição, não se conceitua, amor necessita certas coragens, não pode ter medo de exageros. Amor é um moleque correndo descalço pelas ruas, destemido, falando palavrão. Um eterno moleque correndo descalço na direção do mundo, na direção de todos, na direção de nós dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desaprendi você. O mundo que criamos não foi suficiente. Não brinquei de Deus, construí com a ajuda dele, e casal que tem o aval de Deus não faz tormenta. O silêncio ensurdecia-me, a voz&amp;nbsp; não alcançava. Nossos olhos não mais dançavam.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhos que dançam dizem adeus quando adormecem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhos que dançam sempre choram se não esquecem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não voltei pra casa. No colo do tempo eu ainda existo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O colo do tempo é o teu colo. &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1435392496245746439?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1435392496245746439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/08/teu-colo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1435392496245746439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1435392496245746439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/08/teu-colo.html' title='Teu colo'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-8144242407237845092</id><published>2011-08-23T17:01:00.004-03:00</published><updated>2011-08-23T20:28:08.291-03:00</updated><title type='text'>Amor não é cálculo</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui a favor daquele amor que parte de teorias. Não acredito no amor que tenha nascido de razões, de vontade já preestabelecidas. Amor tem que ser à vista. Vontades eu trago à prazo. Faço questão de caminhar com os pés descalços.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Porque amor é simplesmente assim. Bate à porta sem prévio aviso. E o que você dirá? Volte depois, a casa está desarrumada? Não adiantará oferecer paisagens, amor só se sustenta com um mundo inteiro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Amor não diz o que é, tampouco a que veio. Isso é missão nossa. Amor se dá, mas não se desvenda. Buscamos descobrir seus segredos, e isso é mais que justo, pois não desejamos mergulhar em um mundo de incertezas, mas pecamos ao esquecermos que a incerteza é a gasolina do amor, e isso é lindo, pois casal que não se nutre de incertezas não é mais casal. Transformam o amor em conveniência, em contrato, desfazem vidas, desatam desejos. A melhor maneira de planejar o amor é deixando que o amor nos planeje.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;É chato, é clichê, mas não tem jeito; Não compreendo quem calcule a chegada do amor. Mais: Não entendo quem desvirtue sentimentos quando o amor já se faz presente. Algo parecido com "o amor chegou, mas ainda não é hora", e é óbvio que não é hora, pois jamais haverá hora, e não faz qualquer sentido nos oferecermos apenas quando estamos cem por cento, até porque não sabemos quando isso ocorre. Imaginamos, mas não sabemos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;A verdade é que o oposto do amor não é o ódio e nem a indiferença. O oposto do amor é o cálculo. No cálculo há o amor recíproco, há a vontade de estar junto, de dividir olhares, de compartilhar a respiração, há o desejo de construir futuro. O problema é que colocamos vaidades e vergonhas à frente, conduzimos de maneira errada, somos maduros no amor quando deveríamos ser crianças. Passamos a dividir saudades. Na indiferença você passa batida. No cálculo você para e fica. Estagnado, não aposta carinhos. Compromete seu céu.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;Isso me lembra paralamas do sucesso: "Ela disse adeus, e chorou, já sem nenhum sinal de amor". Ora, ninguém dá adeus e chora sem que haja nenhum sinal de amor. Herbert deixa isso claro. É&amp;nbsp; blasfêmia amorosa. Significa ter amor mas não predestinar, e sim preconceituar. Ela amou mas calculou; Tendeu ao fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indiferença atinge um. O cálculo maltrata os dois.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Calcular amor é enganar si próprio. É dizer não quando o sim já tornou-se onipresente. Não calculo o amor porque minha conta é dedutiva e incerta, sem medidores, já na primeira respiração e no primeiro sorriso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-8144242407237845092?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/8144242407237845092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/08/amor-nao-e-calculo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8144242407237845092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8144242407237845092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/08/amor-nao-e-calculo.html' title='Amor não é cálculo'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4386112788866565706</id><published>2011-08-02T01:29:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T02:45:19.448-03:00</updated><title type='text'>Falsas mágoas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamentos nos obrigam a tomar decisões.Sensatas ou abruptas, no calor do momento ou na serenidade do sofá. Seja pra decidir a poltrona do cinema ou o hiato devido a proposta de trabalho no exterior. O amor nos testa com seu aglomerado de decisões.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o grande problema ocorra quando antrecipamos as decisões. Quando colocamos a dúvida na frente do amor. A incerteza guiando possibilidades. Afirmamos o insucesso antes de dar as mãos, prevemos a fatalidade enquanto gozamos de extrema saúde.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem não se entregue por receio, por medos, por incertezas. Usa do altruísmo. Diz não querer correr o risco de magoar a outra pessoa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me levem a mal, mas o altruísmo, esse tão singelo sentimento, de nada representa no pré-amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil enxergar um amor que não tenha qualquer resquício de dúvida. Sem pergaminhos, sem caça ao tesouro. Seria o fim das descobertas, das surpresas, dos enlaces.Nos prendemos a detalhes absolutamente vazios quando, na verdade, o medo encontra-se dentro de nós. Por não querermos enfrentar o que está diante de nós, nos imaginamos nobres, divinos, à beira da santificação. Abrimos mão do amor na intenção de que o outro não sofra. Abrimos mão, mas apertamos o coração. Passamos a não enxergar mais a luz do sol. Vestimos nossa própria reclusão, nos julgamos merecedores. Dificultamos o amor por esquecermos da sua simplicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não querer magoar já significa vasculhar mágoas. É perder a elegância do amor, e elegância, nesse caso, é naturalidade. É&amp;nbsp; caminhar sobre as brasas da relação, sobre os ovos das verdades e omissões. É fingir que amor não é feito de mistérios. A maior dúvida de um casal surge quando não&amp;nbsp; há mais dúvidas entre os dois. O receio de magoar o outro é a certeza em magoar si mesmo. É não esperar mais por sorrisos, por beijos , por olhares. É gelar o capuccino da relação. Querer saber do amanhã, do próximo mês, da eternidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medo da mágoa não os dá o direito de criarem expectativas, e isso é lindo em um casal, criar expectativas. Diria mais: A melhor amiga da mulher é a expectativa. Por bem ou por mal, na mágoa ou na realização, na certeza ou na dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter medo de magoar é ter medo do mundo, viver de indiferenças, sorrir com a boca de lágrimas. É medo de se enfrentar, de aguçar a própria curiosidade. É desistir da própria vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É medo de não entender que mágoa e medo também tem medo. &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4386112788866565706?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4386112788866565706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/08/falsas-magoas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4386112788866565706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4386112788866565706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/08/falsas-magoas.html' title='Falsas mágoas'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4152122372407166895</id><published>2011-07-14T00:58:00.012-03:00</published><updated>2011-09-05T23:53:27.859-03:00</updated><title type='text'>Cafuné de mulher</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para o amigo Luiz Dinardi, à altura de sua bela ideia&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Coisa gostosa é ganhar um cafuné de mulher.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Elas não negam. Não rejeitam nosso pedido. Quase uma oração. Atenderão nossas súplicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Deito no colo com o rabo abanando. Sem qualquer receio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ora, algo que leva o nome de 'cafuné'&amp;nbsp; tem como ser vergonhoso ou ruim? Cafuné me lembra amarelinha desenhada com giz, o que não vem a ser de todo incompreensível, afinal, ambos nos levam ao céu..&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Elas modelam cachinhos em nossos cabelos como se desejassem que nos tornassemos anjos. Anjos de todo amor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;São total ternura quando nos massageiam depois de um estressante dia de trabalho, durante o ronco da bebedeira, enquanto nos acalmam de uma notícia ruim ou quando sonhamos juntos o nosso futuro. A mulher que faz cafuné nos presenteia aconchego. Usa e abusa dos caminhos e carinhos da paz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ah, e como elas são boas nisso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu peço, imploro, de joelhos se for preciso. Me convide a deitar no seu mais sereno colo de amiga, de namorada, de esposa. Me ofereça sempre teu colo de mulher,o repouso de suas mãos que desenham nos cachos dos meus desejos mais bonitos. Que amanse meus pensamentos e acalme minhas angústias. Passeie em torno dos meus devaneios, acaricie meus sonhos de ti cada vez mais perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jamais duvide dos movimentos mágicos de suas mãos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em casa, na praça, no shopping, onde quer que seja. Eleve-me com todo esse seu poder de feiticeira. Seu colo me serve como ventre, acolhe feito amor de mãe e enlouquece como paixão de mulher amada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Repouso sobre ti e lhe conto todo o meu dia, todos os meus dias, toda a minha vida. Você aprecia minha cara de sono, meus olhos já dominados por seus dedos mágicos e conhecedores de cada canto das minhas verdades .Beija-me na testa da maneira mais sincera desse mundo, e eu abro um sorriso e digo que te gosto, e dizem por aí que isso tudo é algo extremamente brega. Eu concordo. Extremamente brega e absolutamente sincero. Extremamente absoluto e bregamente sincero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Viva às breguices advindas dos gestos mais simples e verdadeiros!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Crônica publicada no blog&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;a href="http://vidasetechaves.wordpress.com/"&gt;Vida a sete chaves&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4152122372407166895?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4152122372407166895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/07/cafune-de-mulher.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4152122372407166895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4152122372407166895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/07/cafune-de-mulher.html' title='Cafuné de mulher'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1956013082253464769</id><published>2011-07-08T06:03:00.008-03:00</published><updated>2011-07-14T01:16:18.253-03:00</updated><title type='text'>Homens desejam mulheres sem passado (Carta a Georges Simenon)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Georges Simenon teria inventado o modelo perfeito da versão feminina.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Betty-Uma mulher sem passado", livro de sua autoria, encontrava-se levemente empoeirado no canto da sessão de literatura estrangeira.. Drama daqueles um tanto complicados. Algo perto do que passara pela minha mente. Seria aquele livro&amp;nbsp; o pergaminho de ouro, o livro encantado sobre a mulher que os homens procuram?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Betty-Uma mulher sem passado"... ah, aquele título...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dúvido que Simenon não tenha percebido o quão revelador fora tal título. Ainda se cobriu de egoismo, o danado, não deixando brecha. UMA mulher sem passado. Não são duas, nem dez, nem mil. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ô, meu escritor, porque tanta maldade?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Você já está aí do lado de Deus, joga um lero nele, uma conversa fiada, agiliza o nosso lado, o lado dos machos malandros de integridade moral intocada, não te custa nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Joga algumas Bettys aqui pra gente. Se puder, enche esse mundo de Bettys. Traz logo um tsunami.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O que? A&amp;nbsp; vizinha? Não inventa...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Aquela da academia? Sem condições.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Da faculdade? Piorou tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Traz aquela que está lá atrás do arco-íris.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Pode ser a Drew&amp;nbsp; Barrymore em "Como se fosse a primeira vez..". Serei melhor que o Adam Sandler.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Busca logo uma Marciana, então. Pode até ser verde. Vou que vou. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Poxa, velho Georges, não me olha com essa cara não. Daí de cima dá pra enxergar muito bem. Eu lá tenho culpa se os homens acovardaram?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Aquela mulher que surge indefesa e assustada, pedindo informação pra chegar ao metrô, Pois viera de cidade distante. Essa sim. Essa não tem passado. É prematura. Bateu com a cabeça e apagou todos os preconceitos masculinos. Ela não tem ex namorado que consiga estressar. Não tem amigas pra falar que ele se veste mal e bebe muito. Não oferece resistência. Ambos nasceram ali, no momento do encontro, pra início de conversa.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A mulher que mora ao lado já teria seu campo minado. É velha de guerra. Vive ao nosso redor, por vontade própria ou não. Estará perto de nós, por mais que ninguém perceba. Nem ela mesma. Não é mais acaso. É conveniência. Quando se encontram, apresentam-se por educação. Um levanta a ficha do outro em fração de segundos. Saberão nossos defeitos, e vice-versa. Se não, alguém contará. Sempre haverá alguém, não tem jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma verdadeira fuga das mulheres-gibis, aquelas que têm história pra contar, aquelas que podem denegrir nossa imaculada imagem de macho.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Desdenhamos daquelas ao nosso lado pra procurarmos outras que podem, de repente, nem existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Pegar? Pode. Uma, duas, três vezes... Levar pra cama? Ô, maravilha! Criar vínculos maiores? Opa, calma lá! Você é ex do cunhado do amigo do papagaio do meu primo? Dá licença, já deu minha hora...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;E desaparecemos. De ego ilibado e coração vazio.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não nos oferecemos por medo de reações. Às vezes por receio de pessoas que nem conhecemos. Colocamos o orgulho na frente do amor. Assumimos certos medos por demais desnecessários. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Assumir um compromisso é prestar contas com o&amp;nbsp; futuro. Jamais com o passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Preocupar-se com o que ainda não aconteceu e quiçá, nem acontecerá, é pura falta de ocupação. Não deu certo? Não deu, oras. Alguém por aí já ouviu falar em amor sistemático?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ô, Georges, Georginho se já me permite, desculpe perturbar seu sono eterno. Perdoe-me por aludir sua Betty às minhas Bettys. Juro que foi só um desabafo. Morreu por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1956013082253464769?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1956013082253464769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/07/homens-desejam-mulheres-sem-passado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1956013082253464769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1956013082253464769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/07/homens-desejam-mulheres-sem-passado.html' title='Homens desejam mulheres sem passado (Carta a Georges Simenon)'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-8721387024080717527</id><published>2011-06-26T23:51:00.009-03:00</published><updated>2011-08-02T01:37:30.900-03:00</updated><title type='text'>Com o perdão da saliva.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casal brigando atrai atenção. Sempre foi assim. Sempre será.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curioso que só, agucei a audição. Discutiam devido a falta de educação do macho, que teimava em cuspir ao falar. Achei o assunto um tanto curioso, além de merecer certas&amp;nbsp;ponderações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pessoa que cospe ao falar perde o direito&amp;nbsp;à educação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que&amp;nbsp;jamais gozará das virtudes de um verdadeiro gentleman&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Virará assunto das rodas de conversa. Será taxado de babão, boca de chafariz, e por aí vai. Usarão da fita métrica quando com ele conversarem. Menos de um metro, nem pensar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua falha ao se comunicar não merece perdão. Paga por tamanha gafe, pelo desdém da gota de sua saliva que&amp;nbsp;percorre&amp;nbsp;o incrédulo caminho da boca até a blusa de quem ouve. Quando não diretamente no rosto. Um vexame. Quase um tapa na cara. Sobrará para a mãe que, com toda certeza, não lhe deu educação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Padecerá de um crime cujo dolo será sua inocente verdade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que eu defenda tal ato. Calma lá. Apenas supero. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meticuloso articulará palavras. O mentiroso usará da cautela em cada dobrada de língua. Medirá sua saliva com conta gotas. Vestirá o smoking dos sóbrios para omitir frases. A falta de transparência será condensada pela seca ao falar. Esse não cuspirá. A mentira peca pela falta de espontaneidade. Sempre será ensaiada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O babão não agrada quando inventa de nos dar um banho. É claro que não. Mas a sua verdade acariciará a intempérie. A vontade de agradar colocará abaixo o malogro da indesejada gota. Os excessos vindos do bem-me-quer não levantam a tese da má&amp;nbsp;educação. A amostra grátis do que se deseja não antecede a incompetência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só cospe ao falar aquele que fala com vontade e verdade. Que não tem a boca mole. Que não calcula as sílabas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mentiras são supedaneadas pelo cheiro das rosas e por carros importados. A verdade usará alfazema e chegará montada em jegue.&lt;br /&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;Verdade necessita exclamação. &lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amor murcho não se sustenta. As magras relações são aquelas em que condenamos os excessos do outro. O casal tende a definhar. Não há jeito. Não recuse&amp;nbsp;certos respingos&amp;nbsp;que surgem camuflados de&amp;nbsp;àgua benta, mostrando que os dois hão de necessitar temporais. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Todos nós temos defeitos. Transformar amor verdadeiro em amor seco não será solução. Beirará solidão. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-8721387024080717527?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/8721387024080717527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/06/com-o-perdao-da-saliva.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8721387024080717527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8721387024080717527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/06/com-o-perdao-da-saliva.html' title='Com o perdão da saliva.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3377417491459354941</id><published>2011-05-31T23:15:00.007-03:00</published><updated>2011-08-15T02:46:37.340-03:00</updated><title type='text'>Passeio masculino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transitam insandecidas e deslumbradas. Não fazem cara feia. Sentem-se como se deitadas no sofá de casa. Seus olhos enxergam feito olhos de àguia, não perdendo um só movimento. Tornam-se poderosas e complacentes na mesma proporção. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conversam entre si, exibindo e analisando seus novos pertences. Algumas apenas andam por andar, passam oito vezes à minha frente. Desfilam suas bolsas e seus filhos. Aguardam sem um 'ai' de reclamação. Passeiam sorridentes, ora apressadas pra não perder a sessão de cinema. Tornam-se suscetíveis. Desabrocham. Afloram gentilezas.&amp;nbsp; Não querem saber de estresse, tampouco olham pro relógio. O tempo passa a não ter mais tempo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É lugar de amor de adolescência, de primeiro beijo, de primeiro passeio sem os pais. &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas observo. Torno-me expectador da deslumbrante peça que nem ensaiada fora, tamanha sabença de sincronismo.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fazem pouco da presença masculina. É lugar de olho no olho, de encontro de acasos e de portas abertas. É faculdade masculina. O momento de decifrá-las sem a necessidade de mapas inintendíveis. Não estão em si. Encontram-se hipnotizadas. É a hora de pegar o atalho, de dar o pulo do gato. Os risos são mais fáceis. A vitrine torna-se seu espelho e seus olhos as refletem em mim, despindo suas carências.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os homens pecam quando fazem careta ao adentrar. Preferem bater o ponto e sair logo após. Passam a ser malcriados quando fazem pouco de suas companhias. Negam o passado ao vomitar seu próprio féu. Não entendem. Dizem ser desnecessário. Jamais compreenderão tão aguçado faro. Algo quase que instintivo. Pobre deles.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comigo não. Aguardarei feito Buda. Carregarei suas bolsas sem medo de olhares atravessados e cochichos maldosos. Estarei blindado, pois elas me abrirão sorrisos. As mulheres sentirão ciúmes&amp;nbsp; daquela&amp;nbsp; que tem um homem que carrega suas bolsas. Desfilará orgulhosa. É o passo a frente dos demais. Um certeiro contra-golpe.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despacharão ternuras com a devida recompensa. E é a mulher quem entende de recompensas.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não compreendo como o homem rejeita um passeio no shopping. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3377417491459354941?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3377417491459354941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/05/passeio-masculino.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3377417491459354941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3377417491459354941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/05/passeio-masculino.html' title='Passeio masculino'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1849314008774895015</id><published>2011-05-13T14:04:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T02:48:29.795-03:00</updated><title type='text'>A lua e eu.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite não é mais criança. Virou mulher. Guarda segredos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noite bela é a adornada pela lua.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lua é minha simpatia. O meu voto secreto. Minha adoração camuflada entre as estrelas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferente do sol, a lua pede que a decifremos. É lasciva, nos tira pra dançar. Se oferece aos poucos. Diferente do sol, egoísta, soberbo sabedor de seus poderes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sol desfila como o&amp;nbsp; verão, imponente feito seus domínios. É sempre citado por sua grandiosidade. 'O sol está forte!', 'Que solzão!', e é digno. Mas eu fico com os mistérios da menina lua, nasce tímida trazendo consigo a noite, que é pura reverência aos seus encantos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sol pode até ser o astro-rei. Mas a lua é a princesa. E convenhamos, a princesa é a mais charmosa do reino.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acanhada, desliza sobre o mar, que a reflete como bela que se olha no espelho, contemplando-se. E&amp;nbsp; o mar é seu admirador secreto. Tem na lua sua paixão de infância. Faz suas vontades, a repousa em seus braços quando cheia, fazendo com que se espreguice como mulher acariciada. Deita sobre suas àguas e adormece quando ninada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lua não tem orgulhos. É faceira. Dá-se à contemplação, embala romances. Sempre estará no meio de dois amores, jamais sendo intrusa. É a madrinha dos que se entregam ao verdadeiro amor. É o cinema feito por Deus. Não cobrará ingressos porque se sustenta com sorrisos.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de distante, a lua permite que a alcancemos. Deslizamos em suas crateras feito criança em parque de diversão. Não se incomoda se registrarmos por ali nossa passagem e nossos amores por toda eternidade, feito casal marcando suas iniciais em àrvore. Eu marco meu nome na lua. Marco o nosso nome na lua. Finco minha bandeira e, orgulhoso, exibo ao mundo inteiro. A lua permite e não faz cerimônias. E&amp;nbsp; assim passamos a noite juntos, lua e eu, revestindo-a de todo encanto de quem já se sabe bela mas não faz rodeios. Entrega-se.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1849314008774895015?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1849314008774895015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/05/lua-e-eu.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1849314008774895015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1849314008774895015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/05/lua-e-eu.html' title='A lua e eu.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-2030126362384992557</id><published>2011-04-19T21:25:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T02:47:28.272-03:00</updated><title type='text'>O passarinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu vizinho tem um cachorro vira-lata, daqueles que vivem mais pela rua do que em casa. Certo dia, saiu e não voltou mais. O dono, acostumado com suas andanças, só deu falta no dia seguinte. Juntou caravana e partiu atrás do animal. Mas nem sinal. Quatro dias após, o cachorro é visto correndo pela rua em direção à casa. Como se naturalmente, retornou de seu feriado.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sorri e lembrei da situação parecida a qual passei quando menor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por morar em apartamento, eracomplicado ter algum animal maior.. Meu animal de estimação era um passarinho, um periquito verde com peuqenas manchas amarelas, que eu gostava de ouvir cantar e de ver bater as asas. De manhã, quando acordava, colocava a gaiola na janela e ficava por ali, parado, só admirando e imitando seu canto com assovios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passamos a misturar nossas rotinas. Sabia de cor o horário de trocar o alpiste, quando gostava de entrar na casinha e a hora que mergulhava no pote d'agua e se banhava, batendo as asas e espalhando àgua. Sem dúvidas, minha parte favorita.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo dia, trocando a vasilha de alpiste, descuidei a deixei aberta a portinha da gaiola. Tempo suficiente pro passarinho sair e voar na direção das àrvores, bem diante dos meus olhos, a essa altura já esbugalhados e chorosos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penitenciava como gente grande. Não acreditava na tamanha falha q havia cometido.Era digno de flagelação. O maior dos meus pecados. Culpa demais pra um menino de seis anos. Não havia quem conseguisse me confortar, também pudera, convencer uma criança de que o passarinho estaria mais feliz em seu habitat natural e, consequentemente, distante dela, é tarefa pra psicólogo com mestrado e doutorado. Segui a lamentar enquanto olhava a gaiola vazia. Coloquei o pote de alpiste próximo da janela na esperança de que retornasse. Nada feito. Definitivamente, meu amigo havia ido embora, e eu não poderia fazer mais nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias depois fomos, meu pai e eu, visitar um tio.Ao me ver, perguntou porque eu andava tão triste, e lhe contei toda a história. Ele fez cara de surpreso:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acredita que ontem um passarinho igual ao seu pousou aqui em casa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recordo da minha face de espanto como se tivesse sido ontem. Meu tio me levou pra conferir se realmente seria o meu passarinho. E eu tremia mais a cada passo que dava.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ver de longe já me bastou. Era mesmo o passarinho.O meu passarinho.Não conseguia acreditar. Havia voltado, o fujão!&amp;nbsp; E que satisfação meu tio teve ao ver! Deixou que eu o levasse com gaiola e tudo. Com sorriso de orelha a orelha, fui acompanhando meu tio até o carro, onde meu pai já me esperava. Corri pra mostrar a novidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tio, ali parado, despediu-se de mim, do meu pai e do periquito que comprara poucas horas antes, já conhecendo do ocorrido. Despediu-se sabendo que dali a pouco eu estaria com o passarinho, cantando&amp;nbsp; novamente. Cantando a mais pura alegria.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-2030126362384992557?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/2030126362384992557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/04/o-passarinho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/2030126362384992557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/2030126362384992557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/04/o-passarinho.html' title='O passarinho'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1103075787399779604</id><published>2011-04-07T13:24:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T02:52:23.670-03:00</updated><title type='text'>Horário de almoço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia hora andando pelo centro da cidade, entre livrarias e lojas de roupas. Descansava enquanto meu horário de almoço não findava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ali passava uma moça. Impecavelmente vestida, advogada ou empresária, decerto. Daquelas que, na mesma proporção, atraem olhares e destroem investidas. Segui seus passos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha toda a pinta de que entraria em alguns dos caríssimos restaurantes à sua volta. Que nada. Se aproximou de uma carrocinha de pipoca. Pediu um saquinho médio, doce, com leite condensado. Encostou na mureta ao lado e por ali ficou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela apenas comia pipoca durante a tarde. Não buscava espaços. Não queria holofotes. Comia pipoca, e pipoca, apenas por nome, já nos tira o mau humor. Pipoca é nome de palhaço. É batismo de cachorro mansinho. É pular de alegria. E eu a observava e sorria, como quem já se sentia íntimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desfez-se&amp;nbsp; por completo da armadura que a tornava intocável. Trocou por vestido de menina. Me ofereceu infãncia.&amp;nbsp; Garimpou todos os diamantes da mais simples ternura. Desfez&amp;nbsp; invernos quando sorriu pro pipoqueiro.&amp;nbsp; Nem notou, mas espalhou flores&amp;nbsp;em seu redor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adocicou a tarde. Passou leite condensado nas nuvens do céu nublado. Desconcentrou&amp;nbsp; pragmatismos naquela viela. &amp;nbsp;Me senti como se ela me abraçasse, e abraço é gesto singelo e simples, tão simples e tão terno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mulher se torna bonita através das pequenas atitudes. Durante os suaves deslindes. Se preocupa tanto com os detalhes externos que a pipoca de início de tarde se torna seu refúgio, sua casa na àrvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela esquina ela mostrou beleza porque se mostrou comum.&amp;nbsp;E não há nada mais belo que uma mulher irresistivelmente comum. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lambeu os dedos ao final. Perdi o horário de almoço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1103075787399779604?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1103075787399779604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/04/horario-de-almoco.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1103075787399779604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1103075787399779604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/04/horario-de-almoco.html' title='Horário de almoço'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-881474892115638755</id><published>2011-03-18T12:16:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T02:44:01.473-03:00</updated><title type='text'>Da tua voz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço cerimônia ao receber o cafuné da voz. Derreto-me como vira-lata. Enxergo melhor quando de olhos fechados e audição atenta. Entrego-me pelos ouvidos. Faço-me escravo das vozes e questiono qualquer posicionamento contrário. Não parto da premissa de que quanto menos palavras, maior será a precisão. Puro engano!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dispare-me palavras e me sentirei no céu. Ouvirei com a calmaria dos anjos e com a cólera dos demônios. Não acredito na compreenão fajuta da mera visão. Exijo mais provas, sou&amp;nbsp; o São Tomé do vocabulário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ler o manual não significa tornar-se mais técnico. A regalia do que está à minha frente não me seduz. Encerro qualquer atividade pra ser só ouvidos. Passo mel nos lábios de quem me dá o deleite da voz que me aclama e me acalma. Não exijo especificações. Dou-me o livre arbítrio de repousar&amp;nbsp;sobre as vozes como criança em seio materno. Feito mulher que ama ao relento. Aprecio&amp;nbsp; o sabor de cada dobrada de língua, delineando as palavras que, como presente, me arrancam afagos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É através da sua voz que eu não desperto dos mais belos sonhos. Não me incomodo com desafinos, pois são da mais pura aquietação pra minh'alma. É o momento que me finjo de morto apenas pra navegar em suas palavras disparadas com cheiro forte de emoção e dor, da dor mais pura e mais&amp;nbsp;verdadeira, da dor de quem gosta e não faz rodeios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero ouvir de você a canção mais bonita, cantada com todo o desprendimento e leveza de quem não tem nada a me esconder. Quero palavras sussurradas ao&amp;nbsp;pé do ouvido, acompanhada dos lábios mordidos que fazem questão de escancarar a intensidade do momento. Prendo-me&amp;nbsp;à sua luxuria de&amp;nbsp;moleca, encosto a cabeça em seu colo e você despacha todos os pesadelos&amp;nbsp; ao atirar-me palavras, e isso me&amp;nbsp;obriga a oferecer-te parte de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cante. Berre. Sussurre. Que não haja pudores. Entregue-me toda sua sensualidade pela ponta de sua língua .Desenhe no contorno dos meus ouvidos. Ouvir-te sempre foi minha oração. Leva-me à porta do céu. Esticarei meus braços.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-881474892115638755?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/881474892115638755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/03/da-tua-voz.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/881474892115638755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/881474892115638755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/03/da-tua-voz.html' title='Da tua voz'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5152392259234130870</id><published>2011-03-02T03:38:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T02:55:01.770-03:00</updated><title type='text'>Eterna busca.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe quem reclame amar demais. Quem resmungue amar sem ser correspondido ou compreendido. Há quem diga ter amado errado. Ter amado em momento despropício. Há até os que sentem culpa ou remorso.&amp;nbsp; Todos com suas peculiaridades, todos amam. A todo momento, a todo instante, em cada virada de rua terá alguém amando. Faz parte de nós, amar, amar reciprocamente. Amar, amar, Tão necessário quanto complexo, ah, amar, sublime!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começamos a amar somente quando não percebemos. Uma pequena distração, aquele cochilo que vem como um "mão leve" na multidão, e pronto: Amando. Qualquer mínimo de brecha é abismo pra tão descompromissado sentimento. Os sonhos prendem-se ao travesseiro. Não nos envergonhamos com fragilidades. Nada mais terá motivo, mas será repleto de sentido. Porque não amar por todos os nossos dias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a verdade é que amar é ambição. Ambiciosos que somos, pedimos amor por entrega em domicílio. Não que sejamos trapaceiros. É puro instinto. Pura vontade de sentir vontade. Desejo de não se tornar órfão de si próprio. É um pacto de sangue que fazemos com nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E oque ocorre quando não amamos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras do dicionário recuperam seu sentido estrito. Infinidade vira algo que somente ao infinito se alcança. Só haverão feriados em datas especiais, não mais diariamente. Verdade passa a ser apenas aquilo que vemos. A ternura deixará de nos extasiar. Retornaremos à marca dos mortais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Buscar amar é buscar vida, é buscar os sonhos. Amar é um coletivo egocentrismo. É fazer feliz pra se fazer feliz. É receber um sorriso e pagar na mesma moeda. É ver dois mas enxergar apenas um. É a nossa eterna busca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5152392259234130870?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5152392259234130870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/03/eterna-busca.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5152392259234130870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5152392259234130870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/03/eterna-busca.html' title='Eterna busca.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6729253360323277671</id><published>2011-02-18T12:20:00.004-02:00</published><updated>2011-08-26T03:02:11.987-03:00</updated><title type='text'>Moça sentada à frente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabe quem sou. Desconhece meu nome. Não faz ideia da minha profissão. Não me viu, provavelmente. Parecia distraída, ou simplesmente cansada, o horário era condizente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentou-se à minha frente. Apoiou a bolsa sobre os joelhos, bolsa que escondia parte do vestido claro e simples, fazendo combinação com seus olhos castanhos, quase esverdeados, que brilhavam face à lua,. Brilho natural, tão contrastante à fadiga que já lhe ameaçava domínio.&amp;nbsp;Sentou e aguardou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era simples seu jeito de moça. Arriscava cochilo quando menos constrangida aos olhares carniceiros à sua volta. Achei graça&amp;nbsp;quando despertou de súbito, pequena borboleta pousara em seus cabelos na intenção de prender-se como flor, só pode, &amp;nbsp;rendendo-se a mero complemento de beleza daquela moça. Sorriu um sorriso&amp;nbsp; tímido, voltou a perder-se no cansaço. Enfim dormiu, pobre menina, enconstada, como quem suplica pelo merecido retorno ao lar.&amp;nbsp;O descanso daquela moça me comovia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adormeceu como de puro encanto. Ah, e como era bela enquanto dormia! Permitia-me revelar seus segredos. A imaginava voltando pra casa em uma rua vazia, quase madrugada, sendo recebida pelos pais que a aguardavam para o beijo de boa noite, afetuosos, orgulhosos da honesta filha.&amp;nbsp;Ou que morasse com um tio alcoólatra, e que sentisse medo de chegar em casa, que corresse pro quarto a chorar, moça coitada, na esperança que seus estudos não fossem em vão e que tão logo mudará a vida. Ou então que morasse e vivesse sozinha, que viesse de&amp;nbsp;cidade interiorana por ter recebido alguma proposta de trabalho, ou por tentar a sorte mesmo, que fosse brigada com os pais, que desde moleca buscasse independência, que de repente até tivesse pais ricos, mas vontade de crescer às custas do seu&amp;nbsp;próprio suor. E eu não quis imaginá-la com homens. Vesti meu próprio luto.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a verdade é inevitável, e devriam haver muitos homens em sua vida. Homens que receberiam seu sorriso a cada dia, a cada hora, e que saberiam o horário que acorda e o horário que encosta pra ver tevê. Saberiam o dia do seu aniversário, a flor que prefere, o drinque favorito, o melhor programa a dois. Existem homens que a conhecem muito, que a conhecem tudo, que na alegria gargalham juntos e na tristeza se abraçam chorando. E que de mim ela não guardará nada, nem uma lembrança, afinal sou&amp;nbsp;apenas&amp;nbsp;aquele que sentou&amp;nbsp;à sua frente, que a amou enquanto dormia e quando despertou com olhar triste&amp;nbsp;a retornar&amp;nbsp;ao lar, naquele fim de noite, a moça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6729253360323277671?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6729253360323277671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/02/moca-sentada-frente.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6729253360323277671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6729253360323277671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/02/moca-sentada-frente.html' title='Moça sentada à frente'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5782042229121580455</id><published>2011-02-04T20:38:00.005-02:00</published><updated>2011-08-15T02:56:03.446-03:00</updated><title type='text'>Fofo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem não gosta de ser chamado de fofo. Não tem jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fofo é visto como o amante à moda antiga. Tão antiga que tornou-se obsoleta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É atencioso. Simpático, sempre estará disposto a agradar. Não se incomoda em aguardá-la por duas horas pra oferecer carona. Pagará o drinque. Ligará às quatro da manhã pra saber se chegou bem, mesmo tendo-a deixado na porta de casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem fofo beira a perfeição. Seu único defeito é ser fofo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher parece dinamitar o homem ao chamá-lo de fofo. Seu sorriso saliente contrasta com a face espantada e constrangida do fofo. Fofo soa como uma violência verbal aos ouvidos masculinos. Um estupro pela língua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admito, o fofo está&amp;nbsp; à frente dos demais. Tem tantos pontos com as mulheres que já acumulou milhas. Saberá dos atalhos. Vestirá a atenção dos olhos da mulher. Guardará segredos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fofo é um autêntico homoheterossexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a verdade é que a mulher brinca ao chamar o homem de fofo. Me coloco no lugar delas. Visto saia por uns instantes. Fofo é uma das poucas palavras que o dicionário se enrola pra traduzir, então que os homens não sejam tão crueis a ponto de duvidar de seu verdadeiro significado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo homem é fofo. Nem que seja por interesse. Pagar a conta do restaurante é ser fofo. Beijar a testa também. Ceder lugar é lavrar certidão de fofura. Ser fiel é ser irremediavelmente fofo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a mulher?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher desnuda o homem ao chamá-lo de fofo. Desmascara desnecessárias elegâncias. Entrega o jogo e o desconcentra. Derrama intenções. Repare como nenhuma mulher chama um homem de fofo e vira a cara logo depois. Ela aguardará as nuances. Observará os traquejos. Uma &lt;i&gt;voyeur&lt;/i&gt; sem pudores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus olhos são atentos à toda reação masculina. Leem a levantada de sombrancelha. Gravam a coçada na nuca. Pintam de rosa as bochechas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas mais um de seus fatalismos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não à toa o dicionário define mal o fofo. É segredo feminino guardado à sete chaves, porém, controversamente à disposição.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5782042229121580455?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5782042229121580455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/02/fofo.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5782042229121580455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5782042229121580455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/02/fofo.html' title='Fofo'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-8217704491245894429</id><published>2011-01-21T05:10:00.005-02:00</published><updated>2011-09-01T16:38:54.492-03:00</updated><title type='text'>O amor não entende nada sobre nós</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pega o amor e desfaz. Desmembra. Deslumbra. Distrai. Ferve por três minutos. Instantâneo. Segue a bula. A forma de usar. Enlatado,&amp;nbsp; emplastificado, inconfundìvel. Incapaz de surpreender.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amor não caminha ao léu. Carrega seguidores. Não dá um passo sem metamorfoses. Abstrai mentiras escancaradas. Meticuloso, sufoca reações. Amor só abre passagem para o sorvete no shopping as duas da tarde de domingo. É&amp;nbsp; sabido. Entende que acaso vira caso em um bater de asas. E dizem que amor não é passo à frente. Enganam-se!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se mentir, vira amor. Se for verdadeiro, é amor artesanal. Cínico? Amor bruto. O romantico é amor literal. Todos tão pueris quanto folha que dança ao vento. E qual amor não é pueril? Temo por um amor que não conheça da infância. Que não recorde dos oito anos de idade. Aponto para aqueles que, inexoráveis, tornam-se descrentes de um amor eternamente oito anos de idade. Desaparecem tão rígidos e irredutíveis quanto maduros aos olhos de quem finge não enxergar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas aí você fecha os olhos e ama. E ama mais. E se atira. Diz não ter fim. E todo amor que não tem fim é pura linha do horizonte. É quimera. Ilusão. Não entende de razões, de espelhos, de página virada e café quente. E projeta futuro enquanto o passado ainda assombra. Tudo o que mais queres é uma vida inteira de amor, enquanto leva-se uma vida inteira pra entender o que é amor. Quando lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não é ninguém. Amor é qualquer um. Pro amor todos deduzem, todos debocham, todos denotam. O amor é um lascivo eufemismo. Transforma-te. Atrai e a trai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor é desmascarado. É frente a frente. É tudo que colocar sobre o papel. É basicamente o que não&amp;nbsp; tem nada de básico. Não dizemos nada sobre o amor.O amor não entende nada sobre nós. Esse é o medo. Essa é a alegria. Somos nós dois. Todos os lugares. Lugar algum. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-8217704491245894429?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/8217704491245894429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/01/o-amor-nao-entende-nada-sobre-nos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8217704491245894429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8217704491245894429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/01/o-amor-nao-entende-nada-sobre-nos.html' title='O amor não entende nada sobre nós'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6952581121536677199</id><published>2011-01-13T20:51:00.008-02:00</published><updated>2011-08-15T02:59:30.000-03:00</updated><title type='text'>Álbum de fotografias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui muito fã de fotografia. Salvo exceções, costumo ceder a vez. Logo me prontifico a fotografar, a desculpa perfeita de quem não deseja incluir-se no registro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez por fotografia ter virado algo banal.&amp;nbsp; Desceu do romantismo ao &lt;i&gt;fast food,&lt;/i&gt; do segredo à fofoca. Foto não pertence mais ao baú de família. É o atalho do nosso exibicionismo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na minha casa, fotografia era aguardada como sorteio de Mega-Sena. Registros de viagens, festas, aniversários... Meu pai as levava para a revelação, que durava, em média, três dias. Eram três dias de ansiedade e curiosidade. Quando reveladas, juntávamos a família. A mãe pedia cuidado no manuseio enquanto tratava de colocá-las no album. No final de semana, levavamos à casa dos tios. Puro pretexto pra reunião de família. Fazia bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que dizer&amp;nbsp; sobre as fotos antigas, já beijadas pelo tempo? Aquelas fotos amareladas, recebendo a reverência do passado, o aplauso da longevidade, o lirismo de um pôr-do-sol que ali se desenha. Meus pais têm fotos de antes do casamento. Fotografias amareladas. Morro de inveja. O casal que tem fotografias amareladas é contemplado com um filme de sua história. A fotografia passa a falar. Torna-se um diário. Cria-se uma relação fraterna, ganha valor no mercado. É exposta como o maior e mais merecido troféu. Não terei fotos amareladas. No máximo, um &lt;i&gt;pen drive &lt;/i&gt;com mal contato. Pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa teoria me convencia. Até o dia que reparei em algo que já havia visto diversas vezes.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho. Você tem. Pais, tios, amigos, namorados, vizinhos e até cachorros não são exceções. Todos temos pelo menos uma foto junto a alguém querido, fografada pela própria pessoa ou nós mesmos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses reparei em uma foto assim. Pura epifania.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, tal fotografia é escancarada declaração de amor!&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco importa se ao fundo está a Capela Sistina ou um varal com calcinhas penduradas. O interesse não está ali. A intenção não é mostrar aonde estão, e sim que estão. É transmissão de ternura, carta de amor gravurada. Nada mais importa se não os dois.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A foto é ousada. Revela as espinhas da mulher e os pêlos na orelha do homem. O flash vem como um detetive. Mas e daí? Quem enxergaria esse tipo de coisa? Quem apontaria algum defeito quando as pessoas chegam a confundir umas às outras, tamanha vontade de estarem juntas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inclusive, a distância da máquina fotografica é meramente proposital. A intenção é deixar mais próximo. Não abraçamos e registramos tal momento junto a pessoas que não desejamos todo o bem. Quem ama preenche o mundo com a pessoa amada. A paisagem&amp;nbsp; é despropósito. O foco é em segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não recordo de fotos assim tiradas com máquinas de antigamente. Talvez pela dificuldade do encaixe ao foco. Que bom. Certos avanços nos contemplam com a glória de um regresso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Tecnologias têm lá suas vantagens. Peneirar simplicidades é a maior delas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6952581121536677199?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6952581121536677199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/01/album-de-fotografias.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6952581121536677199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6952581121536677199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/01/album-de-fotografias.html' title='Álbum de fotografias'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6837877025186637401</id><published>2011-01-05T12:00:00.004-02:00</published><updated>2011-12-19T03:15:39.465-02:00</updated><title type='text'>Aos seus pés</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou admirador de um belo par de pés femininos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tem jeito. Se me sentir atraído, escorregarei minha visão por todo o seu corpo até chegar quase ao chão. Sem qualquer pudor. Praticamente um peão de obra. Só disfarço após suntuosa análise. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vamos com calma. Não pretendo passar a imagem de um podólatra tarado e psicótico. Minha admiração por essa parte da&amp;nbsp;anatomia feminina passa longe de lambidas e chupões em meio&amp;nbsp; a leite condensado e morangos. Não ganhará status de massagem erótica, tampouco sentirei prazer ao receber pisadas e esmagadas enquanto me faço de tapete, dentre outras bizarrices. Passo longe. Minha admiração é em plano geral, quase na visão de um especialista. Pura estética. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É pelo pé que a mulher se revela vaidosa. Ora, quem cuidaria de um parte do corpo feita apenas pra nos sustentar? Quem pensaria em tratar da nossa parte mais naturalmente castigada? Os homens? Que as bolhas e calos parecem fazer parte do corpo desde o nascimento? Que ignoram o crescimento de unhas nos pés e passam meses sem cortá-las? Os mesmos que os apertam em chuteiras amarradíssimas até a canela e em sapatos com sola de porco-espinho? Não mesmo. As mulheres são verdadeiras feiticeiras. Apertam seus pés em sapatos bico fino pra depois surgirem como se sempre andassem descalças. Equilibram-se em saltos-agulha, mas a unha sempre bem feita. Seus pés são seus manuais, e os leio com toda atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No shopping, passam horas escolhendo calçados. Confesso não ter qualquer paciência, mas nessa hora abro exceção. Faço meus minutos de silêncio. Reconheço a hora sagrada, a hipnose feminina perante esse santuário. Torço pra que seus olhos passem longe de botas, fechadas e compridas, impedindo qualquer visualização. Sempre torço pela sandália, o mais nu dos calçados, o vestido transparente dos pés, como mulher que deixa marca de biquini propositalmente&amp;nbsp; à mostra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Unhas pintadas com esmalte clarinho que ela escolheu dentre tantas outras cores. Tornozeleira de couro comprada em uma viagem inesquecível. Um anel de pé prateado feito praticamente sob medida. Aquela tatuagem de borboleta acima do calcanhar, seu mais novo mimo. A mulher se mostra aos homens de maneira diferente. Através da linguagem das nuances, do faro um pouco mais aguçado, da parcepção apurada. Observar uma mulher por inteira é trocar intimidades pelo olhar. Elogiar uma tatuagem ou um brinco ou o cheiro do perfume&amp;nbsp;é mais válido que despejar mentiras esfarrapadas. A mulher se esconde de um lado pra se mostrar de outro, o problema é que o homem erra na abordagem; A bunda jamais apontará os atalhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O verdadeiro homem sempre chegará aos pés de uma mulher. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6837877025186637401?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6837877025186637401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/01/aos-seus-pes.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6837877025186637401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6837877025186637401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2011/01/aos-seus-pes.html' title='Aos seus pés'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4009940396598889361</id><published>2010-12-25T20:08:00.003-02:00</published><updated>2011-08-15T03:01:48.878-03:00</updated><title type='text'>As cartas que ainda aguardo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, queria ser carteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admirava a profissão daquele simpático sujeito de calça e boné azuis, camisa amarela, que chegava montado em sua bicicleta Barraforte. Não sei o por que. E Talvez nem haja. Puro despropósito de criança.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já maior, busquei os motivos pra tal contemplação. A resposta veio de forma taxativa: Carteiro é uma profissão mística. É o nosso último elo de esperança.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O carteiro fascina-me por sua nobre missão. Me intercede. Tenho vontade de ser chamado por nome pelo carteiro, anunciando, feliz, minha tão esperada mensagem. Devia ser convidado a ocupar lugar à mesa. Ser membro da família. O carteiro traz nossas intimidades com discrição de eunuco. Todo carteiro deveria ser tratado tal como Mario por Pablo Neruda, em "O carteiro e o poeta", relação de mais pura amizade. Neruda contribuía à época de um romantismo inerente à profissão dos carteiros, que desgraçadamente vem apagando-se. &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez eu sinta saudade de épocas que nem vivenciei. Me sinto em casa quando dentro da máquina do tempo. Olho pra trás com o saudosismo de quem apela por regresso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando verifico minha caixa de correio, espero algo além das contas de banco e boletos de pagamento, de propaganda de supermercado e anúncio de TV à cabo. Aguardo a solidez de uma mensagem de afeto vinda de milhares de quilômentros, explicitando&amp;nbsp; as letras tortas de quem tremia ao escrever, tamanha saudade. Aguardo o desabafo de quem abnega-se do teclado e, de próprio punho, redige cartas de amor. Perfumadas, inclusive. Ou de ódio, que sejam. Porque ódio é o feriado do amor. Uma hora acaba.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não desejo que minhas lembranças sejam apagadas toda a vez que formatar meu computador. Não me surpreeendo com a artificialidade de mensagens eletronicamente enfeitadas. Prefiro a verdade de quem se entrega em cada palavra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Amor só é amor se sentir o cheiro. Se&amp;nbsp; for olho no olho. Amor tem que ser presente pra se fazer presente. Necessita verdades, encurrala carapuças e quebra espelhos. Descosturo qulquer invenção humana pra não atar-me às velharias do novo século. Mato as saudades, mas não permito que as saudades me matem. Enxergo a importãncia de reviver o que foi deixado pra trás. E diáriamente. Porque o homem educado não abre a porta do carro para a mulher. Prefere carregá-la no colo. Caso contrário, aceito o adjetivo de ultrapassado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda acredito em carteiros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4009940396598889361?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4009940396598889361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/12/as-cartas-que-ainda-aguardo.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4009940396598889361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4009940396598889361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/12/as-cartas-que-ainda-aguardo.html' title='As cartas que ainda aguardo'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7673950318773673880</id><published>2010-12-20T12:21:00.006-02:00</published><updated>2011-08-15T03:02:40.641-03:00</updated><title type='text'>Excessos e incertezas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes necessitamos do fim para enxergarmos os meios. Precisamos da explosão pra percebermos faíscas. Chegamos ao fim da linha e desejamos retornar à largada. Sentimos vontade de reatarmos com nós mesmos e vivermos tudo aquilo que nunca houve, mas estava lá, à disposição, bastava esticarmos os braços. Mas passou em branco. Conformismo é utopia de segurança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abandonava reações. Desfazia inícios temendo a insensatez oriunda de quem não enxergava certezas, como se no amor,&amp;nbsp; a certeza, por algum momento, figurasse. O amor é a plenitude da inconstância. Esfacela tudo aquilo que delineamos em cálculos. Nos dá o tempo de percebermos sua chegada e tomarmos iniciativa. O amor não cede lugar a conformismos. Não dá caução. Chega, mas quer recompensa; Quer reação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reagi por metade e me contentei. Imaginei ter cumprido meu papel, como se conquistas surgissem do pouco esforço. E o amor é a essência das conquistas. É suar sorrisos, correr atrás do olho no olho, desvendar carícias e resistir chamegos. É liquidificar as reações que não são percebidas, porém inconfundíveis quando a enxergamos sem o auxílio dos olhos. É evolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impera o medo de um pensamento diferente. O pensamento da desistência, do desinteresse. Não me permito, mas não me mostro. Visto a máscara da coragem. Fantasiar realidade sempre foi a saída mais fácil. A certeza se torna distante. Experimentei do amor utópico quando um suspiro me faria transcender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivi uma eterna reconciliação. Fui ex. Sempre fui ex. Meu amor era sonâmbulo, vagava em busca&amp;nbsp; de respostas enquanto eu encenava descanso. Discutia a relação quando não havia par. Me reconciliei todas as vezes que o comodismo me beijava com ar de menina faceira. Deixei levar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É estranho pensar que não resta mais tempo. Tempo, logo esse, meu eterno aliado. Procrastinador de mim mesmo, esperei os últimos instantes pra correr atrás de evidentes respostas que sempre estiveram à minha frente, cristalizadas. Vou com o remorso de quem preferiu não romper a barreira das incertezas, e incerteza é atenuante pra indiferença. Indiferença no amor é egoísmo. Não permite que caiba mais um. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chego ao último dia relembrando o primeiro. Sinto o peso dos meus excessos. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7673950318773673880?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7673950318773673880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/12/excessos-e-incertezas.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7673950318773673880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7673950318773673880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/12/excessos-e-incertezas.html' title='Excessos e incertezas'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7244729086388132466</id><published>2010-12-13T05:10:00.007-02:00</published><updated>2011-08-15T03:03:35.981-03:00</updated><title type='text'>Rir da vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rir da vida é enganação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um dia que tomei coragem e encurralei minha vida. Queria ouvir certas verdades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pura esquizofrenia.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contestei certas escolhas feitas ao longo dos anos. Em vão. Nossas escolhas não são erradas. A falha surge na consequência. Qualquer cálculo que fizermos acerca da vida, por mais insano que pareça, não significa tender ao erro. A nossa vida inteira é feita de cálculos. O passo à frente dos prevenidos. Cabe à vida dar&amp;nbsp; o caminho que melhor nos encaixarmos. Pro certo ou pro errado.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei a experimentar a placidez da vida. Obriguei-me a evoluir aos meus tempos de criança, porque a verdadeira malícia é aquela em que preservamos nossa ingenuidade. É o nosso grande trunfo. É&amp;nbsp; aproximação com o sexto sentido. Só enxergamos sem vícios quando nos tornamos ingênuos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já me preocupei com futilidades e fiz pouco caso de importâncias. Afoguei certas verdades. Esforcei-me pra resgatar meias-mentiras. E me sustentavam. Eram fontoches dos meus julgamentos. Olhei ao longe e procurei o que ainda era embassado, incerto, dúbio, e tratei com desleixo as evidências, o que era escancarado, a centímentros de mim. Abri mão, mas não abri o coração.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou meu próprio suicída. Atravesso meu corpo. Perfuro minhas saudades. Dinamito verdades incontestáveis. Sustento-me com pouco. Passo fome. Sou Somaliano da minha própria vida. Peço esmolas a mim mesmo. Faço-me de bobo. Finjo de morto. Dou ao luxo de não sentir meu cheiro e retrucar com o paladar dos mortos. O gosto em desuso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vida não pode ser filme. Não deve ter roteiro, &lt;i&gt;script&lt;/i&gt;, nem final feliz. Porque vida não tem final.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deveríamos ser diretores de nossas vidas, e não atores. Encarava o paradoxo de receber ordens em minha própria vida. Raramente reclamava. Me dava por satisfeito e decorava as falas. Havendo recompensa, a história pouco me importava. Necessitei dar um 'basta'.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi naquele dia. O dia que encurralei a vida e exigi verdades. O dia que esbravejei e ordenei mudanças. Disse que da minha vida eu comando, e requeri plenos poderes. Certo de mim, me impus. Despejei bravatas em minha direção como quem sente culpa. E sentir culpa é dever favor. Descobri estar em débito comigo mesmo, e quem deve, paga. Nem que seja com a consciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rir da vida não é remédio. É&amp;nbsp; medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7244729086388132466?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7244729086388132466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/12/rir-da-vida.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7244729086388132466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7244729086388132466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/12/rir-da-vida.html' title='Rir da vida'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3816724402448366262</id><published>2010-11-30T09:54:00.004-02:00</published><updated>2011-08-15T03:04:24.800-03:00</updated><title type='text'>Verdades sobre o sábado à noite</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado à noite em casa é a segunda-feira do meu humor. É o castigo dos inocentes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não aproveito pra estudar caso tenha prova na&amp;nbsp;semana seguinte. Não adianto trabalho. Não me permito ao&amp;nbsp;formalismo&amp;nbsp; nessas poucas horas exclusivas ao lazer. O sábado à noite é o file &lt;i&gt;mignon &lt;/i&gt;dos solteiros. É a menina-dos-olhos dos desimpedidos. Não se preocupar em comer com talheres . Solteiro que não desfruta de um sábado à noite é um aposentado precoce. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas de vez em quando tenho vontade de me aposentar. Trocar a calça jeans pela samba-canção. A cerveja pelo controle remoto ou pela caneta. O churrasco pela pizza quatro-queijos no d&lt;i&gt;elivery&lt;/i&gt;. Há quem diga que já fui melhor, e não pretendo lhes tirar a razão. Mas carrego algumas dúvidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que o sábado à noite é um grande teatro a céu aberto. É o Coliseu dos destemidos. São rostos maquiados, quase camuflados, justamente nesta intenção; Se esconder. Aproveitamos o cair da noite pra nos escondermos de nós mesmos. Pra encenarmos. Pra distribuirmos sorrisos ao léu, e isso é pecado dos graves. Sorrir deveria ser um ato de intimidade. Sorrio para tantas pessoas numa noite que a impressão é a de perder a conjuntura bucal. A noite é a arte de desaprender a sorrir de jeito sincero.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No sábado à noite&amp;nbsp; as pessoas se gostam. Gostam até demais. Em excesso. Viram contadoras de histórias. Cúmplices de suas próprias mentiras. E a mentira é o mais forte dos drinques. É o absinto da&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; nossa&amp;nbsp;integridade moral. Nos puxa pela perna e nos carrega sem cansar. Perdemos o limite e viramos piada. Culpamos a bebida e não lembramos de nada no dia seguinte. Aliás,&amp;nbsp; amnésia alcoólica só pode ser coisa de Deus, que do alto de sua piedade, resolve nos poupar de boa parte da lembrança de quando enfiamos até o braço, não satisfeitos quando com os dois pés já metidos na jaca. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sábado à noite é uma puta. E puta de luxo. Das mais caras. É o diabo travestido de lingerie vermelha. É masoquista, apanha pra nos prender. E consegue. Com maestria. Nos torna sarcásticos com nós mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;A noite é uma grande mentira. O único problema é que ainda não encontrei&amp;nbsp;a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar mal do que amamos é uma arte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3816724402448366262?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3816724402448366262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/no-ocio-de-sabado-noite.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3816724402448366262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3816724402448366262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/no-ocio-de-sabado-noite.html' title='Verdades sobre o sábado à noite'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5695795827471010529</id><published>2010-11-18T09:51:00.005-02:00</published><updated>2011-08-07T23:04:09.620-03:00</updated><title type='text'>Os encantos da mulher mineira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento pra mim, nesse momento, é algo tão&amp;nbsp;distante quanto ganhar na Mega-Sena. E por duas vezes. De certeza, apenas uma: Me casarei com uma mineira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus exagerou ao criar as mineiras à sua imagem e semelhança. Dobrou a dose. Ainda tenho lá as minhas dúvidas se são realmente humanas ou se são anjos, anjos de Deus, com intuito de nos levarmos pra junto delas, lá no céu. Não à toa Deus as encravou em Minas Gerais, cercadas por montanhas pra dificultar o acesso de qualquer um. Mas sou capaz de desbravar quantos Everests forem necessários pra estar ao lado delas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mineira extravasa amor em amplitude. Só podem ter estudado em colégios diferentes dos que conheço... Não&amp;nbsp; aprenderam a ser mal educadas. Desconhecem do mal humor. A mineira sempre me recebe com um sorriso, e o sorriso de uma mineira é o arco-íris do meu domingo, o calabouço das minhas tristezas. Elas sorriem com os olhos, com a testa, ao mesmo momento que dão uma ajeitadinha&amp;nbsp;no cabelo e deixam transparecer um jeitinho tão tímido que contrasta com todo aquele amor despejado já nos primeiros momentos. Como se ainda não fosse suficiente, nos perguntam da maneira mais doce do mundo: "Cê tá jóia?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a maneira como elas falam? A mineira não&amp;nbsp;fala. Ela canta. Canções de amor, baixinho, no pé do ouvido. A mineira quando fala, me pega no colo. Me nina. E eu faço corpo mole, deixo levar. Sou capaz de ser o mais compreensivo e atento ouvinte de uma mineira, só pra admirar o jeito charmoso como diminuem as palavras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mineira nasceu pra ser cortejada. Cortejada de amor, porque nos despejam todo esse amor sem mesmo saberem. Elas são altruístas. Nos dão carinho tão despretenciosamente quanto criança que planta pé-de-feijão em algodão. Nos oferecem extremado afeto de maneira tão simples como ajeitam uma flor nos cabelos. A mineira só pode ter nascido com dose extra de amor... porque todo o simples e irreparável é gritante e inexplicavelmente charmoso quando nelas. São donas de ternuras delicadas, por vezes inintendível, mas inerentes à sua beleza, aquela beleza sabida de que a natureza foi a sua melhor amiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há&amp;nbsp;quem diga que sejam ciumentas. Eu quero.&amp;nbsp;Quero a mineira mais ciumenta desse mundo. Porque ciúme é amor demais. Só tem ciúme quem quer guardar, quem deseja levar pro resto da vida. Quero a mais ciumenta até meus últimos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No amor, a mineira é princesa. Não dão asas à nossa imaginação, elas próprias nos levam juntos pra voar.&amp;nbsp; São donas de si, decididas. Não escondem amor. A mineira ama com autonomia. Ama sem pressa porque deseja intensidade. Antes, beija com o nariz. Beija através do olhar. Beija com todo o tempero mineiro. Beija devagar e bonito, numa espécie de feitiço. Beija carregada de ternura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sorriso de uma mineira já é motivo&amp;nbsp;de alegria. Choro junto se a vir chorar. A mulher mineira nunca será definida por adjetivos; será sempre pleonasmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero me sentir mais próximo de Deus e receber amor em exagero. Quero uma mineira&amp;nbsp;pra toda a minha vida. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5695795827471010529?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5695795827471010529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/os-encantos-de-uma-mineira.html#comment-form' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5695795827471010529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5695795827471010529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/os-encantos-de-uma-mineira.html' title='Os encantos da mulher mineira'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-954646516349951420</id><published>2010-11-12T14:59:00.005-02:00</published><updated>2011-08-15T03:06:01.162-03:00</updated><title type='text'>Minhas viagens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabugento desde criança, indagava aos meus pais o motivo de nunca&amp;nbsp; passarmos o feriado ou as férias em alguma cidade da região dos lagos ou região serrana, cidades turísticas aqui do Rio de Janeiro, tal como meus amigos de colégio. Sempre viajávamos para o Nordeste, Sul ou exterior. Eu não entendia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incomodava-me o fato de conhecermos os lugares dos outros antes de vasculharmos o nosso. Interessava mais conhecer aquela cidade a 100 quilômetros daqui&amp;nbsp;àquela do outro lado do atlântico.&amp;nbsp;Só depois de uma certa idade fui entender que, por minha mãe ter trabalhado em companhia aérea, tínhamos uma avalanche de descontos e gratuidades em diversos lugares. Era financeiramente mais viável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu me sentia um farsante. Um universitário que havia fraudado a prova do vestibular, um adolescente que pagara uma puta antes mesmo do primeiro beijo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria saber dos outros mas não me preocupava comigo mesmo. Um fofoqueiro nato aos onze anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não carrego isso comigo. Sigo a gradatividade. Fecho os olhos e olho pra mim, pra só depois abrir e olhar meu redor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou vendedor rigoroso de mim mesmo. Só me doo se souber que não apresentarei defeito dali a pouco, só me entrego se estiver apto pra uso imediato. Preciso ser pleno e integral, conhecer cada canto, cada espaço que me envolve. Não me jogo de presente em mar que tenha tubarões.&amp;nbsp; Antes conhecerei todos os vales das minhas emoções, todas as praias das minhas vontades, todos os campos das minhas alegrias e tristezas. Dou limpeza geral sem ajuda de faxineira. Conhecer si próprio é abrir as janelas da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não acho namoro em esquina. Não adoto um namoro indefeso. Não me prendo a relacionamentos simplesmente por solidão. Aliás, nunca estarei sozinho enquanto tiver a solidão ao meu lado. Não me entrego simplesmente por haver entrega, não assumo o que,&amp;nbsp;à vista de terceiros, seja escancarado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não chamo de bobeira, talvez de abnegação àquilo que muitos buscam a qualquer preço quando confundem compromisso com amor, tesão com paixão, companheirismo com tolerância. Eu não. Eu não confundo. Ainda não viajei por todas as partes de mim, mas falta pouco. Bem pouco.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minhas malas estão prontas. Esse feriado Será em Cabo Frio. Enquanto isso, faço minhas economias para o aguardado mochilão pela Europa que prometi um dia fazer. Um dia... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-954646516349951420?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/954646516349951420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/minhas-viagens.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/954646516349951420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/954646516349951420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/minhas-viagens.html' title='Minhas viagens'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-10146447028048252</id><published>2010-11-04T09:02:00.005-02:00</published><updated>2011-08-14T20:15:30.753-03:00</updated><title type='text'>O vento e o mar e aquela menina.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto do terceiro Andar. Da visão contrastante da Nau que repousa sobre o mar nervoso, ganhando cafuné em suas velas, em um início de trânsito rotineiro dessa hora. Os aviões parecem beijar o mar, os carros formam um abraço coletivo, lá pelo fim de tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No balanço das poucas árvores, no andar louco e apressado dos que passam, no barulho das buzinas, sirenes, dos berros, do motor acelerado, do caos, ela caminha. Caminha como se não existisse revolta, como se tudo fosse dela, no meio daquele trânsito, no meio daquela selva. Caminha e paralisa quem segue seu oposto, junta romaria a caminhar ao seu lado. Caminha na direção contrária do vento, cabelos maliciosamente desprendidos, feito combinação dos dois. O vento fazia as suas vontades, era puro complemento terreno. Dava as coordenadas da confusão, desfazia seus embaraços. Era menina que tinha encantos, e só tinha encantos porque não sabia que tinha, aquela menina.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhou rente ao mar como se dele fosse. Era possuidora de seus segredos. Sorria apenas para ela, aquele mar egoísta, que judiava das pedras com a sua força de ressaca. Aquele mar interesseiro, que era todo cortesia da beleza daquela menina, a convidou para o seu lado, e vinha com marolas beijar-lhe os pés, e ela caminhava, cortejada pelo mar e pelo vento, naquela junção de caos e paraíso.Caminhava sem destino, desfazendo os desatinos daquela tarde de rotina.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhava como quem não tem compromisso, horário, histeria. Era alheia ao seu redor. Não se prendia às vestes do lugar, caminhava com vestido bordado de flor, e é simpático isso, um vestido de flor. Caminhava adorada pelo mar e pelo vento, não fazia questão de elogio, e a mulher só recebe elogios quando não os faz questão. Era o elogio da alma, a declaração de amor da natureza, que competia entre o vento e o mar, quem ganharia sua beleza. E eu, na minha medíocre posição do mortal, do admirador que só pode admirar calado, estagnado com o imenso cortejo dos deuses, da batalha travada entre Poseidon e Éolo, diante dos olhares de quem passava, esses tão escravos quanto eu, tão bobos de veneração.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o dia que aquela menina passou. Foi o dia que eu vi, do alto do terceiro andar, entre a Nau que repousa plácida e o caos das cinco da tarde. Foi de lá que eu vi aquela menina, que camuflou e conflitou a rortina, que fez magia, que esnobou o vento e o mar, que não viu ter desmanchado o enfado, que não sabia do poder que tinha, aquela menina, aquela menina. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-10146447028048252?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/10146447028048252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/o-vento-e-o-mar-e-aquela-menina.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/10146447028048252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/10146447028048252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/11/o-vento-e-o-mar-e-aquela-menina.html' title='O vento e o mar e aquela menina.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6428060958799088162</id><published>2010-10-28T18:19:00.006-02:00</published><updated>2011-08-15T03:06:50.063-03:00</updated><title type='text'>Camisas velhas, amores novos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fui mais organizado em relação ao meu guardarroupa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava de seguir certos padrões. Nas gavetas, vinham as camisas um pouco menos prestigiadas, mas não menos organizadas. Seguiam a ordem da antiguidade. Nos cabides junto aos casacos e ternos, mantinha as camisas que gostava de usar em festas, barzinhos, à noite. Eu chamava de 'primeira classe'. Tinha absoluto controle das posições, enfileirava pelo cabide segundo a ordem das cores.&amp;nbsp; Da mais escura a mais clara, da direita para a esquerda.&amp;nbsp; Lá eu mantinha as minhas camisas da sorte. Quando as vestia&amp;nbsp; me&amp;nbsp; sentia outro,&amp;nbsp; mais confiante, mais seuguro, mais detentor de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo homem possui a sua camisa da sorte. Aquela que é separada com uma semana de antecedência, logo após desligar o telefone e marcar um encontro com aquela mulher desejada há tempos. Eu tinha o meu rol. Não gostava que as alterassem de lugar, inclusive eu mesmo as passava. Descobri que passar roupa é uma das melhores terapias existentes, e o melhor: Gratuito. O homem que passa suas roupas estará sempre um passo a frente dos demais. Mas eu não me interessava muito nisso. Era mais pra uma espécie de concentração antes da partida, onde restavam apenas a camisa e eu,&amp;nbsp; a massageava com o ferro, como quem dizia: 'Vai lá e mostra o que você sabe fazer!' Sempre houve uma cumplicidade entre mim e as camisas. Tínhamos objetivos em comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elas eram promovidas ou rebaixadas, dependendo de suas atuações. Se eu levasse um fora de alguma mulher, a culpa era da camisa. Se tivesse sucesso, ela tinha sua parte de mérito. Minhas camisas sempre foram o meu diário a céu aberto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu sei, TOC era pouco, muito pouco pra definir essa época, e se me chamarem de excêntrico, considerarei o mais belo dos eufemismos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas foram surgindo responsabilidades. Trabalhos, estudos, pouco tempo em casa e, consequentemente, pouco tempo para as minhas organizações. Tudo bem que essa é a desculpa preferida dos bagunceiros, mas não chego a esse nível. Me restringi ao esquecimento em relação às minhas roupas. Mais: Muitas foram abandonadas, largadas, algumas sumiram. Porque certas roupas desaparecem mesmo. Mágoas de quem se sente abandonado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No amor também é assim. Talvez sem explicação, sem que percebamos, desatamos nossos laços afetivos, e o transformamos em nós. Nós cegos. Nós dois cegos. Um não enxerga mais o outro, mas os dois se aturam. A atenção passa a não ser mais a mesma, as ligações reduzem apenas às cobranças. O encontro passa a ser como uma ida ao dentista. A paixão passa a ser obrigação. O amor perde a cor. Desbota, o largamos à poeira e às traças, para sucumbir na inevitável consequência: A substituição. Às escuras, às escondidas, por nos faltar coragem pra dizermos o que é mais evidente: Vai.&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não cultivo um amor amarrotado, descosturado, rasgado. Um desleixo despercebido e natural no amor pode significar que fora aproveitado até as últimas consequências. Tudo daquele amor fora logrado, e por vezes se rompe, rasga, nos avisando que chegara ao fim. Não é motivo de lamento, e sim de entregar-se às oportunidades futuras.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa semana, minha mãe, depois de uma faxina, me mostrou três de minhas antigas camisas, e falou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Brunno, olha, essas camisas estão furadas. Quer que eu dê um ponto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela queria dar um ponto. Se desse três pontos, seriam reticências, e reticências significa continuação. Mas mãe é sabida. Foi enfática. Apenas um ponto. Não deu brecha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Pode ser, mãe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tirei aquele dia pra dar um ponto em outras mais, inclusive nas não apenas furadas.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6428060958799088162?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6428060958799088162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/camisas-velhas-amores-novos.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6428060958799088162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6428060958799088162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/camisas-velhas-amores-novos.html' title='Camisas velhas, amores novos'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7314222916787738637</id><published>2010-10-25T15:28:00.003-02:00</published><updated>2011-08-15T03:07:52.224-03:00</updated><title type='text'>Necessária inconveniência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dias úteis no calendário do trabalhador começam a acabar às dez da noite, horário que minhas aulas encerram. Como estudo no Rio de Janeiro e moro em Niterói, ainda me resta uma pequena viagem pela frente. Posso pegar a condução mais simples, mais barata, ao vento e ao calor, em pé e espremido, às vezes. Caso contrário, posso pagar quase o dobro do preço e relaxar em um&lt;i&gt; Ultra Comfort,&lt;/i&gt; banco reclinado, a massagem que buscamos em um desgastante fim de dia. Mas eu, mero estagiário de órgão público, não me dou muito a esse luxo. Faço lá as minhas economias. Fatigo do desconforto até o meu merecido descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias desses, abri a exceção. Me dei ao luxo. Embarquei rumo ao sereno repouso. Tenho a feia mania de encarar os outros. Lá dentro, pouco barulho, uma e outra conversa, aqui e pra lá. Homens decentemente vestidos, toda a cara de executivos, advogados, engenheiros, de posses. Senhoras com seus cabelos esbeltos, lendo as revistas, algumas em seus lap-tops; Belas jovenzinhas recém formadas, que te olham e disfarçam com enorme sapiência. Pensei em sentar ao lado, mas as inúmeras poltronas vazias denunciavam o despudor do ato. Apenas admirei e segui ao fundo, liguei o rádio e ameacei cochilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi alguma coisa depois dali, em torno de vinte minutos, pouco depois da descida da Ponte. O silêncio interrompido pelo motorista, que anunciava o defeito. Todos à rua, porque logo, logo chegará aquele do horário posterior, e a viagem seguirá normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens bem trajados pareciam bêbados de botequim, tamanho resmungo. Atiravam palavrões na direção do motorista, aquele pobre, que mexia no motor, tentando o mais que em vão sucesso. Ligavam para suas esposas não recolherem o jantar, não trancarem o portão. "Essa é a terceira vez no mês que esse ônibus para!", dizia um mais afoito para a senhora que sentava no banco de trás. Algumas meninas juntaram grupos de três e quatro, conversavam sobre o lugar tão perigoso que havíamos parado. Andavam de um lado ao outro, algumas ligando para seus maridos e namorados, relatando o inconveniente. Sentiam-se perdidas como quem pede afago. Amoleceram a conversa como mulher beijada em beijo roubado. Haviam abandonado escudos, assim como todos os outros. Eram mais pra uma reunião informal de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá, gosto de conversas que começam por um propósito: O despropósito de fazer conversa, de interromper o fúnebre, o marasmo, mesmo que pra isso seja necessário a apoquentação. Entendo por vida o que faz da comunicação. Exigimos demais da nossa educação, emprestamos nossa coragem da prosa, sonhamos e recebemos civilidade. Ora, assim não deixamos o acaso trabalhar a nosso favor. Têm momentos que sofro por silêncio. O silêncio despropositado é masoquista, aniquila aos poucos. É um vício imperceptível, o sonho acordado, o ronco dos despertados. Prefiro colocar pra dentro as minhas regras de etiqueta e montar algazarra, fazer do inconveniente a mais súbita necessidade. Me acostumei a rir sozinho, devo estar a um passo da insanidade, e se isso for verdade, o pessoal daquele ônibus me acompanhará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou para o próximo ônibus chegar. Como já estava com boa parte dos assentos ocupados, a maioria viajou em pé. Fiz questão de não me sentar, segui até o final jogando conversa fora, sem compromissos, o que me fez lembrar as viagens naquele outro, mais barato, ao vento e ao calor, em pé e espremido. Naquele outro lá, aquelezinho, que sabidamente nunca precisou enguiçar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7314222916787738637?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7314222916787738637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/necessaria-inconveniencia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7314222916787738637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7314222916787738637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/necessaria-inconveniencia.html' title='Necessária inconveniência'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-8546261549553424</id><published>2010-10-21T16:58:00.002-02:00</published><updated>2011-08-15T03:08:37.082-03:00</updated><title type='text'>Embora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre considerei a paciência como uma de minhas virtudes. Prefiro ouvir à falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo pode desmoronar ao meu lado, mal pisco os olhos. Faço questão de não lembrar da pressa. Deixo meu lado sereno me guiar sem rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só explodo por dentro. Preferi a cólera do sorriso, o dissabor camuflado em mais uma chance. Não me importo em perder tempo com o que durará o resto da vida. Na verdade, ganho tempo. Gosto do sabor de colocar cada tijolo em meu castelo, conduzir minhas ideias por passeio antes de tranformá-las em realidade. Fujo do convencional, padeço da falta de pragmatismo, não bato palmas pra quem chega primeiro. Aprecio o prazer da solidão, a revelação da penumbra, conversa amistosa em meu ego. E faz eco. Por todos os cantos de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enobreço-me em estado plácido, cultivo o valor do olho no olho, não me importo se o retorno for só mais tarde. Elogio e não espero ação. Costuro à mão meus retalhos, paro o tempo quando sinto o cheiro. Exemplifico com risadas e ratifico com súbito silêncio. Falo com os olhos, ouço pela boca, beijo com o nariz, porque todo beijo também beija pelo nariz. Sou o suprassumo do caminho mais detalhado, Convido e não olho no relógio, não digo 'não'. Pois que venha, mas venha sabendo que sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço crise por pouco afago. Acometo-me das maiores loucuras em estado sóbrio. Sei dizer que é o momento, reconheço face de quem diz não. Sou enganado por palavras, mas nunca por gestos. Aprendi a ler o rosto e descobrir a conversa expressada. Me fiz marola quando poderia ser maré. Fui lagoa quando restava oceano. Fui casto quando caberia a impureza de uma flecha com mira certa, mas afiada em excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me confundi com desatino. Não perdi a batalha para o enfado. Jamais andei na corda bamba da desatenção. Não disse que era amor porque amor não se diz que é. Não rejeitei paixão porque paixão não conhece de descaso. Plácido, projetei e apontei amanhã, disse sim pra quem olhou nos meus olhos. Em vão. Paciência e estupidez jamais se encontrarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia esquecido que certos amores têm pressa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-8546261549553424?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/8546261549553424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/embora.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8546261549553424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8546261549553424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/embora.html' title='Embora'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4776781685465046627</id><published>2010-10-15T22:46:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T03:09:45.510-03:00</updated><title type='text'>Estratégias de conquista</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TLkERlPE2PI/AAAAAAAAATM/gPHXd5gupG8/s1600/estrategias.png"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TLkERlPE2PI/AAAAAAAAATM/gPHXd5gupG8/s1600/estrategias.png"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses encontrei, amassado entre uns livros antigos, algumas anotações da minha adolescência. Caí na risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratava-se de um rascunho contendo o que deveria dizer para as meninas nas matinês, aos meus catorze anos. Tudo calculado. Cada resposta dela seria um ataque meu. Mas até certo ponto. Dali em diante eu não sabia mais como proceder, o que configurava gaguejos e engasgos na frente das meninas quando eu partia pra prática; a continuação não continha em meu rascunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia introduzir e desenvolver. Mas não concluir. E nem havia como. Minhas anotações davam as coordenadas de um caminho obrigatóriamente desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que amor é bicho solto. Entramos em parafuso ao bolarmos mirabolantes planos para dominá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo é sempre o mais perigoso. É o passo no escuro. Um pouco de falta de sorte e é passo em falso. Abismo. Deve ser o mais estudado, o mais calculado. Ela está ali, sozinha, nua de alma, bocejando e revelando-se a mais indefesa, mas pronta pra devorar quem a cutucar com vara curta. Toda a calma e paciência do mundo é pouco pra um primeiro contato. É provável que esteja sendo observado desde o momento que chegara ao local. Mulheres têm visão 360 graus. Momento certo é ratificado com o 'oi'. 'Oi' é o anfitrião das declarações de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não peço licença pra entrar na vida de ninguém. Meu plano é ser espalhafatoso, porque quem chega de mansinho é condenado ao esquecimento. Não passo em branco. Sou folha rabiscada. Corro o risco do vexame pra descambar em furor. Não me permito ser mais um. Padeço da simplicidade, e ela me aponta a direção. Mexe com os cabelos, ajeita o vestido. Ela gargalha. A gargalhada da mulher é a oração em voz alta do homem. É a comunhão dos poros. O momento que ela fraqueja, derrete-se e se abre por dentro. A mulher quando gargalha, escancara o homem. Faz parte do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro é o àpice. Não pode falhar. Que vá desde o local perfeito até o tiro certo em seu prato ou música prediletos. No restaurante, eu a conduzo de forma afrodisíaca. Na boate ela me guia no molejo do meu quadril enferrujado. Ambos se testam em um jogo de mímica. A percepção fala pelos dois. As nuances são mais barulhentas que a música. Os olhos, mais apetitosos que o sushi. E então perdemos o controle, e nossos cálculos vão para o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O traquejo do momento tira o norte de qualquer estratégia. Faz mais: Dilacera todo amor teórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decerto não ser posssível calcular o grau da paixão através de estratégias. Não há quem consiga. Todo plano no amor é furada. Não existe 'amor gêmeo', e o que equivaleu pra um pode sucumbir pra outro. Qual a teoria para o primeiro beijo? Planos todos nós temos. Até certo momento. Dali em diante, quem toma a frente é o calor do momento, e aí o buraco é mais embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfeição é a antítese do amor. Se o teu amor é perfeito, alguma coisa está errada. Ou encenada. Desisti da busca pelo amor estudado e encantado, e me insinuei para as oportunidades que esbarram comigo na esquina, de supetão, tão imperfeitas quanto humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei vergonha nas matinês. Mas aprendi: Pode até haver estratégia no amor, desde que sejamos as cobaias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui rasgar aquele papel.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4776781685465046627?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4776781685465046627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/estrategias-de-conquista.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4776781685465046627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4776781685465046627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/estrategias-de-conquista.html' title='Estratégias de conquista'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-8239606923393632465</id><published>2010-10-10T16:43:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T03:10:58.132-03:00</updated><title type='text'>A lenda do homem romântico</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TLIiS7OvYmI/AAAAAAAAAS8/WMEag11Jsho/s1600/romantico-pisar.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TLIiS7OvYmI/AAAAAAAAAS8/WMEag11Jsho/s1600/romantico-pisar.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda mulher busca um homem romântico. Que vá desde aquelas atitudes cinematográficas, como abrir a porta do carro a puxar a cadeira, até as mais contemporâneas, a exemplo de e-mails e torpedos apaixonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas costumam dizer que essa 'raça' está em extinção. Se já não bateu as botas. Elas têm lá suas razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem romântico é o macho alfa. Dotado de sensibilidade e percepção. Não mastiga de boca aberta, não berra ao espirrar, não fala palavrões. É a evolução do homem educado. Nasceu para cortejá-las, enchê-las de carícias e ser a encarnação do amor e forma de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo romântico merece um céu. E a santificação. Merece estar no lugar do Papa. Ser adorado e venerado como uma lenda que atravessa milênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente isso. O romântico é uma lenda. Uma lenda que resolveu me assombrar. Afinal, alguém que escreve sobre amor não pode ser outra coisa se não romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me escondo de medo por debaixo das minhas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se todo escritor, poeta, todo aquele que respira arte, viesse ao mundo para salvá-las dos truculentos. Aqueles que só pensam em trabalho, que não possuem nem cinco minutos pra amá-las. Aqueles que passam o dia inteiro na academia, corpo sarado, mas cérebro murcho. Não gosto de ser estraga prazeres, mas não posso omitir: Puro engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou enumerar alguns 'defeitos'. Assisto futebol. E não apenas os jogos do Flamengo. O que se tratar, me paralisa. É possível dizer que passo boa parte do meu dia entretido com isso. E que não mudem o canal ou passem na frente da tevê. Escrevo sobre amor, mas também amo futebol. Diria tratar-se de um triângulo amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou fiel aos filmes de Almodóvar, mas que não seja no mesmo horário de American Pie. Não pensarei duas vezes em assistir o Jim comendo a torta, e outros besteiróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente rapararei nos três dedos de cabelo que ela cortou. Aliás, isso é o carma de todo homem. É o momento que a mulher se faz de carrasco e decapita sem dó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não usarei de erudição quando me apresentar às amigas dizendo que sou escritor. Não sei dizer o momento que a prima da amiga de sua vizinha deverá terminar o relacionamento. Não faço a mínima ideia se o namorado vai traí-la ao passar o feriado em outro Estado. Porque de guru já há até polvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu MP3 toca Chico Buarque e Vinícius, mas pode me chamar pra um baile funk ou micareta. E como todo bom solteiro... bem, essa parte eu guardo pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se escrever sobre amor significa dizer que a mulher é 'avantajada físicamente', ao invés de 'gostosa', então sou o analfabeto mais mulherengo desse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher vive em busca de um homem que a preencha em todos os requisitos. Se um dia o encontrar, não tardará a deixá-lo. Perceberá que o homem que desceu do céu para adorá-la precisaria, antes, ter feito um estágio no inferno. Só por precaução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um romântico em cada esquina, ao seu modo, independente de um estereótipo de profissão ou vocação. Romantismo não é aparência. Não tem definição. Quebre os protocolos e defina você mesma o seu romântico, incluindo o que é considerado defeito. Porque defeito pra uma é romantismo pra outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem escreve sobre amor também é liquidificado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-8239606923393632465?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/8239606923393632465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/lenda-do-homem-romantico.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8239606923393632465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8239606923393632465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/lenda-do-homem-romantico.html' title='A lenda do homem romântico'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7330273023441194704</id><published>2010-10-05T11:16:00.007-03:00</published><updated>2011-10-25T01:55:00.952-02:00</updated><title type='text'>Quando for.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponho os desencontros serem um jogo de azar. Uma fatal desconfiança do acaso.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Todo encontro que se preze, pede licença ao tempo. É uma tentativa de juntar o que não se vê com o que não se ouve. É a delicadeza de nos colocar tão perto e tão longe, no mesmo patamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o desencontro pode ser mútuo. Mais: A menos de um palmo de distância. Frente a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desencontro combinado pode ferir mais que o esquecimento. Pode refletir em assombro, fingir não haver quando as proporções já se tornaram incontroláveis. É querer que a vida seja babá, tome as rédeas da situação e aja pelos dois. Não dá. É apenas vida, a até faz milagre, mas não caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço um sujeito que mergulhe descabidamente em um amor que tema perder. Vai usar de todos os artifícios possíveis: Medir profundidade, temperatura, conhecer da maré. Apesar de calculista, tem toda a pressa do mundo. Arrisca a sedentária dúvida no intuito de trocá-la por certeza. Há quem troque toda a certeza plácida e flácida de uma dúvida por uma fagulha de amor inconsequente e encarado sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém morre de amor. No máximo, finge de morto. Em vão. Amor não se atrai por pena, não é precoce. Amor é faceiro e debochado, não se entrega de bandeja. Ambos precisam da iniciativa. Porque quem inicia corre o melhor de todos os riscos: O risco de nunca enxergar fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não trata-se de vergonha de se ter medo ou medo de se ter nunca. É o desejo de continuar procurando quando um já encontrou o outro. É o esconderijo revelado, a frase decorada, o sorriso ensaiado, os olhos de leite, uma mão que esbarra na outra por 'acidente'; São as risadas, os jardins, os resquícios, as migalhas, as nuvens, o 'foi quase', a tatuagem e o café. Um amontoado de quase nada que nos leva ao desencontro mais encontrado de todos. Temos medo de amar menos se estivermos juntos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dotados de coragem aqueles que se atiram em suas guerras amorosas. Mas não menos felizes os expectadores do seu próprio amor. Sei que amam quando não dizem nada, ou quando se olham e conversam pela íris. Papo de horas travestido em piscar de olhos. Apenas aguardam o inevitável, e o que se considera desleixo e covardia, reflete em amor vivido em toda sua intensidade, e apenas aos olhos de quem realmente interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo amor tem seu tempo&amp;nbsp;e todo tempo reverte-se em amor. Amanhã ou quando for.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7330273023441194704?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7330273023441194704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/quando-for.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7330273023441194704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7330273023441194704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/10/quando-for.html' title='Quando for.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7993670119258703898</id><published>2010-09-29T14:16:00.006-03:00</published><updated>2011-08-15T03:17:40.528-03:00</updated><title type='text'>Bolsa de mulher</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TKOBzg8-lUI/AAAAAAAAASc/U2R7sCthJjo/s1600/bolsa.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TKOBzg8-lUI/AAAAAAAAASc/U2R7sCthJjo/s1600/bolsa.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A bolsa de uma mulher é uma das maiores interrogações da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Parece que nela elas carregam todos os seus segredos. Dos mais simples aos mais arrebatadores. Não à toa elas a mantém distante dos homens, algumas até com chave e código. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos pelos mais "básicos": Espelho (sempre um espelho), batom, kit maquiagem, cosméticos..e eu achando que carregar RG e CPF já seria passar da conta. Mas pra elas, não. Nada é exagero quando se trata de vaidade, mas aquela vaidade capaz de tremer o homem dos pés à cabeça, aquele golpe que elas costumam dar com um simples retoque. Mas a magia não para por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas carregam suas agendas, seus diários, suas listas de telefone. Levam um pouco de sua intimidade, e a bolsa passa a ser um oráculo de bico calado. Carregam consigo a foto de seus amores, sejam namorados, filhos, pais, cachorro... porque na primeira esquina a mulher já sente falta, e não deixa passar em branco como os homens, machos e viris, mas tão carentes quanto. Nenhuma mulher deixa seu baú de emoções em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vontade de suborná-las para um mero espio, um olhar pela fechadura, coisinha boba, mas ainda não descobri tão valiosa moeda de troca. Quero ser o primeiro homem a ter acesso a esse universo criado apenas para elas. Quero descobrir os segredos e me tornar mais super-homem que o Clark Kent. Quero ser imune à criptonitas e a telefones em caixa postal. Mergulhar nesse pitoresco objeto e me afogar de todos os seus traquejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não tiver jeito, que eu parta para o crime. Terei aval. Por boa causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser ladrão de suas bolsas. Quero furtar e ver se encontro tudo aquilo que ainda não reparei se ali carregam. Quero achar todas as suas manias. Quero ver um abraço apertado, escondido debaixo daquele par de brincos, lá no fundo. Quero catucar até encontrar o segredo daqueles lábios úmidos de ternura, que não interessa tempo quando à minha frente. Quero fazer uma bagunça, revirar até encontrar todo aquele olhar de lua cheia que banha minhas noites de sono e de sonhos. Quero ser capaz de localizar todos os atalhos de sua imaculada nudez. Achar o caminho mais curto para aquele beijo com a complacencia e a emoção de quem aguardava há tempos. Quero achar a chave e ouvi-la dizer que sei amar, e que não é pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não me interessa metade quando posso ser pleno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser abusado, vasculhar de ponta a ponta e descobrir todos os atalhos. Quero ser o Sherlock Holmes de suas confidências. Encolher e adentrar como um suspiro em suas intimidades, para assim descobrir que dentro da bolsa de mulher não há desejo de se esconder, e sim vontade de se entregar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7993670119258703898?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7993670119258703898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/bolsa-de-uma-mulher-e-uma-das-maiores.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7993670119258703898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7993670119258703898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/bolsa-de-uma-mulher-e-uma-das-maiores.html' title='Bolsa de mulher'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5410749270953228155</id><published>2010-09-25T21:23:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T03:18:56.135-03:00</updated><title type='text'>Termômetro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fujo de paixões sóbrias. Aquelas que não experimentam insanidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico bobo em ver a placidez em alguns relacionamentos. Uma paixão feijão-com-arroz, onde um à zero já fica de bom tamanho. Nem frio nem quente, simplesmente estável. Toda paixão nos leva pro céu, mas deveríamos sempre manter um pé no inferno. Sob a benção de Deus, mas do jeito que o diabo gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me simpatizo com paixõezinhas clichês, que não veem sangue na alma. Toda paixão "boa demais pra ser verdade" tem sua nascente na mentira. Nenhuma relação está acima do bem e do mal, nenhuma paixão se firma sem alardes, sem incêndios, sem metamorfoses. Toda estabilidade sucumbe em desconfiança. Suplico pra nunca experimentar uma paixão sem drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussão pra terminar em suor. Ciúme pra combater a indiferença. Voz alta pra ninguém se fazer de surdo. São as mais necessárias oscilações. É o termômetro da paixão. É essa instabilidade que não nos permite mantermo-nos inertes enquanto o amor passa bem na nossa frente, lascivo, nos chamando pra vivermos toda sua intensidade, e não apenas parte. Atingir a plenitude do amor é fazer dos altos e baixos o ponto forte da relação. É fazer barulho onde se pede silêncio, e rir. Debochar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo amor é uma cobrança, uma blitz, um nada-consta. É exigir mais do que entrega. É cuidar mais do que bancar o melhor dos planos de saúde. É sentir saudade só porque ela vai ali na esquina, na padaria. É colocar-se em risco e arriscar todas as fichas. É amar demais e querer volta. É roer as unhas e se descabelar. É abraçar o excesso e não soltar nunca mais. Porque quem ama faz pouco de cem por cento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser dono de uma paixão bêbada. Quero provar o sabor das loucuras sem receio de camisa de força e pré-julgamentos. Quero tomar um porre de um amor insano e integral e acordar só no dia seguinte, nocauteado pela ressaca, mas como todo bom bebum, querer mais. Sempre. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5410749270953228155?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5410749270953228155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/termometro.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5410749270953228155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5410749270953228155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/termometro.html' title='Termômetro'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-500357046775931981</id><published>2010-09-21T14:30:00.002-03:00</published><updated>2010-11-13T00:38:09.502-02:00</updated><title type='text'>Crônica do ex-namorado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TJj1qCBzrgI/AAAAAAAAAR8/bkZJOtdwiGU/s1600/ComportamentoExNamorado.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esbarrar com ex é conflitar si próprio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ex tem a chave do nosso baú de segredos. É o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;carteiro&lt;i&gt; &lt;/i&gt;das nossas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz quem não possui ex. Hoje o homem não necessita mais chegar na boate girando a chave do carro ou declamando trechos de Chico Buarque. O predicado mais enaltecedor é dizer que não tem ex. Os 'sem-ex' estão em alta no mercado, face sua quase extinção. São a certeza de que o constrangimento passará longe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ex é a cobaia do amor. É o seu plano de vida adiado, mas também é a sua lembrança tomando forma, pois querendo ou não, ainda sente seu cheiro. É esbarrar com ele na noitada e desejar se afogar naquele copo de caipirinha. É abrir o sorriso mais amarelo e perguntar: 'Tudo bom?' Óbvio que está bom, não poderia estar melhor. Vê-se na obrigação de apresentar o 'amigo de faculdade' para o namorado, e nota seu sorrisinho saliente, como quem diz: 'Também conheço a tatuagem de borboleta que ela tem na virilha, garotão...'&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ex é um homicida sem culpa no cartório. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reencontrar com ex é encenar. Quando terminaram, você estava no segundo ano de psicologia, batendo de consultório em consultório atrás de estágio. O cara pergunta se você já se formou, e a resposta não poderia ser outra se não um efusivo 'claro!', inclusive com clínica montada. Ora, o que você iria dizer? A verdade? Que abandonou a faculdade no ano passado e que da vida só sabe dizer que pede pizza por telefone aos domingos? Vai encher a bola dele e dizer que ainda é o dono das suas idealizações para um utópico futuro? O cara perdeu foi um partidão, e sua vida está muito melhor sem ele, nem que apenas por aquela noite. A massagem no ego também pode ser um amontoado de mal-entendidos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem aqueles que fingem não se olharem, e esse é um caso à parte. Ou restou ódio demais ou amor demais. Ou você quer voar no pescoço dele ou você também quer voar no pescoço dele. Fingem que não se viram, mas trocam trezentos e oitenta e quatro olhares de rabo de olho durante a noite. Em um instante o ódio pega atalho e vira amor. Se com a ajuda de alguns &lt;i&gt;mojitos&lt;/i&gt;, pega foguete. Dois extremos sempre têm o mesmo fim como objetivo. É carta manjada e questão de tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem ex que perde a tensão e fica o tesão. Vai o coração, mas fica a carne. Explodem sem qualquer responsabilidade um com o outro. Esses são espertos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rever o ex é dar o ultimato, nem que o reveja trinta vezes. É amarrar os próprios cadarços um ao outro. É montar uma armadilha contra si próprio e cair quantas vezes for necessário. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ex é abreviatura de exemplo. É citar na prática o que se aprende em teoria. É trazer à vida o que antes era decoreba e perceber os erros pra não mais cometê-los com o próximo. Ou com ele mesmo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque amar não é afronta. Exemplo e realidade não conhecem diferenças. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-500357046775931981?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/500357046775931981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/odio-e-amor-demais.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/500357046775931981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/500357046775931981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/odio-e-amor-demais.html' title='Crônica do ex-namorado'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1383305046291810817</id><published>2010-09-17T13:36:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T03:20:27.416-03:00</updated><title type='text'>Urso de pelúcia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TJOkS6f5_PI/AAAAAAAAARU/IiZWuTU-y00/s1600/Ursinho.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TJOkS6f5_PI/AAAAAAAAARU/IiZWuTU-y00/s1600/Ursinho.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre tive certo apego às coisas ligadas à minha infância. Talvez por serem atalhos ou detalhes que minha mente não mais traria à tona, ou por derivarem de alguma ocasião especial. Ainda guardo comigo alguns peduricalhos de festinhas de quinze anos e trabalhinhos da minha época de escola, mas minha maior "relíquia" veio de longe, lá do outro lado do Altântico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Portugal, final da década de oitenta. Eu, do alto dos meus três anos de idade, dando um "rolê" pela terrinha. Minha memória de nada me ofertou para relatar aqui, mas nada muito diferente de um passeio pela Torre de Belém ou pelos castelos de Sintra. Mas foi por lá que encontrei a maior de todas as minhas recordações, que minha mãe diz ter sido amor à primeira vista. Abracei um urso de pelúcia, praticamente do meu tamanho, e só fui soltar ao chegar no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era daquelas crianças que não tinha qualquer cuidado com brinquedos, praticamente um &lt;i&gt;serial killer &lt;/i&gt;dos bonequinhos. Mas com o urso era diferente. Guardo até hoje uma foto da copa do mundo de 1990, ele e eu vestidos com a camisa da seleção.  Tecnologias, video-games, bonecos, carrinhos, tudo possuía prazo de validade, menos meu urso. E nem precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida me deu rumo. Doei boa parte dos meus brinquedos, mas o urso continuava comigo, não mais tão bonito e vistoso como em tempos atrás. Um trapo pra quem olhasse de fora, mas pra mim era a chama da minha infância cultivada da maneira mais preciosa. Um apego um tanto desproposital, mas repleto de afeto. Tinha a impressão que aqueles seus olhos de botão já gastos pelo tempo conseguiam ler minha mente. Gostava de deixá-lo em cima da minha cama, me vigiando. Havia propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu urso comprava a minha saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Matar saudade" é a frase mais descabida que conheço. Saudade é imortal. Quando pensa ter batido as botas, volta com mais intensidade. Nem tento mais matar as minhas saudades. Eu as reciclo, as transformo de passado pra presente. São portarretratos que saltam à minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por nostalgia, talvez por carência, precisamos manter eterno contato com nossas saudades. Precisamos de um elo com nossa infância, para pegarmos carona no barquinho de papel de Toquinho na propaganda da Faber-Castell, no choro de quem faz pirraça pra não ir à escola, num abraço apertado naquele seu melhor amigo de pelúcia. A infância nos torna mais humanos. Nos faz enxergar a vida através do paradoxo que é a ingenuidade de uma criança com coração purificado, preparando-se para ser triturado pelo nosso mundo subdesenvolvido. A ingenuidade nos deixa mais próximos de Deus, por isso é coisa de criança. Desaprendi a ser eternamente ingênuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz um tempo que não vejo meu urso. Deve estar empoeirado, dentro de um caixote qualquer em algum canto da casa, esquecido, aguardando o momento de voltar a enfeitar meu quarto e me fazer criança de novo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1383305046291810817?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1383305046291810817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/urso-de-pelucia.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1383305046291810817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1383305046291810817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/urso-de-pelucia.html' title='Urso de pelúcia.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7813843476873054894</id><published>2010-09-12T20:37:00.006-03:00</published><updated>2012-01-02T19:03:12.491-02:00</updated><title type='text'>Amor sem idade.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TI1tmfdWCGI/AAAAAAAAAQE/uLje_WMOT0c/s1600/casal-por-do-sol.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TI1tmfdWCGI/AAAAAAAAAQE/uLje_WMOT0c/s1600/casal-por-do-sol.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costumam dizer por aí que amor não tem idade. Puro engano. Amor tem a idade da nossa maturidade, o que passa longe de acompanhar nosso desenvolvimento cronológico, nunca tendo a mesma idade para duas pessoas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Gosto de observar um casal de velhinhos. Parece que cada ruga equivale a uma história, uma aventura, alguns daqueles momentos de controlada insanidade que cercam nossos primeiros anos de convivência, aquele amor à flor da pele. Uma saudade gostosa, que em momento algum se confunde com o lamento ou tristeza de uma virilidade não mais tão intensa, mas que o tempo passou a dividi-la com a placidez e a sabedoria de quem sabe amar de todas as maneiras e à toda prova. De quem, lá na frente, não se permitiu abaixar a cabeça com o primeiro tropeço. Nesse caso, a idade teria alguma relevância? Evidente que sim, mas a idade do amor.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Gosto daqueles romances que começam em aventura, se fazendo valer de que o amor está acima de tudo, e que o mundo fora feito apenas para testemunhá-los. Gosto daqueles impúdicos desfiles em tapetes vermelhos às quatro da tarde no parque, praia, onde quer que seja, sem medo de ser desvendado, pelo contrário.&amp;nbsp; Me surpreendo com os olhares de quem admira, olhar este travestido em um estereotipado pensamento há muito obsoleto, dizendo ainda não ser a idade do amor, ou amor discrepante, como se desse amor quem soubesse não fosse apenas os dois.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Gosto de quem se permite gostar, de quem não deu meia volta, de quem seguiu em frente e falou que é amor, e ponto. Acho que a escola nos ensinou errado, porque a meu ver, "amar" é verbo de ligação, de união, de relação, não necessita complemento, basta-se por si só e não gosta de dar explicação. Não segue nosso calendariozinho cristão. Não vai te dar presente no dia do seu aniversário, mas vai te presentear a cada manhã que passar ao seu lado. Vai te mostrar que chegou e ficou. Não vai embora.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Amor  não tem que provar nada pra ninguém. Não tem registro, não é barrado na festinha, não coloca sua idade na frente daquela troca de olhares que dará início a uma mudança na sua vida. Não pergunta sua idade quando trata de colocá-los juntos na poltrona do avião ou no banco do ônibus. Não coloca um amaranhado de alguns anos na frente do acaso, pois segue a escala da relevância.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Abnegar-se de detalhes. Amar e não pedir RG. Triunfar, porque a idade da maturidade sempre chega, e aí não se pensa duas vezes.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Não carrego documentos. Reviste-me apenas do lado de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7813843476873054894?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7813843476873054894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/amor-sem-idade.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7813843476873054894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7813843476873054894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/amor-sem-idade.html' title='Amor sem idade.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5460462613480855591</id><published>2010-09-04T19:27:00.007-03:00</published><updated>2011-09-23T12:39:21.389-03:00</updated><title type='text'>Quando a mulher se apaixona</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TILQ9Ot6HrI/AAAAAAAAAP8/kk5bnT_tDkk/s1600/coracao8.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses parei pra obeservar uma mulher apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi a noção do tempo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ela muda da água pro vinho, transforma todo o ambiente ao seu redor, tudo nela ganha intensidade. Sorriso, olhos, alma... tem umas que tentam esconder, e chega a ser engraçado. Elas falam com um jeitinho diferente e nos olham de uma forma como se lessem nossos pensamentos.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A mulher apaixonada parece o amor encarnado em gente. Não espera chegar o sonho, se antecipa e o busca de uma vez e faz questão de transformar nossas vidas em um cantinho do céu. Quer exemplo? Marcou com ela às sete da noite. Oito horas, nada. Já bebeu três latas de cerveja, deu seis voltas no quarteirão, resmungou todos os palavrões possíveis e até ouviu "A voz do Brasil". Nada ainda. Mas quando ela surge, uma rainha, a mais bonita de todas as bonitas desse mundo, e tudo pra te agradar, te ver feliz, ela te desmonta em um segundo. Vai dizer que não ficaria o dobro, o triplo do tempo, ou até mesmo um dia inteiro por tão bela recompensa?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;As mulheres apaixonadas nos recompensam até quando não percebem.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Observe-a quando acorda. Com aqueles olhos que mal se abriram, cabelo jogado no rosto, ainda com resquícios da maquiagem da noite anterior. Só mesmo uma mulher apaixonada pra nos dar um presente desses logo pela manhã, o melhor de todos os bom dia. Não satisfeitas, correm pro banheiro e voltam meia hora depois, lindas como havia de ser, mas pra nós, não mais que antes.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Porém eu tenho lá as minhas conspirações sobre uma mulher apaixonada. Sei lá, algo que os homens não saibam, como se fosse um acordo entre elas e Deus. Elas têm algum poder, magia, encanto divino, algo que nos faz perder completamente a razão perante um simples e avassalador sorriso.Como se fossem espiãs, espiãs de amor, com o único objetivo de nos tornar os mais felizes desse mundo, e em troca de nada que nossos olhos, olhos de homens, simples mortais, consigam ver. E ficamos assim, estáticos, feito bobos, só contemplando. &lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Acho que a mulher apaixonada segue uma escala. Nos faz perceber que é feita de amor dos pés à cabeça até corroborarmos esse amor em casamento perante Deus, aquele seu comparsa, pra que assim possamos dar início à plenitude de um amor consumado, ou seja, filhos. É a partir daí que reparamos que a mulher apaixonada escondia o jogo, nos revelando o único amor maior que o amor de mulher, e é nessa hora que seu acordo com Deus tem sua apoteose: A mulher apaixonada vira mãe.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Sortudos são os homens, seus escolhidos para despejarem tamanho amor. Admito que nesses momentos me pego pensando em qual estrada da vida fizemos por merecer algo tão grandioso, o que nos dá uma enorme carga de responsabilidade. A mais gratificante de todas, mas responsabilidade.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;E assim descobri que, em vez de observar uma mulher apaixonada, é muito mais válido torná-la apaixonada.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Apaixone uma mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5460462613480855591?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5460462613480855591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/quando-mulher-se-apaixona.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5460462613480855591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5460462613480855591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/09/quando-mulher-se-apaixona.html' title='Quando a mulher se apaixona'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5625678704535858961</id><published>2010-08-30T11:06:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T03:22:43.019-03:00</updated><title type='text'>Tentei adivinhar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/THvCmje5T2I/AAAAAAAAAP0/hbRyKvFWE8w/s1600/amor-acabou.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/THvCmje5T2I/AAAAAAAAAP0/hbRyKvFWE8w/s1600/amor-acabou.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi observando as pessoas ao meu redor, juntando as reações de um com as emoções de outro. O desatino dela com a placidez dele. Só me faltou a camisa-de-força, afinal, sistematizar reações para o término de uma relação é ou não é loucura?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Cito o exemplo de alguns amigos. O entusiasmo de um, brindando à "liberdade" e comprando passagem apenas de ida para a tristeza, contrastava com as lágrimas e a sensação de um iminente fim que o outro sentira. Ambos em uma mesma história e com o mesmo enredo, entretanto, com final absolutamente diferente. Como pode? Era ou não era amor? Ou era amor demais pra um e amor teatral pra outro? Injustiça levantar tal dúvida, mas é o que nos surge à mente. Comparar amor concernente à reação ao seu término é hipocrisia, porque amor é vaidoso demais pra se deixar imitar.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Vamos lá, você é sentimental, chora em casamentos, festas de quinze anos, reveillon e vendo filme de cachorrinho na "Sessão da tarde". Onde está escrito que tens que gargalhar, virar meia duzia de doses de cachaça e agarrar o primeiro que passar na sua frente? O relacionamento pra ti não era brincadeira, amou como nunca e projetou eternidade, onde mora o motivo de risada?  Reação outra não poderia ser senão se entregar, mesmo sabendo que temporariamente.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas você também amou, e não amou menos. Continua com os pensamentos ainda lá atrás. Deixa fluir um sorriso quando, talvez, preferistes a companhia dele que das noites em claro por aí afora. Mas vai adiantar se trancar em seu quarto, no seu mundinho, morta pro resto de tudo? Vai levar o que se não martírio? Jovem, inteligente, bonita... o mundo é seu, vá e tome conta dele! Onde mora o pecado em querer viver?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;São visões diferentes e querer igualá-las seria utopia. Difícil generalizar, porque amor não é receita de bolo, não tem prazo de validade e não acaba simplesmente por acabar. Quer saber? Antes fosse. Antes todos nós reagindo da mesma maneira, sabendo que dali a alguns minutos - ou anos! - estaríamos prontos novamente. Antes fosse, mas não é. Amor nunca acaba pelo mesmo motivo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A verdade é que o amor acaba por aí. E por milhões de motivos. Mas pelo dobro desses milhões de motivos, ele retoma seu caminho. Sempre.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5625678704535858961?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5625678704535858961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/tentei-adivinhar.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5625678704535858961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5625678704535858961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/tentei-adivinhar.html' title='Tentei adivinhar'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4516652227248562526</id><published>2010-08-24T10:34:00.003-03:00</published><updated>2011-08-15T03:23:55.940-03:00</updated><title type='text'>Ciranda do destino</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/THPVX7Mx5CI/AAAAAAAAAPk/yEnhZ4avZZk/s1600/20090222000637-destino.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/THPVX7Mx5CI/AAAAAAAAAPk/yEnhZ4avZZk/s1600/20090222000637-destino.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era o cenário perfeito. Hora tal, restaurante tal, tudo como havia de ser. Você com seu melhor modelo, coisa mais linda de imaginar. Eu, meio que aos trancos e barrancos, fazendo de tudo pra não passar vergonha diante de tão suntuosa beleza. Contei anos, meses, dias e horas pra que o momento chegasse. E porque não chegou?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ciranda do destino, não vejo outra resposta. Estranho deixarmos tais oportunidades passarem em branco, com direito a um "antes", este magnífico, repleto de planos com um quê de ansiedade, e um "depois" escuro, vazio, indiferente, como se o êxtase -mesmo que introvertido- que precedera não houvesse ocorrido. É, remeto-me àquele encontro que não passou de ficção, de ilusão, de promessa . Pode ser sincera, já flagrou-se nos dois polos dessa confusão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você tinha o telefone, o e-mail, endereço, local de trabalho e sinal de fumaça, mas fez questão de deixar tudo como se houvesse nada. Tudo bem, decerto que esta não foi a última pessoa do mundo, e que fingir carinho por algúém é lastimável, mas duvido que não havia em ti o mínimo de resquício afetivo que uma boa conversa e um sorriso escancarado de sinceridade não resolvesse, ainda que não fosse de bate-pronto. Você fica aí como quem só faz dizer que o amor te trancou no quarto escuro e que dali você não vê saída, enquanto ao seu redor não falta quem possua a chave e te leve lá pra cima, lá pras nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Você esquece de uma só vez, ligeira, que o seu mundo poderia se expandir se sua resposta fosse qualquer outra discrepante de um "não". Torce o nariz e faz questão de colocá-lo nas alturas, quando na verdade o choro que o outro engoliu poderá -e irá- reverter a você. Bem vinda ao outro lado da moeda. Vá lá que não desse nada certo, o cara fosse um sacana, ou que você se arrependesse por ele ter mau-hálito, chulé, usasse meia rasgada, que fosse, mas que deixemos esse lance de adivinhação para os charlatões e os moluscos. Sabe aquele ditado, "água mole e pedra dura, tanto bate até que fura"? Pois é, aplica-se ao destino também e, nesse caso, dar a cara a tapa não significa loucura, e sim uma chance a si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senti falta do que nunca existiu, pela primeira e última vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4516652227248562526?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4516652227248562526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/ioio-do-destino.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4516652227248562526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4516652227248562526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/ioio-do-destino.html' title='Ciranda do destino'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1472793129641250745</id><published>2010-08-17T22:46:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T03:25:30.235-03:00</updated><title type='text'>Acorrentados</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TGs7g1jJiFI/AAAAAAAAAPc/J2SrAGkMkzs/s1600/sombras.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TGs7g1jJiFI/AAAAAAAAAPc/J2SrAGkMkzs/s1600/sombras.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolveu desatar o nó e seguir seu caminho. Deu as costas como criança que faz pirraça. Foi em frente. Decerto que a vontade de um último olhar lhe tomara de maneira quase integral, mas não sucumbiu, e sim gozou da utópica sensação de liberdade. Respirou fundo e deu os ombros. Disse adeus.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Seria covardia dizer que era prisão, pois só se prende quem se permite. Juntar o útil ao agradável é lição número um. Que seja anarquico enquanto dure, e que não temas os quiproquós, pois servem como testes de sustentabilidade. Mas quem só deseja aprendizado quando diante de um professor está subordinado ao fracasso, e não há exceção à regra. É necessário igualdade, pois quem fala quer ouvir e quem ouve quer falar. É tudo regra primitiva.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Disse adeus e se olhou, e olhou seu redor, e olhou o seu mundo. Viu vultos mas não ouviu vozes. Tinham pedras mas não tinha caminho. Sentiu frio mas não havia fogo. Queria luz mas só havia penumbra. Sentiu medo e não sentiu gente. Porque?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Vai lá brincar de maquiar o destino, vai. Volta pra aquela tua gente que te viu quebrar  o braço quando subia na mangueira do quintal, a quinze anos atrás. Volte àquelas sextas-feiras de papo animado depois de uma semana que mais aparentava um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;serial killer&lt;/span&gt; querendo te despachar pra um segundo plano. Corre atrás daquele domingo de almoço ao meio-dia na casa da vó, daquele abraço sufocado do caçula, daquela tia que cospe ao falar. Olha pra quem já te olhou com olhos de admiração camuflados em paixão, que já disse nas entrelinhas que você preenchia os requisitos,  que sua risada debochada já tratou de aniquilar. Queima tua língua e corre atrás de quem você disse que nunca mais, que nem por decreto, afinal, tu precisas saciar tuas vontades de bicho.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Colocou uma pessoa na frente de um mundo e perdeu. Perdeu sua identidade, suas raízes. Perdeu seu espelho e ficou cego de si mesmo. Reconquistar em poucos dias o que levou uma vida inteira é querer brincar de Deus, e com coisa desse tamanho não se procura outra se não reverência. Brincar de viver é perigoso, porque do contra-golpe queremos mais é distância.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Disse adeus do pilar mais alto de sua soberba. Caminhou pela floresta de espinhos  e concluiu que não desatara nó algum, pois não havia nó, haviam correntes, e adeus é palavra proibida no dicionário de quem se permite acorrentar.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Valeu-se da regra. Retornou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1472793129641250745?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1472793129641250745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/acorrentados.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1472793129641250745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1472793129641250745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/acorrentados.html' title='Acorrentados'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1899803572172047685</id><published>2010-08-13T18:09:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T03:30:22.337-03:00</updated><title type='text'>Pequeno Desabafo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post de hoje, obrigatóriamente, é um pouco diferente. Começou por simples curiosidade, mas foi tomando dimensões cada vez maiores, me obrigando a fugir completamente das minhas ideias ao montar este blog.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre fiz deste espaço um lugar exclusivamente para a divulgação dos meus textos, a fim de compartilhar ideias com os leitores. Não sou blogueiro, não faço disso aqui o meu diário pessoal (Pelo menos não explicitamente) e, me perdoem pela sinceridade, acho isso um saco. Em suma, tudo aqui pra mim é uma grande diversão, onde junto a minha paixão por escrever com o carinho de quem me lê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ultimamente tenho encontrado vários dos meus textos em outros blogs e fotologs, me creditando a autoria. Fico imensamente lisonjeado, e são essas demonstrações que me dão ânimo pra dar continuidade. Mas a grande maioria dos textos são plagiados. Tento observar o plágio por um ângulo atenuante; O plagiador gostou tanto do meu texto que gostaria de ele próprio ter escrito. Servir de inspiração é gratificante, mas apropriar-se indevidamente de um texto, passando-se por autor, não é bem o tipo de inspiração que busco passar. Existem vários autores que me servem de inspiração, inclusive os textos dos meus leitores, além da maior de todas as inspirações, a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Localizei os mais diversos plagios. Desde menininhas apaixonadas, passando por aquele tórrido romance não correspondido aos catorze anos, e copiam os textos a fim de expressar seu sentimentos. Passa longe de mim acusá-las, pois pelo menos noventa por cento delas desconhecem deste ato antiético. Mas já que a intenção é passar a mensagem, que as englobemos. Agora já aprenderam. Subindo os degraus, haviam textos meus em blogs e fotologs,de pessoas, digamos, "esclarecidas", universitárias, com um mínimo de conhecimento, além de localizar também em fóruns literários. &lt;b&gt;Mas o que realmente me incentivou a escrever esse texto foi localizar meus escritos em um blog cujo título remete-nos à cultura, e a autora define-se como Bacharel em letras e professora.&lt;/b&gt; Aí foi demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escritores como eu, amadores, que não ganham um centavo por seus textos, são "remunerados" através dos recados que recebemos aqui no blog, no twitter, no orkut, ...e acessar outros sites e ver que seu texto recebera diversos elogios, mas todos voltados a uns espertalhões ou espertalhonas que só tiveram o trabalho de clicar com o botão direito do mouse duas vezes, é desanimador. Copiar um texto de quem não recebe um puto por eles é igual a bater em bêbado, que chutar cachorro morto. É roubar a única coisa que recebemos em troca: O carinho (e até mesmo as críticas) de quem nos lêem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou bastante flexível quanto a isso. Deixo aqui ao lado todas as maneiras possíveis de contato, só falta deixar o meu telefone com DDD. Já recebi vários pedidos para utilizarem dos meus textos, inclusive fazendo alterações, não há problema algum, basta que me dêem os créditos, que significa citar o meu blog. Confesso que esses ocorridos me desestimularam bastante, mas darei continuidade, afinal, mesmo se quisesse não conseguiria, sou chantageado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Achou esse texto uma merda? Garanto que eu mais ainda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1899803572172047685?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1899803572172047685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/pequeno-desabafo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1899803572172047685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1899803572172047685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/pequeno-desabafo.html' title='Pequeno Desabafo'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-2466885367255162850</id><published>2010-08-06T19:13:00.000-03:00</published><updated>2010-10-25T23:25:52.855-02:00</updated><title type='text'>Evolução às avessas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TFyKXYE_bMI/AAAAAAAAAPU/21yA5CIWBow/s1600/SV%2520-%2520Amor%2520e%2520musica%2520-%2520Lee%2520S.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou daqueles que enxergam o amor em linha reta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou contra barreiras, obstáculos, buracos ou muros. Amor que é amor, é plano, uniforme, mas como toda linha reta, não tem fim. Não tem altos e baixos, e os imbróglios inerentes do seu decorrer não servem pra desviá-la, e sim fortalecê-la. Coitados de nós se tivesse seu rumo alterado pela primeira brisa que batesse. Mas já que o amor não tem disciplina, que sigamos aos trancos e barrancos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor não deveria ter evolução. Quem nasce, cresce, envelhece e morre somos nós, reles mortais, plebeus ajoelhados e implorando por sua presença, nem que seja por alguns segundos, na fila do banco, no metrô, em qualquer lugar, mas que dê o ar de sua graça. Necessitamos mais de amor que de churrasco com cerveja aos domingos, por incrível que pareça. Queremos bonança, e não tempestades. Desejamos convidá-lo a entrar em nossa casa e o paparicarmos pra que sinta-se tão à vontade a ponto de não querer despedidas, que fique por ali até o fim de nossos dias, afinal, se for pra conquistar amor, que não o percamos mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quebrar todos os protocolos e correr atrás do que é considerado inalcançável é tarefa àrdua. Buscar o amor mais simples e, ao mesmo tempo, mais bonito, é considerado perdição, mas perder-se no que se quer é invenção barata. Parto da premissa que se é sublime no início, é sublime também durante, e que se for pra ter fim, qual o pecado de um fim também sublime? Porque lamentar que o começo era mágico, e hoje caiu no enfado, caminhando pra um sombrio fim? Amor não se conduz, talvez aí é que more o erro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não queria experimentar do efeito inverso pra chegar a essa conclusão. Em vez de sofrer, de decepcionar, de lamentar pelos cantos, decidi ser mais rápido e mostrar a todos do meu mundo particular que, quando supedaneado, o amor segue o fluxo normal, e isso não é sinônimo de rotina. Que surjam aventuras, e não desesperos. Que adquiramos confiança ao invés de considerarmos desleixo. Que nossas raízes sejam fundas o bastante pra que não despenquemos com a primeira machadada que levarmos. Deixar o amor seguir em linha reta pode ser sim, considerado evolução. Afinal, há momento mais irresistível que o primeiro encontro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amor se nutre de si próprio e, deslumbrante, não desloca sua estrela. O deixemos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-2466885367255162850?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/2466885367255162850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/evolucao-as-avessas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/2466885367255162850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/2466885367255162850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/08/evolucao-as-avessas.html' title='Evolução às avessas.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5483075073289752275</id><published>2010-07-30T13:43:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T03:33:23.439-03:00</updated><title type='text'>Sem limites.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TFMBOZXzgnI/AAAAAAAAAPM/HVM-SlpXFOQ/s1600/Romance.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que ninguém conseguiria entender. A verdade é que nem nós dois poderíamos imaginar,  por isso dou graças à esse fantástico jogo do destino, que tratou de soprá-la em minha direção, e eu não querendo enxergar que, de fato, ela havia chegado. Pura pirraça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda estou pra compreender o que eu fazia naquele lugar, que de atividades haviam aos montes, mas nenhuma que me enchesse os olhos. Foi graças a ela que transcendi do marasmo ao júbilo, graças aos seus olhos castanhos que abriram meu caminho, que me guiaram enquanto estive de olhos fechados. Fotografei em minha mente o momento em que, esfuziante, com a cara de "o mais bobo do mundo', falei a palavra que mudaria por completo os meus dias. Alegria maior na minha vida não poderia haver. Os deuses confabularam a meu favor. Eu falei "oi". Graças a Deus eu falei "oi". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela retribuiu, e fez tudo que eu considerava normal, desmoronar. Era cheia dos encantos, daquelas que nos obriga a arregalar os olhos e dar dois tapinhas na cara pra termos a certeza que não estamos sonhando. Pode até não ser um onírico romance, mas é melhor do que sonho, melhor do que quindim e brigadeiro. Tão doce quanto. Despertar paixões era sua atividade cotidiana, e fiz questão de entrar na fila e testar a minha sorte. Eu estava nos meus dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir daí percebi que os romances pelos quais eu suspirava em livros, filmes e revistas de fofoca passaram a fazer parte do meu mundo. Percebi o quão forte é o poder de uma simples ligação às três da tarde, meu dia gnahava mais sentido às dezoito horas, seu horário de saída. Descobri que Hollywood fica logo ali. Virar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;superstar&lt;/span&gt; nunca foi tão fácil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi então que, juntos, fizemos um "intensivão" do amor. Nos jogamos dos maiores penhascos pra aterrisarmos feito plumas no chão. Desafiar a tudo e a todos foi a nossa grande brincadeira. Estavamos protegidos. O bom mesmo é provar do amor que não aprendeu a ter limites. Voar é necessário, e todo casal tem o direito de provar. Resolvemos fazer desse amor aquele que valesse a pena. Não teve erro, e nem haveria como ter. Momento certo e pessoa certa se gostaram e fizeram as pazes, e a intensidade seguiu na frente, guiando nossos passos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca precisamos nos preocupar com o destino. Amor só se tem quando se dá. Essa é a ordem natural. E agora já abracei. Não largo mais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5483075073289752275?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5483075073289752275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/sem-castas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5483075073289752275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5483075073289752275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/sem-castas.html' title='Sem limites.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3342559883250331759</id><published>2010-07-24T19:07:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T03:36:53.347-03:00</updated><title type='text'>Cheia de charme.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TEtkWXe7OLI/AAAAAAAAAPE/ZsZG4eYfDGI/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TEtkWXe7OLI/AAAAAAAAAPE/ZsZG4eYfDGI/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi outro dia desses que me perguntaram qual o tipo de mulher que mais me atrai. Achei a pergunta interessante, "qual MAIS me atrai", pois realmente não é possível chegarmos a um denominador comum nesse tipo de assunto. Você pode encher a boca pra falar que é fissurado em morenas, e cair de quatro diante de uma ruiva ou uma oriental. Mas, retomando, respondi que me sinto mais atraído pelas mulheres charmosas. "E o que é uma mulher charmosa?". Resposta clichê dá nisso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ideia é ampla e eu mesmo não consegui definir em primeiro momento. Podemos dar o primeiro passo se levarmos em consideração o significado da palavra charme, que equivale a encanto, fascinação. Aliás, qual homem não procura uma mulher que o encante, que o fascine? Seria genérico demais. Mas pra chegarmos nesses dois pontos, é necessário observarmos com um pouquinho mais de sensibilidade o que está bem diante de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher charmosa é segura de si. Se olha no espelho e deixa transparecer um leve sorriso, por mais que suas medidas não sejam convencionais a um estereótipo de beleza, sabe que possui qualidades suficientes pra suprir -e com larga vantagem- essa ditadura da magreza. E mesmo que ela tenha, digamos, "tudo no lugar", é conhecedora de cada curva, de cada centímetro do seu corpo, o que reflete em beleza transparente, sem artifícios adquiridos em clínicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela é todo um conjunto de nuances. Veste-se da forma que mais a agrada, não estopora os pés na tentativa de se equilibrar naquele salto agulha que mais parece objeto de tortura. Prefere usar sainha jeans e havaianas branca, pois sabe que é bela independente de vestimenta. E mesmo assim, está sempre elegante. "Como aquela garota com uma bolsinha hippie consegue chamar mais atenção que a outra com uma &lt;i&gt;Louis Vuitton &lt;/i&gt;de três zeros?" Charme, minha cara, simplesmente charme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é preciso dizer que há um toque divino na mulher charmosa. Seu cheiro é melhor que chocolate, e quando ela te olha, bem no fundo dos teus olhos, transmite um misto de calmaria com inquietação, vontade de repousá-la nos braços e, ao mesmo tempo, fazer o mundo vir abaixo. Quando ela sorri parece que a vida passa em câmera lenta, justamente pra não perder nem um milésimo de segundo daquele augusto momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher charmosa foi uma grande sacada de Deus. Tal predicado pode estar escondido bem lá no fundo, ou às vezes mais que escancarado, e algumas mulheres nem perceberem. É algo que carregarão consigo durante toda a vida, pois quem é charmosa aos vinte, também é charmosa aos setenta, e com mais intensidade. O charme é inerente à natureza dessas mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dicionário estava certo. A mulher charmosa encanta e fascina. É feiticeira, e daquelas de mão cheia, pois realizam o feitiço mais nobre simplesmente com a força de sua presença.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mulher charmosa é rainha. Dá paixão. Recebe amor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3342559883250331759?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3342559883250331759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/cheia-de-charme.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3342559883250331759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3342559883250331759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/cheia-de-charme.html' title='Cheia de charme.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6353440715395216553</id><published>2010-07-19T13:58:00.003-03:00</published><updated>2011-11-29T09:54:22.939-02:00</updated><title type='text'>Momentâneo fim de mundo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TESEPO9VM5I/AAAAAAAAAO0/zR55fdsh-CU/s1600/como-superar-dor-de-amor.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse final de semana foi um pouquinho diferente. Nada de praia, churrascos, restaurantes. Fui incumbido de uma missão: Resgatar um amigo que estava no fundo do poço,&amp;nbsp;a ponto de quase não reconhecê-lo. Confesso ter ficado bem asustado, mas ao dizer-me o motivo, não havia o porquê. Tinha terminado o namoro.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Término de namoro é queda livre. O mundo gira ao contrário, e aquele encharcado travesseiro, que trata de secar suas babas e lágrimas, passa a ser seu melhor amigo. Os mais fortes resgatam energia e enchem a cara no bar, mas no dia seguinte retornam ao travesseiro, e com o dobro da intensidade. Terminar namoro é sentir-se perdido, desmotivado, afinal, você tinha planos com aquela pessoa, e planos a longo -ou perpétuo- prazo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Namorar aguardando o término, me desculpe, não é namoro. Quem namora faz planos para a eternidade, mesmo que não conte ao outro, e isso independe da idade. Quem namora aos quinze faz planos de fugir com o amado mediante aquela desastrosa promoção que o pai recebera pra trabalhar em outra cidade. Quem namora aos vinte e cinco já folheia os classificados sonhando com o primeiro imóvel, e os mais apressadinhos já escolhem os padrinhos. Quem namora aos trinta e cinco passa boa parte do dia pensando na melhor forma de conduzir a convivência do amado com seu filho, debaixo do mesmo teto. Namorar é se imaginar já bem velhinho, naquele almoço de domingo, cercado de filhos, netos e bisnetos. E quando isso não ocorre, é interrompido no meio do caminho, a tragédia é certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você muda o número do celular, mas olha umas setenta e quatro vezes ao dia, aguardando uma ligação dele, nem que seja uma mensagem desaforada. Coitado daquele seu amigo homônimo, sua simples presença já é motivo de lembranças. Tudo não passa da vontade de crer que o amor não se pôs, por mais jogo duro que tu faças com si mesma. Olhar pra trás e emendar com o presente e com o futuro, não querer dizer que tudo aquilo fora em vão, que seus planos não deram certo. Mas não é necessário ir muito além pra enxergar que, de fato, aquele namoro não foi à toa, e que seus planos não foram em vão, e sim adiados para retornarem melhor alicerçados. Basta enxergar só um pouquinho mais atentamente pra observar que o amor guarda surpresas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ah, o amor, esse danado. Faz você passar por cada uma... tudo na intenção de te testar e fazer com que o melhor de ti aflore. Gosta de instigar, parece um diretor manda-chuva entrevistando um assustado estagiário, mas na melhor das intenções. &lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que o amor é sarcasmo. Faz você pensar que seu mundo despencou , quando na verdade, ele foi é dar uma volta por aí e peneirar a pessoa que se encaixa&amp;nbsp;perfeitamente a você, que roubará seu coração ao invés de pedir emprestado, que você dará o primeiro pedaço do bolo do seu aniversário de setenta anos, e assim verá que amor perfeito necessita treino, e terminar namoro não é retroagir, e sim dar um passo a frente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Costumamos dar mais valor àquilo que conquistamos com suor. Alguém se atreve a dizer que amor não é conquista? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6353440715395216553?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6353440715395216553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/momentaneo-fim-de-mundo.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6353440715395216553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6353440715395216553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/momentaneo-fim-de-mundo.html' title='Momentâneo fim de mundo.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-230594164959744075</id><published>2010-07-13T14:16:00.003-03:00</published><updated>2011-09-01T15:52:54.700-03:00</updated><title type='text'>A mulher que não queria amar.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TDyfnfO6wVI/AAAAAAAAAOs/0Cej0i52_MA/s1600/ed01ddc5d1ef73829582177ad3a7b7a242499c36.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TDyfnfO6wVI/AAAAAAAAAOs/0Cej0i52_MA/s1600/ed01ddc5d1ef73829582177ad3a7b7a242499c36.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro quando ela disse ser controladora de suas emoções. Dei aquela risada amarela, aguardando que&amp;nbsp; desmentisse, mas fez questão de reafirmar. Tudo bem, cada louco com sua loucura, mas ela foi além, disse que controla sua vontade de amar, aqui, na palma da mão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tratava-se de uma bela mulher. Ouvia Adriana Calcanhoto, Djavan e Marisa Monte, e ai de quem chegasse perto cantando algum funk ou um "Rebolation" da vida. "Ô, musiquinha de gente sem cultura!", dizia, em tom mais irônico do que soberbo. Cinéfila de carteirinha,&amp;nbsp;os filmes de Almodóvar eram sua inspiração, mas também apreciava o bom jorra-sangue de Tarantino e os clássicos de Kubrick e Polanski . Sou obrigado a dizer que, do "alto" de seus vinte e poucos anos, era uma das pessoas mais seguras que conheci.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como ninguém é perfeito, não demorei pra perceber seu ponto fraco: Relacionamentos. Pretendentes haviam, e não eram poucos. Possuía predicados suficientes pra chamar atenção de qualquer homem. Poucas vezes passava o sábado a noite desacompanhada, mas raramente ultrapassava esse limite imposto por ela mesma. Dizia que não era o momento, não queria se apegar a ninguém, haviam coisas mais importantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que mulher era essa que tinha o dom -ou a chaga?- de fazer o amor de fantoche? Como alguém conseguiria controlar algo tão incondicional? Dizia pro amor voltar amanhã, na semana que vem, ou se possível, só em 2086. Ela seguia o caminho inverso, e bajulava-se por isso. Não era minha intenção, e sei que se meter em vida alheia não é coisa que se faça, mas não tinha jeito: Havia comprado briga comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentei explicar o quão adorável é ser subordinado ao amor, deixar que tome a frente da situação, que nos conduza, mas de maneira vagarosa pra que possamos aproveitar cada momento, cada segundo que nos proporciona. Perceber que aquele esboço de sorriso ao reparar sua chegada já vale as duas horas enfurnado dentro daquele ônibus, que junto àquela pessoa dá-se a volta ao mundo quantas vezes se quer. Disse que amor não era se apegar à primeira pessoa que surgir, mas que se for pra acontecer, que dê licença e abra passagem, o amor tratará de apegá-los. Afirmei que autoconfiança é essencial, mas que em excesso pode virar egocentrismo. Disse que o amor é o melhor da vida, porque simplesmente nos faz feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostaria de dizer o contrário, mas seria ilusão. Ela não cedeu, e foi além. Quis apostar comigo que teria amor quando quisesse. Abaixei a cabeça, recusei sua proposta e, conclusivo, me rendi. Ela inverteu os papéis. Que o melhor - e por vezes mais cruel- professor, o tempo, trate de mostrá-la que amor não é meio, é fim. Não é aposta. É recompensa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-230594164959744075?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/230594164959744075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/mulher-que-nao-queria-amar.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/230594164959744075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/230594164959744075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/mulher-que-nao-queria-amar.html' title='A mulher que não queria amar.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1015202698022410534</id><published>2010-07-09T14:38:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T03:39:49.590-03:00</updated><title type='text'>Ensaio para o amor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TDdemPvKZII/AAAAAAAAAOk/O5F8pUFi5V4/s1600/FLERTE%7E1.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TDdemPvKZII/AAAAAAAAAOk/O5F8pUFi5V4/s1600/FLERTE%7E1.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo tem seu começo. O amor que o diga. Ah, o nascimento do amor, aquelas descobertas, o desejo de alcançar o infinito quando ao lado daquela pessoa... o começo é realmente mágico. Mas remeto-me a um pouquinho antes, quando o amor não passava de flerte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O flerte é o ensaio pro amor. Serve como um amistoso, pra treinar e estar preparado quando for pra valer. É o início do início, onde nada ainda são flores e nada ainda são trevas. É o momento que você conhece a pessoa, e digo conhecer em sentido estrito. Você confia, mas sempre com um pé atrás. Você gosta, mas passa um pente fino na agenda telefônica dele. Você acredita, e essa, sem sombra de dúvidas, é a parte mais cômica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tomemos como exemplo uma noitada qualquer. Um cara puxa assunto contigo e, se ainda não tomou mais de duas caipirinhas, perguntará seu nome, o que faz da vida... aquele papo que você conhece melhor que eu. O cara quer saber sobre você, mas você, quando não responde com uma simples e bela ignorada, conversa monossilabicamente. Ele está ali, praticamente um &lt;i&gt;gentleman,&lt;/i&gt; mas você não dá bola, só veio pra dançar, tem namorado, coisa e tal. É um belo exemplo do teatro do flerte; Um homem se fazendo de interessado pra uma mulher que banca a difícil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso ocorre também na faculdade, no trabalho, no ponto de ônibus, no velório... de maneira menos explícita, mas ocorre. O cara, com receio de uma iminente rejeição, de uma hora pra outra torna-se o Diretor de núcleo da Rede Globo, neto de xeique&lt;i&gt;,&lt;/i&gt; vencedor do torneio de salto-triplo do seu clube. Já a mulher,com intuito de se livrar daquele mala, arruma um noivado com o campeão interestelar de caratê, com o chefe da boca-de-fumo ou com um &lt;i&gt;Hannibal&lt;/i&gt; da vida. A verdade é que já não se fazem mais mentiras como antigamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Felizes são aqueles que se permitem transcender essa etapa. Se permitir ao amor é descer do salto, é olhar na mesma altura, e não de cima pra baixo. Por trás daquele cara inseguro e insistente, pode estar a pessoa que lhe amará até seus últimos minutos. É sabido que, transgredindo a garota de poucas palavras, que vira a cara quando passa, que finge um olhar de desdém, pode haver alguém que dará amor até de olhos fechados. Dizer sim pra esse início é abrir uma brecha pro amor, e desistir é assinar o atestado de solidão. Curtir o nascimento do amor é dadivoso, mas antes é necessário que se passe pelo período de gravidez, com direito a todas as intempéries.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A regra é instintiva: Pra presenciarmos o nascimento amor, é necessário que o façamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faça amor... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1015202698022410534?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1015202698022410534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/ensaio-parao-amor.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1015202698022410534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1015202698022410534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/ensaio-parao-amor.html' title='Ensaio para o amor.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4569613937986048455</id><published>2010-07-06T14:11:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T03:41:46.716-03:00</updated><title type='text'>A mulher do meu sonho.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TEcBGCyZrNI/AAAAAAAAAO8/5PKoJ2u9E5A/s1600/adulto-sozinha-bluemoon-%7E-061194.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TEcBGCyZrNI/AAAAAAAAAO8/5PKoJ2u9E5A/s1600/adulto-sozinha-bluemoon-%7E-061194.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sonhos são presentes de Deus. Há quem diga ser o primeiro passo pra atingirmos nossos objetivos, e eu assino embaixo. Tudo bem, muito provavelmente não contornarei o Cristo Redentor em um voo à la &lt;i&gt;Superman,&lt;/i&gt; como fiz em uma dessas madrugadas. Mas tão surpreendente quanto, meu sonho de semana passada, com o perdão do trocadilho, não me permite mais dormir sossegado; Agora tenho uma missão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sonhar com mulher é coisa banal pra qualquer homem. Basta aquela cochiladinha no horário de almoço para o cara ser transferido pra uma ilha deserta com aquela gostosa do &lt;i&gt;Big Brother.&lt;/i&gt; Eu seria clichê. Meu sonho seguia essa linha, mas não se tratava de uma qualquer. Se tratava dela, a mulher dos meus sonhos, perfeição em forma humana, interna e externamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Dos detalhes, pouco minha memória gravou, mas seria possível reconhecê-la a metros e metros de distância. Acordei com uma sensação diferente, gostosa e angustiante ao mesmo tempo. Era alegria seguida de tristeza. Relutei, mas em vão. Demorei pra admitir a mim mesmo, mas era evidente que eu havia me apaixonado pela garota do meu sonho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não havia um lugarzinho mais fácil pra conhecer alguém assim, do que no meu subconsciente? Carreguei essa pergunta comigo por um bom tempo, e confesso que foi um martírio. Mas como não sou de fugir da raia, resolvi dar início à minha saga em busca dessa onírica deusa. Dei-me o direito de desenhá-la conforme bem entendi: Ela seria inteligente, mas não metida a esperta. Apreciaria bons filmes, mas saberia exatamente o momento de assistirmos um romance piegas. Iria gostar de frequentar bons restaurantes, mas não abriria mão de uma boa roda de samba às sextas. Tomaria cerveja naquele boteco sujo da esquina sem problema algum, e diria que, na minha presença, qualquer lugar se tornaria o mais luxuoso palácio. Apreciaria os meus textos, e não sentiria ciúmes das mulheres neles citadas, pois seria conhecedora de seus encantos. Gostaria de casar e ter filhos, mas não agora. Se chorasse, faria o mundo estremecer. Se sorrisse, estremeceria em dobro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolvi procurar em cada ruela, esquina, padarias, açougues, locadoras, sinais de trânsito e salas de bate-papo. Procurei em cinemas, boates, cemitérios, motéis, no fundo do mar, na lua, em Vênus, Marte e Júpiter. Anunciei em &lt;i&gt;outdoors&lt;/i&gt;, jornais, estampei seu rosto em cada revista, ofereci recompensa. Mas nada. Nem sinal, nem vestígio, nem fagulha. Porque a mulher do meu sonho não queria se mostrar pra mim? Mas veja só, ela invade a minha noite de sono, vira a minha vida ao avesso e faz eu me apaixonar por alguém que só existe quando estou em outro plano, e pelo que parece, acha isso extremamente normal. Nunca achei que se esconder fosse a melhor opção. Será que ela realmente existe? Acho que a mulher do meu sonho não é tão perfeita assim. Aliás, até a mulher dos meus sonhos não seria tão perfeita assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que o nome disso não é amor. Fiz dela a mulher dos meus sonhos,&amp;nbsp; poderia percorrer o universo inteiro, mesmo assim não a encontraria. Ninguém é dotado do poder de construir amor. Amor de verdade é explícito, escancarado, sem vergonha, sem joguinho de charme, sem esconde-esconde. Quem tem amor se mostra, quem não tem, inventa, torna-se esquizofrênico por opção, alude ao sonhos, constrói quimeras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi aí que, em vez de procurar a mulher dos meus sonhos, procurei a mulher da minha vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4569613937986048455?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4569613937986048455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/mulher-do-meu-sonho.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4569613937986048455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4569613937986048455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/07/mulher-do-meu-sonho.html' title='A mulher do meu sonho.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1771415801382759624</id><published>2010-06-29T14:04:00.003-03:00</published><updated>2011-08-29T00:53:59.220-03:00</updated><title type='text'>Brincando de ser sincero.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TCooBZOM1SI/AAAAAAAAAOU/3nC0lZxyrdc/s1600/DESILU%7E1.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TCooBZOM1SI/AAAAAAAAAOU/3nC0lZxyrdc/s1600/DESILU%7E1.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É complicado afirmar que o encanto simplesmente acabou, mas não havia como camuflar. A verdade é una: Sentimentos não podem ser manipulados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se fosse pra acabar assim, de repente, não haveriam motivos pra todas aquelas idealizações. Ora, pra quê tantas noites mal dormidas, então? Até em meus sonhos ela vinha me negacear. E eu, feito um tolo, desenhando o momento que falaria tudo aquilo que ela jamais pensara ouvir de um homem. Eu tinha o diferencial: Estava desarmado. Não estava em guerra, tratei de hastear a bandeira branca desde o início e provar a mim mesmo que poderia estar trajado apenas da mais cristalina verdade. Mas não foi suficiente. Não pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode parecer que não, mas eu sempre soube o que queria. Brincar de ser sincero tem seus momentos, e ensaiar e planejar a mais nobre prova de amor que possa existir é paradoxar com o medo e a insegurança de uma má interpretação. A intenção não era mais transparecê-la em folha de papel, descanso de tela, reflexo em rio ou olhos fechados. Viver de teoria é amedrontar-se com o que o amor nos reservou. Tratei de cobrir minha timidez e seguir em frente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas vamos combinar que o amor não é flor que se cheire. Você encontra a pessoa certa, que te completa físicamente, por ideias, tremeliques, suor e respiração ofegante. Um raio caiu na sua cabeça. Tem gente que está na terceira encarnação e ainda não deu essa sorte. Parabéns, felizardo! Parabéns? Coloque o pé no chão e olhe ao seu redor. Você ensaiou uma peça que não entrará em cartaz. Abortou o amor às vésperas de parir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora, como justificar aquelas juras de amor feitas a mim mesmo acerca dela? Estava combinado, disponibilizaria amor integral e incondicional, mas essa história de querer amar demais pode ser uma armadilha do acaso. Mas então, qual será a saída? Amar sempre com um pé atrás? Amar de olhos abertos? Amar é se doar, e quem doa não pode enxergar restrições.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentei ouvir de você onde morou nosso erro. Não pense que, do alto da minha covardia, lhe culparia por isso. A verdade é que tentamos fantasiar a realidade, e o efeito reverso pode ser letal. Se houve culpado, que seja mútua culpa. Já estamos bem crescidinhos pra sabermos que o amor não se tem quando se quer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por maioria de votos, deixei o amor pra mais tarde. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1771415801382759624?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1771415801382759624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/brincando-de-ser-sincero.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1771415801382759624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1771415801382759624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/brincando-de-ser-sincero.html' title='Brincando de ser sincero.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5108215822327261811</id><published>2010-06-23T15:06:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T03:43:55.907-03:00</updated><title type='text'>Meu submundo escolar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TCJNh2OWe1I/AAAAAAAAAOI/tn4gJ-hvuNg/s1600/medo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TCJNh2OWe1I/AAAAAAAAAOI/tn4gJ-hvuNg/s1600/medo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não passava dos sete anos de idade. Primeira-série, salvo engano. Época complicada... Estudava em um colégio de freira, um dos maiores da cidade e, na visão de um menino, uma verdadeira selva.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Seguíamos à risca a teoria de &lt;i&gt;Darwin&lt;/i&gt;, onde apenas os mais aptos sobreviviam. Os &lt;i&gt;"hooligans" da&lt;/i&gt; quinta e sexta-séries&lt;i&gt; &lt;/i&gt;dominavam aquele espaço. Lembro o quão complicado era comprar uma coca-cola na cantina, uma verdadeira odisseia. Assim, para sobrevivermos nessa "megalópole", precisávamos andar em grupos. Era o que fazíamos.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Jogar futebol na quadra? Utopia. O gol era aquele portão no canto do ginásio, e com a máxima atenção pra que nenhum dos "gigantes" roubassem a bola. Mas roubavam, e não havia o que fazer. Contar pra tia era suicídio. No dia seguinte o delinquente estaria lá, no mesmo lugar, impune, pronto pra acertar as contas. Nessa hora ninguém via nada, ninguém sabia de nada...&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Jogar bafo era se sentir em um daqueles becos do inferno. Um vício, onde gastávamos toda a nossa "fortuna" que nossos pais nos davam pra lanchar, em figurinhas do Campeonato Brasileiro de 1993, e colocávamos "na roda". Malandragens e catimbas ocorriam aos montes. Eu suava como quem aposta a casa em uma daquelas roletas de Las Vegas. Era emocionante...&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Era época de ostentação. Mini game "&lt;i&gt;999 in 1&lt;/i&gt;" o fazia subir de status, andar com a galera mais velha, o que resultava em sucesso com as meninas. Aquele papo &lt;i&gt;de Darwinismo &lt;/i&gt;foi corroborado com a febre dos iô-iôs. Gostaria de ser alguém no meio da multidão? Aquela criança precoce, que andava com o pessoal descolado da quinta-série? Bastava ostentar. Você passaria a ter aliados, mas, claro, isso tinha um preço. Quem presta favor, uma hora retorna pra cobrar, e de maneira exacerbada. Muitas vezes era o nosso lanche inteiro...&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Havia também o pessoal que tratava da parte ilícita. Era tudo esquematizado. Um vigiava, o outro pegava a mercadoria e saíamos em grupo para um local mais afastado. A intenção era não chamarmos atenção. Pronto.Local seguro, ninguém por perto. O fornecedor abria a mochila e mostrava o produto. A &lt;i&gt;Playboy&lt;/i&gt; do mês. Ele avisava que, por um precinho camarada, conseguiria mais. Inebriados, disfarçávamos e saíamos de mansinho quando o inspetor se aproximava. Ninguém desconfiava. O esquema era forte.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Todo o lugar tinha os "costas-quentes". Esses tinham alguém influente, como um irmão ou primo mais velho, da "alta cúpula". Logo, tornavam-se intocáveis. Já eu, que não possuía padrinho, precisei me adaptar. E sobrevivi, pelo menos é o que parece.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Dizem que a escola prepara o aluno para o mundo lá fora, mas poucos sabem que de maneira tão real... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5108215822327261811?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5108215822327261811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/meu-real-mundo-escolar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5108215822327261811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5108215822327261811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/meu-real-mundo-escolar.html' title='Meu submundo escolar'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-449393922899095312</id><published>2010-06-19T00:36:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T03:48:06.703-03:00</updated><title type='text'>O oitavo andar.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBw7SQnv-OI/AAAAAAAAAOA/YIDjEqb6n9Q/s1600/descer.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBw7SQnv-OI/AAAAAAAAAOA/YIDjEqb6n9Q/s1600/descer.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi uma daquelas coincidências que nos tiram o chão. Dizer que a viria exatamente no meu terreno, e eu nu, desarmado, completamente indefeso, seria demais. Mas era verdade. Ela estava lá. Mais: a partir de agora ela sempre estará lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saudade não seria a palavra certa, afinal de contas acho que ela nem sabe o meu nome... mas preciso admitir que aquele rotineiro lugar tornou-se mais vivo, mais novo, mais feliz. Culpa dela, sempre soube que ali havia um quê de feiticeira, e dessa vez se mostrou no primeiro momento. Aquele corredor ganhou novos contornos. A escada passou a ser adornada por violetas e até aquele malcheiroso banheiro tornou-se aconchegante. Por causa dela, tudo por causa dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que nem haveria a necessidade de vê-la, o simples fato de saber que ela estará ali, só a alguns metros de mim, já é motivo suficiente pra eu sorrir com mais alegria, olhar com mais vontade e ouvir mais atenciosamente, pois tudo me remeterá a ouvir seus passos, ao ver só parte do seu cabelo quando entra no elevador, ao reparar-me pequenino diante de tão avassalador sorriso. Ela está por aqui...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Engraçado foi eu a procurar, e por muito tempo. Vai brincar com o destino assim lá em casa, vai? Não haviam mais praias a vasculhar, noitadas a me embrenhar e amizades por interesse de me interceder a ti. Quase graduei em moda de tanta loja feminina entrar só pra ver se por ali você estaria, experimentando um daqueles vestidos que você costuma matar uns trinta marmanjos quando os veste, ou que você viesse de pronto me atender, simpática e atenciosa, mesmo que por interesse em me ver negativando minha conta, gastando tudo que pudesse só por pretexto de ficar perto de ti e, galanteador que só eu, lhe presentear.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procurei, procurei, procurei. E procurei. Em todos os lugares, menos em um. O oitavo pavimento. O andar de baixo. Graças centenárias ao rapaz da limpeza que interditou o banheiro do nono andar, me obrigando a descer um lance de escada e dar de frente com você. O lugar mais próximo de mim havia se tornado o mais distante. Os quarenta degraus que nos separavam tinham a extensão da Muralha da China. Tinham. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Praticamente pedi remoção para o oitavo andar. A verdadeira razão da minha permanência lá não eram mais o estudos nem o dinheiro. Eram aqueles três ou quatro segundos que durava o nosso "coincidente" esbarrão. Meu dia se resumia nesses segundos, e garanto, passou a ser muito mais proveitoso que as malfadadas horas que ali eu passava. Você alegrou o meu dia, a minha semana, o meu mês, o meu "eternamente". Retornou à minha vida como se nunca tivesse saído. Me virou ao avesso, e dessa fico te devendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora você não foge mais de mim, menina linda do oitavo andar. Te encontrei, e que seja pra sempre. Será. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-449393922899095312?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/449393922899095312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/o-oitavo-andar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/449393922899095312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/449393922899095312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/o-oitavo-andar.html' title='O oitavo andar.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6199287649421559480</id><published>2010-06-12T01:57:00.006-03:00</published><updated>2011-09-25T17:10:24.815-03:00</updated><title type='text'>O que é namorar</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; Foi chato dizer que eu não tinha a resposta, mas não havia opção. A verdade é que se tratava de uma daquelas perguntas cuja solução é genérica demais ou pessoal demais. Ou os dois juntos. Mas prometi que chegaria a um resultado, e gosto de cumprir com minhas promessas. Ela perguntou porque, logo no comemorado e temido dia doze de junho, ainda não tinha arrumado namorado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBMTylbEfAI/AAAAAAAAAMg/kNXBvYIYntA/s1600/dia-dos-namorados-9.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;O próprio termo já soa de maneira esquisita, "arrumar namorado". O sentido equivale a se dar bem, obter vantagem pra si. Dá até um ar de malandragem e, definitivamente, esse não é o caminho. Você arruma é desconto naquela calça jeans, arruma cortesia na noitada de sábado, e até arruma um cara que lhe pague um drinque. Mas namorado você não arruma não, sinto dizer. "Mas é só o jeito de falar!". Negativo. Há todo um contexto em volta, e estando afinada na teoria, a prática torna-se menos complicada. Namorar é simplesmente namorar, ok?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBMTylbEfAI/AAAAAAAAAMg/kNXBvYIYntA/s1600/dia-dos-namorados-9.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;Namorado não se procura, mas não significa que você não possa flertar com a sorte. Antes é preciso se olhar internamente. É necessário que você seja apaixonada por si (sem narcisismos) para despertar a paixão de outros. Fala a verdade, você está tão acima do peso como acha? Seu cabelo é realmente tão rebelde como você diz? Tem certeza que aquele cara da faculdade só tem olhos para aquela menina que senta na segunda fila? De onde você tirou essas ideias? Saber-se bonita é se saber feliz, e isso transparece aos ohos de outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBMTylbEfAI/AAAAAAAAAMg/kNXBvYIYntA/s1600/dia-dos-namorados-9.jpg"&gt;. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;Namorar é se surpreender. Surpreender-se consigo mesma. Você gosta de caras morenos, frequentadores de academia e entendedores de signos. Mas aposto a senha do meu cartão de crédito que você vai passar a reparar naquele cara branquelo, franzino, que se veste de maneira esquisita, conta piadas e usa aparelho. "Mas o que esse cara tem demais?" Repara direitinho. Repara na sua cara quando ele não muito raramente lhe arranca uma gargalhada e você retribui com um sorrisinho tímido; Repara como você adora quando ele comenta que joga tênis com o tio às quintas, quando te ensina alguma palavra em alemão, empolgado com o início do curso. "Mas eu não entendo nada de tênis e não me interesso por alemão! Como pode?" Essa resposta é você quem tem que dar, e não pra mim. Amar é quebrar protocolos, é você rachando sua própria cara. Amor é sinônimo de Deus, também escreve certo por linhas (extremamente) tortas. É um eterno paradoxo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBMTylbEfAI/AAAAAAAAAMg/kNXBvYIYntA/s1600/dia-dos-namorados-9.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;Quem namora tem paixão, mas tem que ter muito mais amor. Paixão você pode ter em cada esquina, em cada festa, em cada ida à academia, e sabe que se confunde com amor. Diz-se estar apaixonada, e não lhe tiro a razão. Quem se apaixona também desapaixona, e na mesma velocidade. Paixão pode até virar amor, mas amor jamais virará paixão. Amor é a paixão crescidinha, dona de si, irresponsável às vezes, é até bom, mas é conhecedor de sua essência. Paixão devora. Amor demora. Amor pega a paixão no colo e nina.&amp;nbsp;Um conselho: Namorar, além de estar apaixonado, é estar amoronado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBMTylbEfAI/AAAAAAAAAMg/kNXBvYIYntA/s1600/dia-dos-namorados-9.jpg"&gt;. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;Namorar é doação, é entrega, é ser cúmplice. É uma implícita e eterna tentativa de se fazer um só. É se sentir em livro, em filme... Namorar é passear pela estrada de tijolos amarelos como Dorothy, de tapete mágico como Alladin, é estar em todas as histórias ao mesmo tempo, só que com mais emoção, mais tempero. Namorar é ter sua própria &lt;i&gt;Hollywood.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBMTylbEfAI/AAAAAAAAAMg/kNXBvYIYntA/s1600/dia-dos-namorados-9.jpg"&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;Não se preocupe com o doze de junho. Em vez disso, seja sua própria jardineira. Cultive. Abra a porta de si e para si. O amor não pedirá licença e nem tirará os sapatos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6199287649421559480?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6199287649421559480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/o-que-e-namorar.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6199287649421559480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6199287649421559480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/o-que-e-namorar.html' title='O que é namorar'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1182197060820787159</id><published>2010-06-04T20:41:00.001-03:00</published><updated>2011-09-25T17:11:30.585-03:00</updated><title type='text'>Sem pular etapas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TAmPgq94aLI/AAAAAAAAAMY/TvN1HYbDp-w/s1600/recomeco.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho estranho quando começamos pelo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigamos à distância. Não por telefone, e-mail ou qualquer outro meio de comunicação. Brigamos implicitamente. Bigamos com os olhos, com sorrisos, até com gentilezas. É a forma mais cruel de brigar, pois somos manipulados por nós mesmos. Briga boa é aquela que chamamos o outro de canalha, xingamos a mãe, atiramos pela janela a coleção de CD's. Aquela coisa efusiva, que sempre termina em carnaval, com o testenunho da dilação do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisávamos passar por certos estágios pra chegarmos nesse nível áureo. Pra que brigarmos se ainda não demos nem o primeiro passo? À vista de terceiros somos quase a idealização dos sonhos. 'Nasceram um pro outro!' Mas das nossas brigas a gente é quem sabe, mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos de mais de três minutos por dia. É suficiente. Como uma montanha-russa, daquelas com uns dez &lt;i&gt;loopings.&lt;/i&gt; Uma hora estamos de bem, outra hora nem nos olhamos. Poderíamos dizer que é algo normal, rotineiro e até necessário pra qualquer casal. Claro, se nós também fossemos um casal. Mas, afinal de contas, o que falta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar tempo ao tempo é algo banal. Já dei, e não foi pouco. Tinha certeza que não passaria de uma efêmera encenaçãozinha, e é até gostoso, faz parte do jogo da conquista, mas não foi o que aconteceu. Resolvemos prosseguir, e é aí que mora o nosso pecado. Não dissemos adeus na hora certa pra não precisarmos dizer adeus nunca mais. O que nos restou? Conviver com esse joguinho de olhares, dia após dia, até o momento em que um de nós dará o ultimato; não restará mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é coisa que não quero nem pensar. Não desejo que esse sentimento venha a fenecer. Pelo menos não até dizer que eu fiz tudo o que podia. Tudo e mais um pouco, na verdade. Vou deixar o adeus pra um outro momento, nem que seja por pirraça. Eu sei que essa briga apenas camufla o que realmente desejamos, não me venha dizer o contrário. Olhares, sorrisos e gentilezas são sinônimos de amor, não de angústia. Normal, apenas confundimos as posicões. Errar é humano. Vamos começar pelo início mesmo, sem inventar moda, sem pular etapas. Dá tempo. Sempre dá. Topa?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1182197060820787159?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1182197060820787159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/sem-pular-etapas.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1182197060820787159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1182197060820787159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/06/sem-pular-etapas.html' title='Sem pular etapas'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5398894155383409228</id><published>2010-05-29T18:34:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T04:34:38.308-03:00</updated><title type='text'>O homem que pegou o buquê</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TAGIuogZMGI/AAAAAAAAAMQ/da3fwgRiS4I/s1600/JogarBuque.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Superstição nunca foi o meu forte. Contra o mau olhado eu não carrego o meu patuá. Prefiro simplesmente ignorar. Simpatia pra encontrar a pessoa certa? Pra mim é balela. Amor gosta de brincar de pique-esconde, e se esconde muito bem, por sinal, e não será com essas artimanhas baratas que você o encontrará. Mas como o acaso gosta de me pregar umas peças de vez em quando, experimentei, da pior forma possivel, o inverso desse meu raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um casamento. Ocasião mais adequada não poderia existir. Casamento é o apogeu do amor. Já disse outras vezes que o amor gosta de ser protagonista, e nesse caso, de fato, ele é. Celebrar a união de duas pessoas significa celebrar o amor em sua amplitude. A festa é toda do amor, os noivos apenas o intercedem. Mas quem não gostaria de estar no lugar deles dois? Tiveram a sorte - quase uma benção- de encontrar a pessoa que os preenchessem em todos os sentidos, a ponto de compratilharem de mútuo amor para o resto de suas vidas. Dá até uma pontinha de ciúmes, não dá? Pois bem, para dirimir esse sentimento, a noiva divide um pouquinho da sua sorte com os convidados, jogando o buquê. É aí que começa o meu martírio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um dos momentos mais aguardados do casamento, principalmente para as encalhadas. Quem não gostaria de ser a próxima a se casar? Era unanimidade. Chute, dedo no olho e puxão de cabelo não eram proibidos. Um verdadeiro vale-tudo feminino! Eu, malandramente, me posicionei pouco mais ao fundo pra assistir a tudo isso de camarote. Mas como eu imaginaria que a noiva miraria o buquê bem na minha direção? É constrangedor, mas tenho que admitir: Peguei o buquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me peçam pra entrar em detalhes. Meu grau de ebriedade e se, de fato, o buquê "me pegou" são assuntos descartados. Não pretendo dar início à minha autodestruição. Essa flagelaçãozinha já está de bom tamanho. Mas imagino o quão revoltada ficara a noiva, que, no intuito de desencalhar alguma de suas amigas, arrumara casamento pra um marmanjo barbudo e metido a escritor. Deve ser frustrante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema veio no dia seguinte. O buquê ali, em cima da mesa, olhando pra mim como se dissesse: "Agora corre atrás do prejuízo, garotão!" Desde então, parece que tenho sido assombrado pelo buquê, e aquela velha história de deixar o amor me encontrar não cola mais. Preciso fazer jus a essa secular tradição! Já pensou, eu, quebrando essa corrente? Nem pensar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não passo mais por debaixo da escada. Fujo de gato preto. Não carrego um patuá. Carrego dois. Hoje sou a superstição em forma de gente. Não mudei de uma hora pra outra, apenas fui atingido em nosso maior ponto fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincar de azar com o amor? Eu, hein, tô fora...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5398894155383409228?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5398894155383409228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/o-homem-que-pegou-o-buque.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5398894155383409228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5398894155383409228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/o-homem-que-pegou-o-buque.html' title='O homem que pegou o buquê'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1662039121100556318</id><published>2010-05-22T17:37:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T04:33:28.708-03:00</updated><title type='text'>O cronista e o poeta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S_hApipmvEI/AAAAAAAAAMI/K387lPHXsMA/s1600/livros.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Outro dia desses um amigo me perguntou o porquê de eu não divulgar poesias no meu blog. Dei uma risada e respondi que não sou poeta, não faço poesia. Gosto de escrever crônicas. Ele retrucou: "Mas os teus textos tem um quê de poesia..." Não tive como tirar-lhe a razão, ainda mais depois de abrir o dicionário e ler que "poeta" define-se por "pessoa de imaginação inspirada ou sonhadora". Logo eu que nunca fui muito íntimo de poesia... Mas isso me fez quebrar um pouco a cabeça e descobrir o quão tênue é a linha que separa esses dois gêneros literários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cronista é um observador nato. O cronista não escreve com as mãos, e sim com os olhos. É uma espécie de &lt;i&gt;Thundercat,&lt;/i&gt; tem a visão além do alcance. O cronista, quando olha um pássaro pousado em um galho, não vê apenas um pássaro pousado em um galho. É quase um sensitivo. O cronista é o primeiro a chegar e o último a sair. É um curioso. Diria até que é um egoísta. O cronista precisa ser ouvido, quer falar pro mundo inteiro. É tagarela, não tem restrições. Cronista não é apenas jornalista, mas forma opiniões. Cada cronica é uma fração do seu cotidiano, dos seus sentimentos, do seu "eu". Cronista é abusado. O espelho do cronista é a crônica. O portarretrato do cronista é a crônica. O cronista é a sua própria cronica. É um caçador. Cronista não dá satisfação, e usa óculos fundo de garrafa só por precaução. O cronista não gosta e não quer guardar segredos. Conta tudo, tudo, mesmo que implicitamente. O cronista não se dá ao luxo de dormir. Nunca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poeta é quase isso, mas há um diferencial: O poeta precisa sofrer. Sofrer de amor. Poeta precisa de rejeição. Ao contrário do cronista, o poeta é altruísta. O poeta não fala pro mundo, o mundo é que fala pro poeta. O poeta enxerga melhor quando está de olhos fechados. É, sim, sensitivo. É artista. O poeta muitas vezes interpreta. Ri e chora pelos outros. Poeta não se sente amado, e a poesia é sua válvula de escape. Poeta é sonhador, quer sempre amar mais e mais. Não se contenta em amar apenas seu entorno. Pro poeta, sofrer é sinônimo de amar. O poeta sofre por mim e por você. Poeta é caça. Sente-se destroçado pelo amor. Será que o poeta deveria amar menos? Poeta cede passagem. Seu único defeito é amar demais, e por esse amor não ser correspondido na totalidade, o poeta sofre. Poeta busca amor integral justamente por disponibilizar amor integral, mesmo que também implicitamente. Não esquece que chorar é redenção. O poeta não se dá ao luxo de morrer. Nunca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De fato, a linha é mais tênue do que imaginava. Descobriu-se cronista ou poeta? Ou os dois?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradeço ao meu amigo até hoje pela pergunta... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1662039121100556318?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1662039121100556318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/cacador-ou-caca.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1662039121100556318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1662039121100556318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/cacador-ou-caca.html' title='O cronista e o poeta'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-9087023664987326838</id><published>2010-05-16T22:36:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T04:32:53.073-03:00</updated><title type='text'>Diz pro amor.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S_Cdwd_P5nI/AAAAAAAAAMA/Jda6Aq_XH5M/s1600/solidao.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A solidão caminha junto ao descompromisso que tu tens consigo mesma. Na maioria das vezes você tenta ludibriá-la, e ela, mais malandra que você, finge cair no seu golpezinho barato. "O maior prazer do inteligente é bancar o burro diante do burro que banca o inteligente." Mais ou menos por aí. Inventa a desculpa de que está cansada, e o fim de semana servirá pra adiantar alguns trabalhos e finalizar a leitura daquele livro. Quer enganar quem? Na verdade, tu choras por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desculpas clichês para perguntas evidentes. Porque a solidão é a sua companheira nos momentos pré/pós trabalho? Será que você é a única pessoa sozinha nesse mundo? Pior, será que, em virtude disso, você não seja desse mundo? "Pois que me abduzam novamente, então!". Nada disso, desistir antes de começar é coisa de fraco, e sua história será escrita nesse mundo aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já até li teus pensamentos. Acha que vou dizer pra você tomar um banho de loja e comprar lentes de contato, né? Ou que levante a bunda dessa cadeira e faça por merecer encontrar alguém, frequentando bares e boates, de preferência as mais caras, pois se juntarmos o útil ao agradável as coisas melhoram, correto? Se a sua intenção é mandar a solidão apenas na farmácia pra comprar um pacote de camisinha, tudo bem, siga à risca. Caso não, meu conselho é outro: Corre e diz pro amor que você tá aqui e quer ser notada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz pro amor que aquelas esquivadas eram oriundas do medo. Vai, seja sincera, diz pro amor que aquela ferida ainda não cicatrizou, mas também não é mais motivo pra deixar oportunidades passarem. Diz que você aprendeu com os erros, mas não diz que não farão mais parte de você, pois ninguém melhor que ele pra saber que não há "amor perfeito". Diz pro amor que você, orgulhosa, fechou a porta, a janela, desligou o celular, apagou a luz e se cobriu, que você ali criou o seu mundo, que não necessitaria dele pra nada. Vai, levanta e diz tudo isso pro amor. Diz que você não quer mais colocar o trabalho em primeiro plano, que você abriu a porta e que o seu mundo se expandiu, que você, enfim, enxergou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai lá, vai. Diz pro amor. Diz, porque amor é sinônimo de perdão. Diz, porque o amor gosta de ser paparicado, e devolve na mesma moeda. Diz baixinho, diz no ouvido. Diz com rodeios. Mas não diz que você voltou, e sim que nunca foi. Vai lá, vai. Vai lá e desmonta o amor... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-9087023664987326838?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/9087023664987326838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/diz-pro-amor.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/9087023664987326838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/9087023664987326838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/diz-pro-amor.html' title='Diz pro amor.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-8039267450442070618</id><published>2010-05-09T19:56:00.002-03:00</published><updated>2011-09-26T04:32:15.525-03:00</updated><title type='text'>O amor acabou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S-c-UC8f1rI/AAAAAAAAAL4/hY7YgOdjom4/s1600/adeus.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela não sabia exatamente o motivo, mas era algo que a incomodava. Eles estavam de bem, inclusive há tempos não discutiam. Aparentemente, nada de errado, mas algo não a deixava levantar daquela poltrona no meio do filme, jogar fora o saco de pipoca amanteigada de microondas, tomar banho e ir pra casa dele. Não era preguiça, era mais. Ainda não havia percebido, mas já era de cristalina sabença; o amor havia acabado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decerto que chegar a essa conclusão não era tarefa das mais fáceis. Ela sabia que seu jeito plácido era o motivo de terem contornado tantos problemas. Aquele excesso de ciúmes já era coisa do passado. As insistentes ligações e mensagens de texto com fito de vigiar seus passos já não mais existiam. Aliás, por vezes ele esquecia seu número, ou o confundia com o de algum amigo. "Normal, ele é meio esquecidinho mesmo...", mas isso também não acontecia mais. Serenidade era a palavra-chave do atual momento, e isso é extremamente fatal; o amor sai à paisana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já não mais ficavam de braços entrelaçados na poltrona do cinema. Ele não a buscava mais na porta do curso com tanta frequência. "São só quatro quadras!". Aquele seu humor já não tinha a mesma graça. Seu sorriso já não mais o abrigava como em ventre. Porém, por subjetividade, diziam estar na fase madura, onde a euforia cede vez à tolerância, e tudo torna-se capricho. "São os estágios do amor, é assim que funciona." Quem disse?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor não deu nem tchau. Virou de costas e se foi, deixando-os falando sozinhos até agora, encenando, de maneira amadora, peça com final mais manjado que Romeu e Julieta. Tornaram-se atores em suas próprias vidas, do nada e pra nada. Na verdade aguardam o retorno do amor, como se este , arrependido e de mala e cuia, retomasse sua posição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ela disse que remaria contra a maré. Fato é que travaria uma luta estilo "Davi e Golias", e eu admirei sua tenacidade. "O amor acaba justamente pra, reencarnado, recomeçar! Mas acaba!", tentava eu, sem êxito, explicar. Mas travara uma batalha com fim anunciado; Metade da pipoca amanteigada em seu colo, metade no chão. Adormecera antes mesmo do término daquele filme... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-8039267450442070618?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/8039267450442070618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/o-amor-acabou.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8039267450442070618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8039267450442070618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/o-amor-acabou.html' title='O amor acabou'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-2684393073516649926</id><published>2010-05-04T10:39:00.004-03:00</published><updated>2011-09-26T04:31:20.857-03:00</updated><title type='text'>Aquele tal vestido.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez ela lamentou o fato de seu pai não lhe dar de presente aquele vestido que a Gisele Bundchen usou no último desfile. Disse que era o vestido mais lindo que já tinha visto. Até aí tudo bem, entendo de vestido da mesma forma que entendo de Aramaico. O curioso foi a frase posterior: "Eu ficaria linda naquele vestido..."&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a mulher diz algo assim, os homens precisam remeter àquela célebre frase: Mulher se arruma para as outras mulheres. Já a imaginei chegando em uma festa com o tal vestido, e as outras a olhando como se quisessem esganá-la de tanto ciúmes de sua belíssima indumentária. Se for isso, tudo bem. Também entendo de rinchazinha feminina como entendo de Aramaico. Mas e se não for somente isso?&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem mulheres que sabem perfeitamente o poder que têm sobre os homens. Essas nos fazem de cachorrinho,com coleirinha e enforcadora. Em contrapartida, existem outras que não fazem ideia do encanto que carregam junto a si, e preferem se estereotipar, usando o vestido que tal modelo desfilou, a joia que aquela atriz usou naquela foto na ilha de CARAS. Acho tudo isso meio engraçado.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não que seja pecado. Na verdade, até é, poderíamos definir como luxúria, um dos sete pecados capitais, mas se isso for fator preponderante na hora do seu julgamento final, pode ter certeza, já estava devendo. Sinistros à parte, tentarei ser sucinto:&amp;nbsp; Como ainda não percebeu que não necessita de nada disso?&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, se soubesse o quão charmosa estava com aquele &lt;i&gt;All Star &lt;/i&gt;branco meio encardido, aquela calça jeans com uns desfiadinhos, mas que se encaixa perfeitamente às suas curvas; o topzinho verde que você diz usar somente pra "bater", deixando o &lt;i&gt;piercing&lt;/i&gt; no umbigo à mostra; a caneta amarela prendendo o seu cabelo na altura de um rabo de cavalo, combinando com os seus óculos de grau que insistes em usar somente quando lê, e eu te enchendo o saco pra usá-lo cotidianamente, você diz que estou querendo tirar sarro de ti.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se soubesse que morro de felicidade quando estamos presos naquele trânsito infernal, e somos obrigados a nos aturarmos, você com aquele vestidinho comprado no brechó, em vez daquele tal vestido; com aquela sandalinha rasteira no lugar de um caríssimo salto plataforma.&amp;nbsp; aquelas pulseirinhas de couro, ao invés de pomposas joias? Sabe o nome disso? Chama-se encanto, simplesmente, sem derivados ou compostos.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São nessas horas que a verdadeira beleza se apresenta. Na hora que você está ali, enxugando o suor do rosto, debaixo daquele escaldante sol; quando compra uma latinha de guaraná e diz: "Putaqueopariu, que calor é esse?!", e ainda finaliza derrubando a bebida no jeans; olha pra mim e abre um sorriso meio que envergonhado e irritado, como quem diz: "Agora já era, né?" Sim, agora já era, não tem mais volta. Quem mandou se revelar bonita da forma mais encantadora?&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa é a verdadeira beleza. Vai por mim. Posso não entender nada de moda e de Aramaico, mas de você eu tenho Mestrado e Doutrado, por mais que ainda não saibas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-2684393073516649926?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/2684393073516649926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/aquele-tal-vestido.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/2684393073516649926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/2684393073516649926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/05/aquele-tal-vestido.html' title='Aquele tal vestido.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3712111766581946990</id><published>2010-04-29T00:31:00.002-03:00</published><updated>2010-12-27T03:30:29.649-02:00</updated><title type='text'>Eu não me renderia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S9j-Hj9Yd9I/AAAAAAAAAK8/jpeCrYdaj6A/s1600/f_heart1m_9b85a2c1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não me renderia. Ainda que fosse a última faísca, não me renderia. Gosto de bancar o forte, o imponente, o dono de mim, e as vezes, o dono de todos. E quem gosta de fazer isso não pode, em hipótese alguma, se render. Meu negócio é ter o controle da situação, então, sou enfático: Eu não me renderia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não gostaria de definir como prepotência, soberba, mas se é o que aparenta, pois que bem. Já pensou? Eu, logo eu, entregando-me por completo? Jamais. O que eu gosto mesmo é rir de maneira debochada, de te fazer de mais uma, de lhe colocar um número na testa e por este lhe identificar. De tirá-la deste local de destaque que persistes em permanecer, e jogá-la no meio da multidão. Sabe porque? Porque, de maneira alguma, eu me renderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venha me dizer que não há motivos pra tal, pois tu me conheces e não é de hoje. Como pode alguém se entregar de tal maneira? Será que essa sensação de levitar é tão maravilhosa assim, como você diz? Tratei de amarrar duas pedras ao meu tornozelo, pois, como sabes, eu não me renderia. Não me obrigue a fazer disso o meu divã, o ponto nevrálgico dos meus pensamentos, te peço. Se faço isso é por restar-me ainda algum resquício de sanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você sabe o porquê de eu não me render. Não me rendo porque sou assíduo expectador da novela da vida, do livro narrado ao meu redor. Decerto que não guardo qualquer sentimento ruim acerca de ti, infinitamente o contrário, mas, sinceramente, qual a necessidade de sermos mais dois nessa ficção diante de nossos olhos? É, ficção, ou você acha que, de fato, este utópico sentimento existe? É coisa que inventaram e deram nome!Fatos, falo de fatos! Estatísticas! Inclusive descerei do meu "pedestal", como você gosta de dizer e, desta vez, serei diferente: Nós dois, juntos, não nos renderemos. Que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu sei que tu percebes que não estou nos meus melhores dias. Sabes que as ofensas ditas não passam de blasfêmia. Não quero te fazer de mais uma, e mesmo se quisesse, não conseguiria, é mais forte que eu. Te identifico pela mais sublime de todas as palavras, aquela que nós escolhemos juntos. Não há mais como retirá-la de sua apoteose, já está alicerçada. Essa é a pura verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Estranho, quem desamarrou as pedras presas aos meus pés? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade, faz levitar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3712111766581946990?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3712111766581946990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/eu-nao-me-renderia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3712111766581946990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3712111766581946990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/eu-nao-me-renderia.html' title='Eu não me renderia.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7418914810329112248</id><published>2010-04-21T19:52:00.006-03:00</published><updated>2011-09-26T04:21:58.268-03:00</updated><title type='text'>Meu diferente amor.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho interessante observar as milhões de faces do amor. Às vezes surge de maneira exacerbada, de maneira subjetiva, e às vezes nem percebemos quando chega, apenas sentimos, e nem definir nós conseguimos. Foi vasculhando o meu baú de fotografias, que lembrei de um fato que se encaixa perfeitamente nesta última hipótese.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segunda série, ensino fundamental, oito anos de idade. Salvo engano, a primeira grande revelação do amor a mim. Recordo que todos tinham alguma paixãozinha no colégio. Na época, era definido como 'gostar'. 'Você gosta de quem?'. Todos tinham a sua preferida. Se bem que acho curioso essa maneira de definir o amor. Existe algo mais simples e, ao mesmo tempo, mais belo que ouvir um 'eu gosto de você.'? Com certeza não, porque&amp;nbsp;é simplesmente gostar mesmo.&amp;nbsp;É coisa de criança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas toda a sala tinha a sua princesa. Ela, que era sempre a primeira a ser procurada com o olhar quando o garoto fazia um gol na aula da educação física. 'Será que ela viu?'. Ela, a protagonista nas pecinhas de teatro de final de ano, que você rezava pra todos os santos pra ser o seu par na festa junina ou a sua amiga oculta. É, ela, que monopolizava o coração dos meninos. E comigo não era diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por haver alguns coleguinhas com problemas de visão, os locais na sala de aula eram marcados pela tia. Cada um tinha o seu lugar fixo, que alternava mensalmente. Certa vez fui contemplado a sentar-me bem ao lado dela, durante um mês inteirinho. Não podia nem acreditar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era o mês de maio, mês da mães, recordo-me que naquela semana faríamos uns desenhos em homenagem a elas. Eu tinha um daqueles estojos grandes, de zíper, com hidrocor, lápis de cor, giz de cera... um verdadeiro arsenal de cores. Era a minha chance de, pela primeira vez, conversar com ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não deu muito certo. Ela havia pedido meus lápis de cor, mas todos estavam sem ponta. Me devolveu e virou pro lado. Poderia haver decepção maior pra um menino de oito anos? Não, não poderia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheguei em casa com uma missão: Deixar meus lápis de cor tinindo de tão bem apontados.&amp;nbsp;Havia motivo;&amp;nbsp;eu não poderia decepcioná-la novamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia seguinte, orgulhoso do meu trabalho na noite anterior, emprestei novamente o meu estojo. Dessa vez a resposta foi outra, bem diferente. Recordo-me até hoje, sem tirar nem pôr palavras:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Nossa, Brunno, que bonitinho, tudo apontadinho... quer desenhar comigo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poderia haver felicidade maior pra um menino de oito anos? Não, não poderia. Era época de um amor diferente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Nunca mais desapontei meus lápis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7418914810329112248?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7418914810329112248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/meu-diferente-amor.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7418914810329112248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7418914810329112248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/meu-diferente-amor.html' title='Meu diferente amor.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-631053011499341320</id><published>2010-04-17T20:57:00.006-03:00</published><updated>2011-09-26T04:18:59.281-03:00</updated><title type='text'>Observador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acha que não, mas eu reparo. Reparo quando ela se arruma fazendo combinações com as cores, reparo e a imagino em frente ao espelho, buscando uma maneira de 'ficar bonita'. Reparo quando ela prende o cabelo com a caneta, na intenção de mostrar sua tatuagem do pescoço, uma fada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reparo em suas subjetivas perguntas, querendo, através da minha resposta, fazer analogias às outras perguntas as quais não teve coragem de me fazer. Uma pena, não reparou quando abri um sorriso e dei bandeira branca pra ela continuar... Reparo também quando morde os lábios na intenção de mostrar o batom novo, quando ela coloca uma blusinha verde quando digo ser esta a minha cor preferida, quando comenta sobre algum filme do Almodóvar ou sobre alguma música de Jorge Drexler apenas pra me agradar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas eu sei que ela também repara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Repara quando a olho de canto de olho, repara que, em fração de segundos, esboço susto ao esbarrar com ela, assim, de repente. Repara que meu tom de voz é diferente ao falar com ela, que eu gaguejo, tusso, coço a cabeça. Repara também que não sei mentir ao simular aquele coincidente esbarrão pelos corredores. Ela repara que estou tremendo de frio, mas meu casaco está ali ao meu lado, dobradinho e perfumado, aguardando- a dizer "tá friozinho aqui, né?". Ela nem estava com frio, mas faz o comentário e repara no brilho dos meus olhos ao entregá-la o casaco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.Mas não reparamos em tudo. Não reparamos quando o outro chega por trás, coloca a mão sobre nossos olhos e faz a pergunta mais boba do mundo: "Adivinha quem é?" Ela não reparou quando coloquei aquela rosa sobre sua mesa, e&amp;nbsp; também não reparei que ela já tinha comprado as entradas do cinema assim que comentei querer assistir aquele filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem coisas que não podemos reparar. Ainda bem. Se reparassemos em tudo, não haveria acaso, não haveria surpresa, e o amor seria vendido na padaria da esquina, a preço de pãozinho francês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não repararmos em tudo é o motivo de o amor não necessitar de reparos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-631053011499341320?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/631053011499341320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/observador.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/631053011499341320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/631053011499341320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/observador.html' title='Observador'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7247789263645786284</id><published>2010-04-14T10:18:00.005-03:00</published><updated>2011-09-26T04:12:54.395-03:00</updated><title type='text'>Aquela noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela noite foi inesquecível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, não passava de uma enfadonha sexta-feira, daquelas em que o desgaste da semana sugava qualquer resquício de energia pra adentrar o sábado em algum barzinho, boate, o que fosse. No máximo, umas cervejinhas e uns petiscos, sozinho mesmo. Foi o que fiz, já estava de bom tamanho. Mas haviam motivos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre um gole e outro, lembrava de nossas conversas, ela indecisa, até um pouco constrangida face o meu interrogatório, não queria, juro, mas não pude controlar, era desejo de saber tudo sobre ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dei outro gole, petisquei um salame e gargalhei ao lembrar do quão conturbado fora o nosso primeiro contato, lia o "petulante" em sua mente quando eu a chamava de querida em tom muito mais que irônico; e eu me divertia... não havia jeito, estávamos unidos por uma causa maior, o encontro quase que diário era inevitável. Resolvi fazer dela o meu recreio; aquele seu jeito patricinha-nariz-em-pé das primeiras semanas, querendo me esganar, mas ao invés disso, abria um sorriso, eu pensava: "Ah, aquela fingida...".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostaria de lembrar do momento que ela deixou de ser a fingida, mas não consigo, o que me faz pensar que, desde o início, aquela implicanciazinha não passava de amor enrustido. Engraçado, físicamente não fazia muito o meu tipo, mas sempre achei isso uma palhaçada, só havia estereotipado minha opinião de "mulher perfeita pra mim" porque me perguntavam. Geralmente o amor escolhe exatamente o oposto da mulher que você considerava perfeita pra ti. Faz pra sacanear mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recordei do momento que resolvi apresentar-me de fato, com intuito de deixar aquela imagem de filhodaputa, feito por ela acerca de mim, pra trás. Tarefa das mais complicadas... mesmo sem querer, já havia logrado êxito em minha autodestruição, mas estava disposto a correr atrás do prejuízo. Não sabia onde ela morava, seu time, sua cor preferida... resumindo, estava zerado. Ah, que linda cara de assustada ela fez ao reparar o diferente tom da minha conversa, dessa vez, sem petulâncias. Arisca, pouco me dizia, talvez assustada com meu bombardeio de informações, o "interrogatório" citado anteriormente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tudo bem. Educada como sempre, soube conduzir. Disse que gostava de MPB, e que frequentava um barzinho próximo de sua casa, famoso por sempre ter um cantor deste gênero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali estava a minha chance... convidei-a a ir comigo, mas me disse que, de repente, poderíamos nos esbarrar por lá, mas não me dava certeza, estava cansada. Perguntei a probabilidade, e ouvi como resposta: uma em mil. Tudo bem, pra quem até dez minutos atrás era petulante, já estava no lucro, e sabia que o jogo duro fazia parte de suas artimanhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sobraram alternativas senão render-me às cervejas e aos petiscos, com os meus pensamentos monopolizados por ela. O cansaço acumulado da semana me dominava, e já conseguia enxergar Morfeu me chamando para o seu reino, quando, do nada, parei pra pensar na resposta que ouvi: uma em mil...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Uma&lt;/b&gt; em mil...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dava tempo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É, aquela "enfadonha" noite foi realmente inesquecível...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7247789263645786284?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7247789263645786284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/aquela-noite-foi-inesquecivel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7247789263645786284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7247789263645786284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/aquela-noite-foi-inesquecivel.html' title='Aquela noite'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4010155138008562240</id><published>2010-04-11T18:49:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T04:11:27.996-03:00</updated><title type='text'>Passo a passo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S8JRFnJpJxI/AAAAAAAAAKc/vRPDHm7Yz70/s1600/MaosDadas.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S8JRFnJpJxI/AAAAAAAAAKc/vRPDHm7Yz70/s1600/MaosDadas.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bato palmas à sua chegada, mas finjo não ter visto. De canto de olho. Respiro fundo e continuo meus afazeres. Jogo duro, hajo naturalmente em minha introspecção, e digno de receber aplausos e prêmios por minha perfeita atuação no "quase eu", por mais que eu não deseje, mas a vontade de, por ti, atingir a perfeição, transgride.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brinco de maquiar a coincidência, tornei-me o senhor do meu tempo, e o meu tempo só é válido quando a vejo. Às vezes, ganho um sorriso. Peço licença e vou à lua, bem rapidinho. Será que ela reparou a minha viagem? De qualquer forma, retribuo, com a máxima vontade de acrescentar, infinitamente. Bebo um gole d'água e retorno; não dava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes inintendível. Finjo ser dominador da situação, voz forte, pomposo de mim, quando na verdade brinco com a verossimilhança, ando em círculo, sei disso, jogo o jogo com as armas que tenho, plácido, estrategista, não posso e não quero perder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prendo-me ao seu bruxismo. Hipnose instantânea, vinda não sei de onde, mas não daqui, por certo. Flagro-me indefeso, cru, inebriando-me com seu sorriso tímido, mas sorriso fácil, misterioso porém revelador; paraliso e suo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tarefa das mais fáceis, admirá-la. Beleza frente e verso, dentro e fora, inexorável, inconfundível ao paradoxar com jeito acanhado, por vezes assustado, pedindo refúgio, abrigo. Fortaleza de cartas de baralhos torno-me ao flagrar sua soberania. Faz magia e sou cobaia, faz que pesca e eu sou a isca, mergulho de cabeça, estou rendido às antíteses que me proporcionas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez a vontade do agrado seja proporcional ao medo do passo em falso, vou devagar, chego de canto, mansinho, sei que percebes mas não demonstra, faz parte do encanto teu, de nuances, de desviar, como de reflexo, seu olhar de mim ao flagrar meu olhar em ti, coisa de criança, coisa gostosa; admito, estou entregue. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É dada a hora, tento prolongar, por vezes tu esquivas, mas sorrio, admiro sua apoteose. As horas do meu fim de dia voltarão a ser reles horas, minhas tarefas voltarão a ser simples tarefas. Regressei, não queria, eu sei, mas alegro-me ao lembrar que não muito tarde verei-te retornar; explodirei, mas fingirei marasmo, até o dia em que transcendermos. Vou passo a passo. Não tardará, já acorrentou. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4010155138008562240?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4010155138008562240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/passo-passo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4010155138008562240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4010155138008562240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/passo-passo.html' title='Passo a passo.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7795691711171111852</id><published>2010-04-06T22:12:00.002-03:00</published><updated>2011-06-16T22:39:09.981-03:00</updated><title type='text'>Onde eu moro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S7vcAreS4vI/AAAAAAAAAKM/1yTiGrDwWtA/s1600/caixinha+de+lembra+copy.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Onde eu moro não tem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde eu moro não tem padaria, nem banca de jornal. Onde eu moro não passa ônibus. Onde eu moro não tem cinema e não tem teatro e nem tem videolocadora. Onde eu moro eu não vejo filmes. Onde eu moro não tem piscina. A noite eu não ligo o ventilador e nem ligo o ar condicionado, porque onde eu moro não tem nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde eu moro não tem televisão e nem tem computador. Não tem papel e não tem caneta. Onde eu moro eu não escrevo. S&lt;span style="font-style: italic;"&gt;hoppings&lt;/span&gt; e lojas? Onde eu moro não tem não. Onde eu moro não tem colégio e não tem universidade. Onde eu moro não me ensinam. Onde eu moro não tem prédios, não tem avenidas e nem alamedas. Onde eu moro não tem nem uma ruelazinha sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde eu moro não tem política. Onde eu moro não tem nem Presidente, nem Senador, nem Governador e nem Prefeito. Onde eu moro não tem legisladores e não tem legislação. Onde eu moro não tem gabinetes. Nem secretárias tem , onde eu moro. Não tem palacetes e nem tem Excelentíssimos. Onde eu moro não tem o Código Penal e nem o Código Civil. Onde eu moro não tem CPI e nem mala e nem cueca. É meio engraçado onde eu moro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde eu moro não tem gente. Onde eu moro não tem bombeiro, nem soldado, nem médico. Bom dia, boa tarde e boa noite? Onde eu moro não tem nada disso. Onde eu moro não tem prosa. Onde moro não tem casais discutindo e nem casais amando. Onde eu moro não tem mulher... por isso que onde eu moro é meio assim, assim. Onde eu moro eu não xingo e eu nem elogio. Onde eu moro eu não sou romântico, também não sou rude não. Onde eu moro eu simplesmente 'não' porque onde eu moro, moro só eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde eu moro não tem regras. Onde eu moro eu não obedeço a nada e nada me obedece. Onde eu moro não tem hierarquia. Onde eu moro eu não peço, mas onde eu moro eu também não mando. Onde eu moro não tem muro, é infinito. Onde eu moro eu fiz por onde. Onde eu moro não tem limites. Onde eu moro eu vou e vou... e vôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7795691711171111852?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7795691711171111852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/onde-eu-moro.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7795691711171111852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7795691711171111852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/onde-eu-moro.html' title='Onde eu moro'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1874825423248883650</id><published>2010-04-02T13:11:00.004-03:00</published><updated>2011-09-26T04:10:36.674-03:00</updated><title type='text'>Tramoias do amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S7YXoxMmsBI/AAAAAAAAAKE/8ZaicjvuY2w/s1600/265534rg9cfeysp5.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero-me o tipo do cara que ri para o amor. Ri, não sorri. Sorrir é refletir a alma, é transparecer si próprio. Sorrir é sublime. Rir é cafajestagem, deboche. Justamente o que faço. Não que eu ache digno de vangloriar-me, mas não gosto de 'encher a bola' do amor. É aquela velha conversa: Se tratar com excessivo carinho, uma hora você será trocado por um cafajeste. Então conduzo à rédea curta. E aconselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definição para o amor podemos encontrar às pencas, todas no mais alto nível de exaltação. Porque o amor é apenas lindo, majestoso, transcedental? O amor não se sustenta apenas em seu heroísmo, vai mais além, e esse além equivale ao seu oposto, ao seu lado menos glamouroso. Sim, o amor também tem a sua face vilã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilania por vezes não perceptível, ou confundida com destino, com acaso. Amor é coadjuvante mas, egocêntrico, gosta de ser o protagonista. É só dar uma brecha. Amor não entra em campo pra perder, e assim o manipula, o faz de fantoche. O que fazer? Como se desvencilhar? Já era. Você estendeu a mão, mas o amor quer o braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo clássico: Você é inteligente, tem bom papo, um futuro brilhante pela frente, bem apessoada. Sabe que há pretendentes, e não são poucos. Mas de que vale, se você quer apenas uma pessoa? Seria uma massagem no ego? Podemos dizer que sim, mas não é nada que não seja de sua absoluta certeza. Então, como manda o &lt;i&gt;script&lt;/i&gt;, você se interessa por uma pessoa. Tudo nos conformes, certo? Errado. Eis que surge o grande vilão da história: O amor. Esta pessoa, justamente essa, não enxerga nada demais em você. Fim da história: Toco. Seria cômico se não fosse trágico. Vários no seu pé, mas você prefere um único, e este, por sua vez, não a enxerga da maneira como você esperava. Foi azar? Não. É apenas mais uma tramóia do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor gosta de ser moleque, de ser tratado com mimo, de conquistar por sua essência. Mas comigo é diferente. Se o amor é herói, o chamo de anti-herói. Se é sublime, pra mim é apenas mais um. Apoteótico? Que nada! É um reles mortal, esse tal de amor! Se pensa que serei mais um de seus brinquedinhos, vai provar do próprio veneno! Vou usar do efeito inverso. Quem comanda agora sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim travamos, o amor e eu, essa esquizofrenica batalha, ainda não encerrada por motivo de mútuo orgulho. Queda de braços daquelas de dar gosto de assistir, mas admito: Tenho medo de ser o vencedor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1874825423248883650?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1874825423248883650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/considero-me-o-tipo-do-cara-que-ri-para.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1874825423248883650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1874825423248883650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/04/considero-me-o-tipo-do-cara-que-ri-para.html' title='Tramoias do amor'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3736259660279257272</id><published>2010-03-27T22:04:00.002-03:00</published><updated>2011-09-26T04:09:50.771-03:00</updated><title type='text'>Minha peculiar paixão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S665NflfZSI/AAAAAAAAAJ8/Ta5FBYARIEA/s1600/palavras.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S665NflfZSI/AAAAAAAAAJ8/Ta5FBYARIEA/s1600/palavras.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou apaixonado pela palavra, nem sei desde quando. Paixão daquelas de rodeios, de insinuações mútuas. Na verdade, a persuasão foi maior por parte dela (sem querer me gabar), a ponto de ver-me sem resistência. E olha que eu relutei... mas é aquela velha história: Paixão quando chega, vem como um tsunami, e salve-se quem puder. Ou quiser. Comigo não foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive uma quedinha por ela, mas pensava que fosse aquela atraçãozinha efêmera, que dá e passa. Puro engano. Mas era de maneira subjetiva, admirava apenas à distância, daquele tipo 'bonita e simpática, mas não daríamos certo juntos'. Ela era bonita quando escrita por outros, não por mim. Sim, era um pensamento covarde e preguiçoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá pra afirmar que nossos caminhos sempre foram de extrema discrepância. Trocando em miúdos, nunca fomos apresentados, assim, formalmente. Leitura pra mim, até bem pouco tempo, equivalia ao caderno de esportes e ao desespero às vésperas de prova. Sei que pegaria bem se dissesse aqui que sou assíduo leitor de Machado de Assis, Rubem braga, Veríssimo, Martha, mas porra nenhuma. Em suma: Afinidade zero. Até hoje não sei porque fui escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que admitir, 'oposto' seria eufemismo. Também sou o inverso do seu tipo de cara preferido, aquele sujeito barbudo, que usa óculos mesmo tendo a visão perfeita, de camisa pólo quadriculada, que aos sábados não abre mão de assistir à estréia daquela peça de teatro ou de uma nova exposição no centro cultural. Não definiria como &lt;i&gt;'nerd', &lt;/i&gt;isso lembra os meus tempos de escola. Chamaria de '&lt;i&gt;cult', &lt;/i&gt;sujeito com conteúdo pra dar e vender. Não chego nem perto desse estereótipo. Querem um exemplo? Frequento micareta. Não preciso falar mais nada, né? Então de onde diabos surgiu esse amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá. Mas hoje em dia, analisando imparcialmente, diria que a achava encantadora demais pra mim. Muita areia pro meu caminhãozinho. Às vezes ela me olhava e abria um sorriso, mas sempre imaginava que fosse pra outro. O que ela via de tão especial em mim? Então, cego por opção, passava batido perante suas escancaradas investidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há alguém mais segura e dona de si que as palavras? Garanto que não, pois experimentei de sua ira. Se traduzirmos para o mundo da micareta, diria que fui agarrado a força sem tempo de reação. Preciso admitir: Usou e abusou de mim, não havia como relutar. Aí deixei levar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E levou mesmo. Hoje, diria que estamos namorando, mas não é um namoro muito comum. Não à toa digo que sou chantageado pelas palavras. É verdade. Ela é a voz forte da relação. Manda e eu obedeço e, nesse caso, admito que gosto de sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o simples fato de saber que esse romance não se desgasta com o tempo, muito pelo contrário até, já é motivo suficiente pra eu admitir, sem medo: Sou um autêntico masoquista literário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3736259660279257272?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3736259660279257272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/minha-peculiar-paixao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3736259660279257272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3736259660279257272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/minha-peculiar-paixao.html' title='Minha peculiar paixão'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1778039690641003910</id><published>2010-03-21T21:43:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T04:08:59.281-03:00</updated><title type='text'>Olha que coisa mais linda...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S6a9kYy_fiI/AAAAAAAAAJ0/qgG_4JNfi3k/s1600-h/enchanted4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S6a9kYy_fiI/AAAAAAAAAJ0/qgG_4JNfi3k/s1600-h/enchanted4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela se destacava na paisagem. Não haviam rosas, pássaros ou esculturas que equivalessem à sua beleza. Beleza simples. Sem efeitos e sem defeitos. Sem maquiagens, sem olheiras, sem &lt;i&gt;photoshop&lt;/i&gt; e sem rugas. Beleza nua. Fascinante. Mas aparentava uma tristeza, uma baixa estima, como se nao houvesse diferença entre ela e o pedregulho ao seu lado. Não conseguia entender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que gosto da beleza paradoxal. Escancarada e simples ao mesmo tempo. Aquela que não faz jus a retoques, pois é advinda de graça divina. É beleza primitiva, que não leva nome, você bate o olho e vê. Aquela que não se compra em farmácia nem clínicas. É  oriunda de mãe, de ventre materno...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beleza natural, somada a beleza artificial, não equivale a beleza transcedental, utópica. Ainda bem! Não desejamos mulheres de máscaras, dupla-face, "sujas" de tanto cosméticos. Até porque a verdadeira beleza não quer saber se a mulher tem a pele seca ou oleosa, cabelos ressacados ou quebradiços.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conhecem esse tipo de beleza? Pois é, mas acho que ela não conhece. E não há quem seja capaz de lhe abrir os olhos, pois não é de se avisar. É de se sentir e se acostumar, pois não é mais coisa comum. Isso dá uma pena... por muitas vezes é considerado sinônimo de desleixo, de inadequação e, inacreditavelmente, de feiura. Acho que ela pensa exatamente isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irônicamente, ela não precisa de absolutamente nada para ser linda. Na verdade, seu caso é o oposto: Precisaria se esforçar -e muito- se resolvesse esconder aqueles olhos claros cor de hipnotização, pele macia como um sussurro ao pé do ouvido, cabelo escorrido-nascente-de-rio, sua cor branquinha e às vezes vermelha por horas a mais ao sol; um charme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Linda simplesmente por ser. Linda porque acorda com a cara amassada, porque seus cabelos esvoaçam quando anda de carro. Linda porque sua pele tem o cheiro primitivo de mulher, e porque sua boca tem um gosto indescritível, porém viciante, ao invés de frutas artificiais. As &lt;i&gt;"Victória's Secret"&lt;/i&gt; que me perdoem, mas eu gosto mesmo é de mulher em&lt;i&gt; stricto sensu.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, se ela soubesse que quando ela passa, o mundo interinho se enche de graça, e fica mais lindo &lt;b style="font-weight: normal;"&gt;única e simplesmente&lt;/b&gt; por causa do amor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1778039690641003910?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1778039690641003910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/olha-que-coisa-mais-linda.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1778039690641003910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1778039690641003910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/olha-que-coisa-mais-linda.html' title='Olha que coisa mais linda...'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-1653295875671099848</id><published>2010-03-15T15:08:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T04:03:15.090-03:00</updated><title type='text'>Cidadão do mundo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S554fvzitPI/AAAAAAAAAJs/3Mx3Xu6MHz8/s1600-h/O_MUND%7E1.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S554fvzitPI/AAAAAAAAAJs/3Mx3Xu6MHz8/s1600-h/O_MUND%7E1.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Céu nublado, cinzento, ameaçando desabar aquele dilúvio. Mas deparo-me com um escaldante sol. Estou no lugar errado ou o clima não se adequou a mim? Não sou egocêntrico, fico com a primeira opção, mas a segunda se encaixaria perfeitamente. Não sou daqui. Ou melhor, não sou apenas daqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cosmopolita. O acaso é meu melhor amigo, meu companheiro. Faço questão de carregar o medo junto a mim, pois seu efeito é reverso justamente quando preciso. Pronto, já fiz minha mala. Mas não deveria. Não estou saindo em viagem, e sim passeando por meu terreno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho passaporte, meu destino é uno: O todo. Minha nacionalidade é universal, o hino eu mesmo componho, e a bandeira que exponho com orgulho é a bandeira branca. Meu país é azul em sua grande maioria. Azul da cor da harmonia. Sou patriota pra caramba, morro de orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse país, as coisas são um pouco diferentes do considerado convencional. Não torço pra nenhum time de futebol, sou ateu. Odeio política, prefiro ar fresco. E não pense que sigo uma daquelas ideologias estereotipadas, ou que eu seja algum tipo de revolucionário, nada disso. Minha ideologia é instintiva, e você conhece, mas as vezes não reconhece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha casa é revestida do mais alto luxo. O teto é adornado por estrelas e nuvens, e é na parede que o sol nasce e adormece diariamente. Mas sou preocupado demais com a decoração, às vezes o sol nasce por trás das montanhas, às vezes emerge do oceano e banha-se merecidamente em sua despedida. Sinceramente, essa é a minha tonalidade preferida&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma de minhas maiores bençãos é ser dotado do poder de voar. Voar sem pensar em limites, sem pensar em destino, sem pensar em futuro. Vôo pra onde meu sexto sentido me obriga. Vôo porque sou curioso, porque sou inquieto, porque sacia meus anseios. Mas vôo mesmo simplesmente por voar, pelo prazer que me causa. Vôo porque já estive engaiolado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes, sou questionado acerca do amanhã, e não consigo entender o motivo. Porque encarar com temor? Afirmo enfaticamente: Do amanhã não tenho medo. Nunca tive. Não passa de invenção barata. A esse questionamento, gosto de responder que vivo o meu eterno hoje. Deixo o amanhã pra mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;'Cidadão do mundo'. Fui rotulado, injustamente. Genérico demais diante de tantas especificidades. Mundo é muito 'tudo', consequentemente, muito pouco. Não é cabível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Venha comigo, mas não se assuste caso tenha a impressão de que algo lhe é familiar. Isso não é um&lt;i&gt; déjà vu, &lt;/i&gt;você apenas retornou. Seja bem-vindo novamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-1653295875671099848?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/1653295875671099848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/ceu-nublado-cinzento-ameacando-desabar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1653295875671099848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/1653295875671099848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/ceu-nublado-cinzento-ameacando-desabar.html' title='Cidadão do mundo.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3847294414740859234</id><published>2010-03-07T19:35:00.004-03:00</published><updated>2011-09-26T03:59:38.014-03:00</updated><title type='text'>Senta e escuta.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S5QqUGo8BLI/AAAAAAAAAJc/uTUoH0Pmfnk/s1600-h/amor22Dooutrolado.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S5QqUGo8BLI/AAAAAAAAAJc/uTUoH0Pmfnk/s1600-h/amor22Dooutrolado.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquele velho papo, mais uma vez. E eu, tolamente, contando os dias, horas e minutos. Lembra da última vez? Tenho certeza que não. Pois eu lembro. De tudo. Não tenho memória fotográfica, mas existem momentos que, de tão importantes, nos fazem lembrar detalhes que não perceberíamos em outras ocasiões. Na verdade, nem diria 'lembrar'. Diria 'não esquecer'. São bem diferentes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo bem, não poderia lhe cobrar nada mesmo, nunca tivemos nada oficializado, 'de papel passado', mas sinceramente, precisaria? Ou tudo aquilo não passou de diversão? Só pode... Acho que nem a pessoa mais fria desse mundo seria capaz de brincar com sentimento alheio da maneira como você fez. E não pense que pretendo me passar por vítima, pois tu sabes que não estou mentindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se sua intenção era colocar um ponto final, poderia ao menos ter dito a verdade. É óbvio que eu iria sofrer, mas teria que aceitar. Ou não! Seria capaz de lhe mostrar o quão feliz você seria ao meu lado. É isso mesmo! Tenho certeza que meu sentimento por você é suficientemente forte a ponto de começarmos do zero novamente. Aquelas coisas gostosas, como um descobrindo o outro, aquela magia e perfeição dos primeiros encontros... talvez algo tenha faltado nesse momento, poderíamos, juntos, redescobrir. Mas você preferiu outro caminho...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque dizia aquelas coisas? Apenas porque não era possível olhar no fundo de seus olhos e averiguar a veracidade? Isso tem nome, e chama-se covardia. Porque plantou e cultivou um sentimento que, desde o começo, sabia que não seria correspondido? Precisava de auto-afirmação? Na verdade, isso faz o seu tipo mesmo, exibir-se a fim de ouvir aquelas cantadinhas baratas, que só servem pra aumentar o ego de pessoas como você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foram poucas as vezes que saí de órbita por tanto pensar em ti. O que estaria fazendo naquele exato momento, e se também estaria pensando em mim. Por vezes, eu achava que sim. E adorava achar isso. Sabe porque? Imaginava ser recíproco. Imaginava, não. Tinha a certeza. Uma certeza alimentada por suas doces palavras, doces gestos e, principalmente, por aquelas implícitas demonstrações as quais você nem percebia, mas eu sim. E me deixava nas nuvens...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas hoje as coisas estão diferentes. Você precisou de um pouco mais de cinco minutos pra esfacelar aquele sentimento que eu adorava. Não foi sem educação, nem nada parecido, eu sei, talvez isso que me assuste mais. Mas não soube tratar-me da maneira como merecia. Tapete vermelho? Longe disso. Mas a frieza, muitas vezes, é bem mais dolorida que a má educação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num afã de vingança, adoraria dizer que já não penso mais em nós, ou que já te substituí, mas estaria mentindo. Sinceramente, ainda espero aquela sua prometida ligação. Eu sei, a vontade de sofrer é minha melhor amiga, mas a vida não é um conto de fadas mesmo... Assim, fico buscando a resposta, e estou a anos-luz de encontrá-la. Porque? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3847294414740859234?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3847294414740859234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/senta-e-escuta.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3847294414740859234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3847294414740859234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/senta-e-escuta.html' title='Senta e escuta.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-109841946026986136</id><published>2010-03-03T20:00:00.004-03:00</published><updated>2011-08-07T19:07:05.737-03:00</updated><title type='text'>Porque os homens não ligam</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noitada. Troca de olhares. Aproximação. Beijo na boca. Mais beijo na boca. Interesses em comum. Promessas recíprocas. Troca de telefone. 'Amanhã eu te ligo'. Você vai embora feliz, e eu não consigo acreditar. Seja sincera, nem você acreditou. Essa é a regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ué, essa é a regra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos de maneira genérica, porém diretos: Homem tem fobia a telefone. Falo por experiência própria. A primeira coisa que penso quando atendo o telefone, é no momento que desligarei. Como se fosse uma barata na versão feminina, mas este não se mata com uma chinelada. Discutir relação por telefone? Nem se atreva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Mas porque ele anotou o telefone se não ligará?' Pergunta complexa. Respostas? Mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos iniciar pela desculpa mais 'bonitinha'. O cara simplesmente esqueceu. É, esqueceu. Não é possível? É perfeitamente possível. Você sabe o que o garanhão fez antes de esbarrar contigo naquela pista de dança extremamente cheia, por volta de duas da manhã? E aquela coincidência chata, o telefone tocou, o amigo passando mal. Não há como deixar o camarada nessa situação. Então, como um super herói, seu Don Juan vai acudir o amigo. Ou será uma 'amiga'? Enfim, é embalado por aquele pop-chiclete "valeu, foi bom, adeus!". Nesse ritmo mesmo, micareta. Atrás do trio elétrico. Pode ser que te ligue, mas ainda está contactando a décima terceira. Tenha calma, sua hora chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também o caso do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt;. O número do telefone equivale a uma medalha de ouro. Quantas medalhas é possível conseguir em uma noite? Nesse caso, o que vale mesmo é o dia seguinte, ou o pós-night no cachorro-quente. A grande disputa, quem foi o bicho-papão dessas 'olimpíadas'? Façamos as contas! Analisando bem, não é toda noite que se conhece um atleta, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como não mencionar um fator preponderante nesse assunto: O fator álcool. Que neste caso, pesa para os dois lados. Porque ele levou quase meia hora pra anotar o seu número? Na verdade, o energúmeno via três de você, imagina quantos números haviam naquele telefone? Assim, no dia seguinte, mergulhado naquele mar de ressaca, apenas por curiosidade, resolve fuçar a agenda do celular e, inexplicavelmente, surgem alguns novos contatos, como num passe de mágica. 'De onde surgiram esses nomes?', é sempre o primeiro pensamento. Depois dessa, nao há mais o que esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, se você não estivesse naquele tão alto grau de ebriedade, jamais daria o número para aquele sujeito esquisito, contador de histórias, péssimo dançarino, além de usar uma camisa que até sua avó chamaria de trapo. Nesse caso, o efeito é reverso. Você reza para o estrupício não te ligar. Mas esse -logo esse! - te liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas justiça seja feita. A culpa nem sempre é exclusivamente do homem. Há exceção. A troca de telefones, cumulado com um tantinho de má sorte. No dia seguinte, feliz em te conhecer, o rapaz quebra todos os protocolos exitentes e te liga. Porém, justamente no horário da sua aula de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spinning. &lt;/span&gt;Logo após, você vê a chamada e retorna. Mas precisava ser na hora do futebol? Danou-se. 'Ligar de novo? Não mesmo! Equivaleria a me ajoelhar perante ela e pedir-lhe em casamento!' Porque a mulher não liga novamente? 'Jamais! Seria como esfregar minhas partes íntimas na cara dele! Tô fora!'. Quem é o mais orgulhoso? Pouco importa, no final das contas chegarão juntos a lugar algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que a noite não sirva pra conhecer alguém interessante. Parto de premissa que, nesse assunto, qualquer lugar é lugar. Sem estereotiparmos. E porque não se dar essa chance? Acredito que um simples sorriso valha mais que cinquenta maneiras diferentes de contatctá-la. O telefone dever ser apenas um coadjuvante, ou seja, apenas para auxiliar, complementar os protagonistas. Nunca em primeiro lugar, como se fosse um contrato, impondo obrigações mútuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mesmo assim o cara não te ligar, siga meu conselho: Ligue. Ligue o 'foda-se' e parta pra outro. Sou mais você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-109841946026986136?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/109841946026986136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/porque-os-caras-nao-ligam.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/109841946026986136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/109841946026986136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/03/porque-os-caras-nao-ligam.html' title='Porque os homens não ligam'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3974899479790344137</id><published>2010-02-23T17:12:00.003-03:00</published><updated>2011-09-26T03:58:25.496-03:00</updated><title type='text'>Minha cigarra de estimação.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQO6GU4cFI/AAAAAAAAANw/WbhH03Lm1Eo/s1600/0002qh6s_htm.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQO6GU4cFI/AAAAAAAAANw/WbhH03Lm1Eo/s1600/0002qh6s_htm.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca consegui enxergar uma cigarra cantando na àrvore. Já tentei, e muito, mas parece que se camuflam, como se fossem invisíveis aos nossos olhos. Já nem mais as procurava, se cantavam de um lado, eu ia para o outro, eis que ocorre o processo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram por volta de onze da noite. Jantava sossegadamente, quando um inseto voador adentra pela janela da sala, num voo extremamente vagaroso e desengonçado. Parecia ter feito um pouso de emergência no piso da sala. Pensei ser um besouro ou um zangão. Sinceramente, já não me surpreendo mais com a súbita chegada desses seres. Depois que recebi um 'bom dia' de um morcego, pendurado de ponta cabeça no lustre da minha sala, e dos corriqueiros passeios dos miquinhos pelos fios dos postes, nada mais seria inesperado. Antes que sua imaginação ganhe asas: Não, eu não sou índio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui reconhecer o repentino visitante, mas minha mãe foi enfática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma cigarra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei de jantar na mesma hora. Enfim, vi de perto aquele inseto que teima  fugir dos meus olhos nas àrvores, que só conhecia pelos livros de Biologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui empurrando-a vagarosamente para o lado de fora. Parecia estar machucada. Mas o que eu poderia fazer? Vai que ela resolve mostrar seus dotes artísticos e começa a cantar no meio da sala, onde eco pouco é bobagem, às onze da noite? Não mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, com a cigarra devidamente colocada no lado de fora, continuei meus afazeres. Mas não demorou muito para ela entrar novamente. Desta vez, já rendido, não esbocei qualquer reação. Pousara próxima ao computador, onde eu curtia minha enfadonha insônia, e por ali ficou. Intacta. Imaginei que estvesse morta. Delicadamente, coloquei uma folha de revista debaixo dela. Pra quê? Sei lá, foi o que me veio à mente. E parece ter gostado, pois ensaiou um bater de asas, primeiro movimento até então. Respondi: 'De nada, cigarra', e continuei com minhas tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, pensava no momento em que minha companheira começaria a cantar. Já não seria mais tão ruim assim, na verdade, estava até curioso. Mas nada. Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando no pai-dos-burros virtual, descobri que algumas cigarras possuem um canto tão sensível, capaz de passar despercebido pelos ouvidos humanos. Devia ser o caso desta. Poderia estar cantando ali do meu lado a noite toda, e eu, do alto de minhas limitações, não ouvir. Que pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ali ficamos. Cigarra e eu. Durante toda a madrugada. Cúmplices recíprocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, ao retornar do trabalho, encontrei-a morta no mesmo lugar onde deixara. Por uma fração de segundo, senti tristeza. Mas não havia o porquê. A natureza seguira seu caminho normal. Amanhã serei eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, tomado por esse -egoístico?- sentimento, deitei no sofá e cochilei. Minutos depois, fui despertado por um canto de cigarra, provavelmente vindouro do coqueiro, único na varanda. Não precisei pestanejar. Lá estava a cigarra, cantando ao caule da àrvore, bem diante dos meus olhos. Dessa vez, sem qualquer dificuldade de achá-la, pelo contrário, parecia se mostrar, imponente e pomposa do seu cantar, como se cumprisse com alguma dívida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mágico...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3974899479790344137?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3974899479790344137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/minha-cigarra-de-estimacao.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3974899479790344137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3974899479790344137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/minha-cigarra-de-estimacao.html' title='Minha cigarra de estimação.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5002213589265724267</id><published>2010-02-19T22:04:00.003-02:00</published><updated>2011-09-26T03:56:30.663-03:00</updated><title type='text'>Por mim mesmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S38ntgi5u5I/AAAAAAAAAHU/qss-9SQ4hDQ/s1600-h/sombra1.jpg"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse escolher uma palavra que não gostasse, em todo o dicionário, provavelmente seria 'estereótipo'. É definida como invariável, inalterável, fixo. Não muda. Sempre a mesma coisa, ontem hoje e sempre. Marasmo, inércia. Sentidos mil poderíamos aplicar, mas acredito que a mais cabível seria também a mais simples: 'Definição'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que quem se define, se limita. Eu iria mais além. Não apenas se limita. Se diminui, se retroage, se 'anda pra trás', se 'isso eu não posso'. Resumindo, se envergonha. Mesmo que não perceba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas das perguntas mais covardes que já inventaram foi: 'Quem é você?' Por vezes, vê-se na obrigação de responder. Qualidades? Mil. Defeitos? Aqueles com ar de eufemismo: Ansioso, tenaz em excesso. Mentira? Jamais. Apenas tenta, inutilmente, responder algo que não há resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem use de alguns artifícios para buscar a solução. Fotografia? É pouco, quase nada. Todas cegas, surdas e mudas. Servem para recordar, para o "pra trás". Nunca será um retrato teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer de um espelho? Pode passar horas e horas a frente de um, jamais o refletirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetos e mais objetos. Nenhuma definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia eu guardo em um baú. Na minha casa não há espelhos, e adjetivos eu chamo de pleonasmo. Sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu? Não sei, graças a Deus. O dia que souber, não haverá mais nada a fazer. Fim. Serei mais um exemplo da palavra mais temida por mim, e isso eu me recuso. Que dessa esquizofrenia eu jamais me cure. Você é capaz de difinir-se? Duvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céus! Será que nunca seremos nós mesmos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? Tomara.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5002213589265724267?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5002213589265724267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/por-mim-mesmo.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5002213589265724267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5002213589265724267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/por-mim-mesmo.html' title='Por mim mesmo'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7264340798979776888</id><published>2010-02-09T23:28:00.002-02:00</published><updated>2011-09-26T03:55:01.302-03:00</updated><title type='text'>Nosso pós-carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQL5j5IbZI/AAAAAAAAANo/b_bJcB6yc3E/s1600/eros.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQL5j5IbZI/AAAAAAAAANo/b_bJcB6yc3E/s1600/eros.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soa de maneira engraçada. Acredito ser até bem comum, principalmente nesta época do ano. Verão, praia, festas, carnaval... Como se este período fosse idealizado apenas para os solteiros. E deve ser mesmo. Mas com prazo -restritíssimo- de validade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a quarta-feira de cinzas decreta uma nova fase na vida de alguns solteiros. Encerrado esse período tão aguardado, findo o horário de verão, terminada as férias do trabalho e da faculdade... Em suma, o início do ano. Como dizem que amor de praia não sobe serra, admita, retornou à estaca zero. Andou em circulos durante o verão. Eu sei, não há problema,  o verão foi feito pra isso mesmo, certo? Então, com o ego nas alturas, com aquele ar de missão cumprida, você destoa a frase mais ouvida no pós-verão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, agora vou namorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria cômico se não fosse trágico. Decerto há a atenuante do calor do momento, cumulada com a depressão advinda com o fim do carnaval, mas como dizem por aí, toda a mentira tem seu fundo de verdade, e neste caso não é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria uma subjetiva carência resultante do "beija, beija, tá calor, tá calor"? Pode ser que sim. É como ter tudo e nada ao mesmo tempo. A linha é bem tênue...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai passar o outono e o inverno desacompanhada? Jamais. Logo, a solução é extremamente simples. Arrume um namorado! Lógico! Como não pensou nisso antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por você não ser filha de Eros e Afrodite, deuses do amor e, consequentemente, não ser dotada de tal poder. Parece até que estes resolveram tiras férias durante o verão, e retornarão àvidos posteriormente, a fim de recuperar o tempo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se namorar fosse comprar aquele lanche quando se sente fome, aquele tênis que te chamou atenção na vitrine. Resumindo: deu vontade, adquire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer que seja impossível, pois há quem arrisque juntando o útil ao agradável. Antes mal acompanhado do que só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser, mas duvido que resista ao primeiro 'hoje não posso, não estou muito bem', ao primeiro 'não gosto desse filme, podemos ver outro?'. Sente-se indiferente caso não receba uma mensagem pela manhã contendo um 'eu te amo', não se incomoda caso não ouça um 'Nossa, como você tá linda!' quando termina de se arrumar pra ir ao shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito, também já soltei essa célebre frase. Não me sinto mal, não há pecado, apenas esqueci que algo tão grandioso é inerente a sensações impossíveis de definir, bem como a pequenas coisas que não podemos enxergar a olhos nus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois amigos meus foram mais além. Afirmam que encontrarão a amada até, no máximo, quinze dias após o carnaval. Tolamente, acompanharei. Se conseguirem, passarão a ser donos de uma das maiores invenções da humanidade, perdendo apenas para o òleo de peróba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tanto poder, prefiro ficar com os meus filmes e as minhas cervejas de sexta à noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7264340798979776888?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7264340798979776888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/nosso-pos-carnaval.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7264340798979776888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7264340798979776888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/nosso-pos-carnaval.html' title='Nosso pós-carnaval'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-9166053227262681517</id><published>2010-02-05T23:05:00.002-02:00</published><updated>2011-09-26T03:54:17.411-03:00</updated><title type='text'>O mistério das rosas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQKEtYcOdI/AAAAAAAAANg/wlqycsmTuGM/s1600/Bot%25C3%25A3o-Rosas-Chocolates_03.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQKEtYcOdI/AAAAAAAAANg/wlqycsmTuGM/s1600/Bot%25C3%25A3o-Rosas-Chocolates_03.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haviam duas flores em cima daquela mesa. Ambas adornadas com um laço cor salmão, dentro de um copo transparente. Para ser mais exato, eram duas rosas. Uma vermelha, a tradicional, e uma branca, difícil de encontrar por aí. Soberanas, pareciam donas daquela sala. E acredito que, de fato, eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal embasamento não é à toa. Parecia haver algo que as ligava, como se fossem irmãs. Havia algo de mágico, de místico, pois é sabido que as rosas são detentoras de poderes, como se emanescesse uma luz tão forte capaz de nos transportar para outro plano, bem distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, retornei àquela sala e lá estavam as duas rosas, intactas, exatamente como no dia anterior. É possível esquecer a chave do carro, a carteira, a caneta... mas não dá pra esquecer as rosas. Rosas são inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laço em seus caules denunciava o destino. Alguém as receberiam como presente. Declaração ou prova de amor, pedido de perdão ou casamento... E qual a finalidade para a distinção de suas cores? Tão incomum... talvez daí surja a resposta. Fora dos parâmetros considerados normais, distante do fácil, do óbvio. Admito ter ido umas oito vezes naquela sala, a fim de averiguar a permanência daquelas rosas. E nada mudava. Não é possível não possuirem dona! Mesmo com tanto esquecimento, não perdiam seu brilho. Permaneciam com aquela cor tão viva... eram capazes de cumprir suas funções em fração de segundos. Reconciliar, perdoar, apaixonar...  qual fosse. Cartola que me perdoe, mas aquelas duas rosas, com toda a certeza, falavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, logo pela manhã, minha função de detetive havia terminado, porém, sem lograr êxito. As rosas não estavam mais naquele copo, nem sobre aquela mesa. Mas como pode?!Depois de dois dias em uma quase vigília, tudo terminaria assim? E mais, as rosas foram retiradas de lá na madrugada, pois fui o último a deixar aquela sala na noite anterior, e o primeiro a entrar nesta manhã. Teriam sido roubadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teve jeito. o copo foi retirado da mesa, e o trabalho continuou normalmente. Mas o perfume parecia não ter ido, o que me obrigava a pensar no destino daquelas duas flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem diga que as rosas, por serem sozinhas e solitárias no caule, estão sempre em busca de companhia. Como se usassem de todos os artificios que possuem para nos cativar, daí explica-se o fascínio que nos causam. E quando rejeitadas, não costumam secar, ao contrario, enchem-se de energia para buscar quem as queira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo não passa de história... né não?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-9166053227262681517?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/9166053227262681517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/o-misterio-das-rosas.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/9166053227262681517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/9166053227262681517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/o-misterio-das-rosas.html' title='O mistério das rosas.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-5900783338400713847</id><published>2010-02-01T14:56:00.002-02:00</published><updated>2011-09-26T03:51:16.495-03:00</updated><title type='text'>Sintomas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S2cgNCtIxEI/AAAAAAAAAF0/wyAp3Pynbj8/s1600-h/passaros.bmp"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S2cgNCtIxEI/AAAAAAAAAF0/wyAp3Pynbj8/s1600-h/passaros.bmp"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surge assim, quando menos se espera. Rápido demais, a ponto de não querer acreditar. Mas não há como negar.Chega de maneira avassaldora? Nem sempre. Não que não seja possível , até é, e não ocorre extraordinariamente. Mas acredito que seja de mansinho, de maneira acanhada, comendo pelas beiradas, obrigando-lhe a desvendá-lo e, posteriormente, buscar a certeza, pois não trata-se de algo que surja todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é coisa fácil de reparar, é necessário prestar atenção aos mínimos detalhes, pois, aos poucos, as pistas vão surgindo, de maneira cada vez maior. Lembra tímidamente o período de gestação, mas ao invés de sentir náuseas e dores, sente-se arrepios, você sua e treme, sente frio e calor, tudo ao mesmo tempo. Não é possível? Sim, garanto que é. Basta que também chegue pra você . Analisando bem, até sente-se dor, mas é uma dor gostosa, por mais que soe paradoxalmente. É uma dor misturada com um quê de alegria, com um quê de saudade, com um quê de se saber feliz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem ser uma espécie de sexto sentido, controlador de todos os outros. Sente-se mais perceptível a cenas e fatos antes nunca reparados. 'Nossa, o pôr do sol é tão bonito assim?' É mais ou menos por aí. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Torna-se mais criança e mais humano. Diria até que contem algo de divino, algo de transcendente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem pergunte do que é feito. Não há resposta. Ainda bem. Já pensou se virasse algo banalizado, vendido em farmácia? 'Basta uma colher de sopa, de três em três horas. Em uma semana já verá o resultado! Adquira já o seu!' Deus me livre! Ou melhor, nos livre!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se repararmos bem, pode-se dizer que seja algo inerente à todos. Como se já nascesse conosco, mas foge, com o intuito justamente de fazermos por merecer o seu retorno. E como descobrimos já sermos merecedores? Se houvesse resposta, não haveria encanto...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você se sente uma fortaleza. Mas é capaz de sair voando com a primeira brisa que bater. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque passastes a admirar o canto daquele seu curió, que antes só servia pra encher a varanda de alpiste? Porque não espanta mais aquele pássaro estranho que insiste em pousar no varal e sujar as roupas lá penduradas? Aliás, aquele pássaro é realmente estranho? Talvez pelo fato de se sentir exatamente como estes: Nas nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está acontecendo com você? Os sintomas são evidentes. É a mais pura contaminação, e não há remédio que a combata.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Permita-se ser contaminado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-5900783338400713847?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/5900783338400713847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/sintomas.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5900783338400713847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/5900783338400713847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/02/sintomas.html' title='Sintomas...'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-7993829612338746675</id><published>2010-01-26T14:27:00.003-02:00</published><updated>2011-09-26T03:50:30.578-03:00</updated><title type='text'>Relacionamentos modernos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQDVuRBUfI/AAAAAAAAANQ/CrhC7VqBUe4/s1600/amor_virtual_ax.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBQDVuRBUfI/AAAAAAAAANQ/CrhC7VqBUe4/s1600/amor_virtual_ax.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre enxerguei de maneira positiva esses avanços tecnológicos. Compro, pago, combino, vendo, tudo pela internet. As obsoletas atividades do horário de almoço do trabalho, tal como a fila do banco para pagamento da conta de celular ou da faculdade já não fazem mais parte da minha rotina. Século vinte e um, que maravilha! Tudo à frente da tela do computador. Talvez aí é que more um problema. É tudo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tecnologia trouxe a possibilidade de, digamos, ampliarmos os limites dos nossos sentimentos. Você conheceu aquela pessoa super educada, inteligente, culta e, ainda por cima, linda . Logo pensa: Nossa! Ele não tem defeitos! Mas basta perguntar aonde mora. Resposta: A trezentos quilometros da sua casa. Agora tá explicado. Alguém com tantas qualidades não poderia mesmo ser dessa cidade, indaga-se. A oportunidade não bateu à sua porta, já chegou arrombando. Então, vai deixar esse partidão sumir assim, tão rapidamente como da maneira que surgiu? Óbvio que não. Quilometros transformam-se em metros em questão de segundos. O amor transcende a tudo. Lógico, se sua conexão for banda larga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No começo, tudo são flores. Flores virtuais, mas são. "Eu te amo" nunca fora tão facilmente escrito. Por orkut, por e-mail, por torpedo... Equivale a um bom dia, boa tarde e boa noite, inclusive no tocante à confusão de horários. Talvez também seja assim com o 'eu te amo'. Você não diz exatamente a verdade, mas tudo fica entendido. Ou subentendido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O apaixonado casal conversa todos os dias pela internet. O &lt;i&gt;messenger&lt;/i&gt; passa a ser a extensão de seus corações, a ponto deste ter seus batimentos duplicados ao vê-lo &lt;i&gt;online, &lt;/i&gt;e entristecer quando, subitamente, o amado desconecta-se. Sábado à noite é marcado um jantar à luz de velas. E à luz da &lt;i&gt;webcam&lt;/i&gt;. Sexo virtual? poupá-los-ei dos detalhes...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo segue na mais perfeita -e implícita- harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, eis que surge o arquirrival de qualquer relacionamento: O tempo. Esperto que só, não chega desacompanhado. Traz consigo o enfado, a rotina, a insegurança... que no caso em tela, surge com um poder imensuravelmente maior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é complicado de se observar uma iminente turbulencia no relacionamento. Mais de dois minutos sem conversa no &lt;i&gt;messenger&lt;/i&gt; , por exemplo, torna-se motivo suficiente para despertar a insegurança. Aquele engarrafamento de quilometros lhe obriga a conectar-se duas horas depois do combinado? Seja criativo e arrume outra desculpa, pois a velha história do trânsito não cola mais. Seu computador fora invadido pelo famigerado "Cavalo de Tróia" assim que você clicou naquele&lt;i&gt; link&lt;/i&gt; que anunciava um &lt;i&gt;pack&lt;/i&gt; de fotos das peladonas e dos saradões do BBB? Sua operadora de banda larga passará uma semana em manutenção, obrigando-lhe a tornar-se uma exluída digital durante este tempo? Danou-se, é tragédia na certa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não que eu enxergue algo de inverossímil neste tipo de relação. Longe de mim. Na verdade, ninguém é tão onipotente a ponto de pré-julgar sentimento alheio. Logo, me vejo na obrigação de admitir que já me emocionei com uma simples demonstração de carinho via MSN, bem como quase chutei o computador devido a uma mensagem não respondida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, tudo tem o seu limite. Os meios de comunicação à distância estão à nossa disposição para usufruirmos, e não estes usufruirem de nós. Imperceptivelmente, seu namoro pode tornar-se aquele místico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ménage &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;à trois. &lt;/i&gt;Você, seu namorado e seu&lt;span style="font-style: italic;"&gt; laptop&lt;/span&gt;. Um surubão, no bom português.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por vezes, minha amada avó me pergunta o que faço na frente do pc. Outro dia respondi que estava a combinar com meus amigos a viagem de fim de ano. Ela sorriu sarcasticamente. Se eu dissesse que estava namorando, provavelmente não entenderia. Também, pudera, pois é oriunda de uma época em que nada substituía um hipnotizante olho no olho, um sussurro no pé do ouvido, aquele abraço tão quente capaz de fazer os dois corações pulsarem na mesma sintonia, como se desejassem formar um único coração, enorme em todos os sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trocando em miúdos, minha avó é muito idosa -e moderna demais- para compreender nossos retrocessos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-7993829612338746675?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/7993829612338746675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/01/relacionamentos-modernos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7993829612338746675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/7993829612338746675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/01/relacionamentos-modernos.html' title='Relacionamentos modernos'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-4755747996919614898</id><published>2010-01-19T18:15:00.005-02:00</published><updated>2011-09-26T03:49:24.147-03:00</updated><title type='text'>Relato de um defunto.</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Morri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me perfeitamente da cena. A sensação foi bem esquisita, estava sentado no sofá, assistindo o futebol de domingo, e simplesmente empacotei. Não tive tempo nem de agonizar, já fui batendo as botas. Não sou médico, não sei diagnosticar a causa, mas foi algo fulminante. Ora, será que eu, na flor da idade, sofri uma parada cardíaca? Ou uma bala perdida adentrara no conforto e sagurança do meu lar, bem na direção do meu sofá? Acredito que não. Mas agora pouco importa, não pertenço mais a este mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O meu velório foi bem pitoresco. Nunca consegui reunir tanta gente, e a maioria fazia questão de me ver dentro daquele caixão, magro, pálido e gelado. Fiquei constrangido, mas o que eu poderia fazer? Reclamar? Então, ao som do tradicional requiem, fui conduzido ao meu túmulo. Essa foi, sem sombra de dúvidas, a pior parte. Sempre fui claustrofóbico, e a sensação de passar anos e anos soterrado a sete palmos do chão, até que meu corpo entre no estado de putrefação a ponto de meus restos caberem em um baú, não é nada agradável. Logo eu, que sempre gozei de boa saúde. Triste fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ademais, me vejo na obrigação de vangloriar meus amigos defuntos que optaram por serem cremados. Reduzir-se a pó é uma atitude de coragem inestimável. Confesso ser medroso demais para isso. Prefiro ficar no baú mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas esse papo de morrer me propiciará a descoberta de um dos maiores segredos da humanidade: Pra onde vamos depois de morrermos? Será que aquele papo que o bonzinho vai pro céu e o mau vai pro inferno é verdade? Confesso que, movido por uma súbita paranóia, tentei lembrar de todas as fases da minha vida, a fim de descobrir qual das duas opções passará a ser o meu lar por toda a eternidade. Lembro-me que, aos sete anos, torci o pé do meu coleguinha na aula de educação física. Aos doze, estourei, com uma bombinha, a caixa de correio do meu vizinho da direita. Aos dezenove, depois de umas boas doses de tequila, arruinei a tão esperada festa de 15 anos da minha prima (Não me peçam pra contar detalhes, foi uma experiencia bem traumática)... Bem, é melhor eu parar por aqui, estou carimbando minha passagem para o andar de baixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo, também fiz muitas boas ações enquanto vivo. Tenho certeza q fiz. Certeza absoluta [...] É, acho que essa parte da minha memória também bateu as botas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo jeito, o belzebu virá me buscar a qualquer momento. Admito que será interessante conhecê-lo, e desvendar se, realmente, trata-se daquela figura vermelha, com chifre, rabo e tridente, ou se surgirá na figura de uma estonteante loura, com fito de me tentar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou então, devido a algum milagre (há ocasião mais apropriada pra acontecer?), o cará lá de cima concorde que eu mereça uma vaga no céu, e assim eu passe toda a eternidade no paraíso, trajando uma roupa branca e caminhando por aqueles lindos jardins.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o certo é que, por enquanto, nenhuma divindade se interessou em me buscar. Será que nem mesmo o capeta deseja a minha presença? Ou será que deixei algo por fazer em vida, e terei que realizar depois de morto para, assim, cumprir minha missão, como em "Ghost" e "O sexto sentido"? Dificil. Só se a minha missão for tirar as dezenas de folhas de amendoeira que caem diariamente sobre meu túmulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ultimamente, minha diversão tem sido beber vinho com a galera gótica à noite ou conversar com dona Sebastiana, minha vizinha do túmulo 78, "gente" boa. No mais, essa "vida" de morto tem sido bem enfadonha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra onde vamos depois de morrer? Quem é Deus? Como é o capeta? Inferno e paraíso existem? Sinceramente, não sei. Só posso afirmar que o ditado "partir dessa pra uma melhor" é uma das mentiras mais descabidas da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-4755747996919614898?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/4755747996919614898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/01/relato-de-um-defunto.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4755747996919614898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/4755747996919614898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/01/relato-de-um-defunto.html' title='Relato de um defunto.'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-6834549446643595047</id><published>2010-01-08T23:53:00.002-02:00</published><updated>2011-09-26T03:47:59.066-03:00</updated><title type='text'>E eu digo que ela é gostosa...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S0fiC54eiXI/AAAAAAAAAEg/eeVK9MxujKA/s1600-h/loisgriffin.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/S0fiC54eiXI/AAAAAAAAAEg/eeVK9MxujKA/s1600-h/loisgriffin.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Morri de rir, mas não achei graça alguma. Na verdade, acredito ter sido um misto de espanto e indagação. Não havia presenciado nenhuma cena alarmante, mas sim algo extremamente normal. Uma esbelta mulher fora chamada de "gostosa" por um grupo de aposentados que jogava dama no calçadão da praia. Uma cena mais que rotineira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que realmente me chamou a atenção foi a expressão daquela mulher, me obrigando a admitir não ter encontrado adjetivo capaz de definir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, parei para refletir sobre as sensações que esta "inocente" palavra pode causar em uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso adentrar à mente feminina para reparar nos efeitos colaterais. É o elogio mais desaforado que conheço. É necessário remetermo-nos às eras primórdias, afinal, não vivemos mais nos tempos das cavernas, e as mulheres não mais são arrastadas pelos cabelos. Evoluímos, e não apenas físicamente. Logo, elas esperam da mente dos homens, algo um pouco mais interessante que um vago "gostosa". Nada muito além de uma atitude mais delicada e carinhosa para com elas. Ao contrario, regrediríamos àqueles tempos antigos, como se voltássemos a arrastá-las pelos cabelos durante um passeio de fim de tarde na praia ou no parque. Devem se sentir exatamente assim, e não lhes tiro a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, se fosse simplesmente isso, o papo estaria encerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos analisando as próprias mulheres, mais especificamente a citada no início do texto: Aparenta não ter gostado do elogio, mas tenho certeza que se os tiozinhos não a tivessem reparado, fossem indiferentes a sua presença ali, muito provavelmente sua reação seria bem pior, porém de maneira integralmente introvertida. "Se não consigo chamar a atenção nem desses aí, quando que aquele menino da faculdade olhará pra mim? Nunca!", pensaria ela. E tome dieta, malhação... porque a distância entre 'gostosa' e 'gorda' é de menos de um suspiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também aquela que resolve replicar, afirmando que não, não é gostosa. Nossa, que mulher baixo astral, deve ter a autoestima  mais que apagada, correto? Negativo. Apenas pretende que ratifiquemos nossa afirmativa, em um explícito exercício do narcisismo, aquela massagem no ego, o acalentamento da vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo de mal nisso? Não, absolutamente. Mas não esqueça, tudo começou com um "gostosa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos observar a questão ocasião-oportunidade. Se os pedreiros resolvessem não chamar de gostosa aquela mulher de minissaia que passara em frente a obra, e sim declamassem, unissonamente, o "Soneto do Amor Total", de Vinícius de Moraes? Convenhamos, seria bem mais encabuloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos justiça aqui. Tal rotulagem não limita-se apenas aos velhinhos tarados e aos pedreiros. Não precisamos ir longe, basta lembrarmos daquela famosa canção de Jorge Ben Jor: "Gostosa, ela é gostosa...". Querem saber mais? Duvido que Tom Jobim, ao ver Helô Pinheiro nas areias de Ipanema, tenha falado que "seu balançado é mais que um poema". Deve ter é chamado de gostosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gostosa" não é um termo depreciativo, tampouco uma agressão. Já faz parte do nosso folclore. Ruim seria se passeassemos pelas ruas e tivessemos que olhar apenas para aquelas gringas que não possuem metade da beleza de nossas conterrâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher brasileira é, sem sombra de dúvidas, muito gostosa. Ainda bem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-6834549446643595047?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/6834549446643595047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/01/gostosa-e-vo.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6834549446643595047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/6834549446643595047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2010/01/gostosa-e-vo.html' title='E eu digo que ela é gostosa...'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-8322454019803780963</id><published>2009-12-22T19:01:00.003-02:00</published><updated>2011-09-26T03:46:27.662-03:00</updated><title type='text'>O super-herói do século 21</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBPvgBWv-II/AAAAAAAAAMw/nnXcHD6yegY/s1600/terno2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBPvgBWv-II/AAAAAAAAAMw/nnXcHD6yegY/s1600/terno2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro. Verão, 40 graus. O traje adequado é, sem dúvidas, um bermudão, uma camiseta, óculos escuro e uma cadeira de praia a tiracolo, certo? Errado. A indumentária correta seria um belo de um terno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admito que antes de ingressar na "Liga da Justiça" (logo entenderão...), observava as pessoas trajando essas pomposas vestimentas. Pareciam seres superiores, dotados de um poder econômico e intelectual infinitamente superior àquele reles mortal vestindo uma camiseta regata. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Até o dia que me tornei um desses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só vestir o terno para  me sentir exatamente assim. Praticamente um super-herói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como todo super-herói não tem vida fácil, comigo não foi muito diferente. Perdi as contas de quantas senhorinhas precisei ajudar enquanto vestido desta suntuosa "armadura". Em quem nossas vovós confiariam a tarefa de ajudá-las a atravessar uma avenida? Àquele barbudo de chinelo e sem camisa? A quem os turistas pediriam uma informação a qual tivessem certeza que a resposta não os levaria à entrada de uma favela? Sim, àquele imponente ser de terno!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E os mendigos, ao pedir esmola, não preciso perder meu tempo dizendo a quem eles procuravam, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então percebi que eu não estava apenas em um estágio de direito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nunca reclamei das funções inerentes à minha escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que, na verdade, eu fui escolhido ao invés de escolher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como todo super-herói, eu possuía meus momentos de regalia. Sempre era o primeiro a receber o pedido nas lanchonetes, era muitíssimo bem tratado nas lojas (principalmente as mais caras), e pronomes de tratamento eu recebia aos montes. Variava entre doutor quando eu estava nos grandes centros, e pastor quando frequentava algum lugar mais pobre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas todos no mesmo nível de admiração e carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuímos uma base. Por não ser mais secreta, não vejo problema em dizer que localiza-se nos foruns e nos grandes prédios comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há também os falsos heróis, destes que vestem nosso "manto" sem saber o seu verdadeiro significado. Estes costumam frequentar casamentos e festas de 15 anos. Cuidado! Não se engane!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de dizer que somos seres imbatíveis, mas eu seria leviano. Há uma espécie de "cryptonita", a única coisa capaz de atingir a nossa armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente no verão, alguns de nós não resistem a essa imensa força e desmaiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já li casos de alguns que nos deixaram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta é a cruz que carregamos. Talvez uma prova para aniquilar os super-heróis modistas, destes que querem apenas se vangloriar usando de nossa vestimenta. Geralmente desistem antes da metade da faculdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já há um tempo que meu terno não sai do armário. Meu novo estágio em um órgão público permite que eu me vista como um simples mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não recebo mais olhares de admiração pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As velhinhas já não me pedem mais ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os turistas não confiam mais em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mendigos pensam oito vezes antes de me pedirem esmolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porteiro do meu prédio agora me chama de "campeão" ao me ver chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso tudo é passageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão logo encerrado meu período de adaptação, retirarei meus ternos do armário, vestirei e voltarei a ser aquele que gosto de denominar como "o herói do caos", escolhido pelo povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O super-herói do século 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-8322454019803780963?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/8322454019803780963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2009/12/diario-de-um-frustradosuper-heroi-do.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8322454019803780963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/8322454019803780963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2009/12/diario-de-um-frustradosuper-heroi-do.html' title='O super-herói do século 21'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8703529031555651978.post-3587230029509703679</id><published>2009-12-16T03:34:00.002-02:00</published><updated>2011-09-26T03:45:50.078-03:00</updated><title type='text'>Eu ia lhe chamar enquanto corria a barca...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBPs744EHYI/AAAAAAAAAMo/ED1SnrpYNqM/s1600/canvas.png"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TBPs744EHYI/AAAAAAAAAMo/ED1SnrpYNqM/s1600/canvas.png"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira. Era por volta de uma hora da tarde. Aquele mesmo nauseático balanço. Apoio-me em um dos bancos da barca, sento e aguardo a minha rotineira e monótona viagem de 17 minutos rumo à labuta. O trajeto Niterói-Rio de Janeiro já não me enche mais os olhos. Sei que na minha esquerda está o Museu de Arte Contemporânea, bem como a minha direita vejo a ponte Rio-Niterói. Nada demais pra mim. Mas não pra eles...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao intervalo entre uma e outra música no meu MP3, escuto umas vozes esquisitas, em um dialeto um tanto que enrolado. Reparo que, um pouco a frente de mim, havia um grupo de turistas com a aparência de orientais. Logo associei a japoneses, pois, para nós, qualquer oriental é japonês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei a notar suas reações, e o quão maravilhados estavam com aquele passeio. Porém, alguns minutos depois, parecia que a alegria havia cedido lugar à frustração. Pelo o que entendi, a tia dos olhinhos puxados não conseguira fotografar alguma paisagem, acredito ser o Pão de Açucar. A janela não dava mais ângulo. Confesso que fiquei preocupado ao vê-la dependurada naquela estreita janela, na vã tentativa de lograr êxito em seu registro. Em uma visão mais materialista, entrevi a Sony Cyber Shot 12.1 da japa na iminência de juntar-se aos pneus e às latas de alumínio, no fundo da Baía de Guanabara. Que desperdício seria...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após este imbróglio protagonizado pelos nossos simpáticos visitantes, flagrei-me a divagar: Não é que aquela antiga barca, praticamente um teco-teco dos mares, faz falta?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei-me então,dos meus passeios nesta famigerada embracação, e de como aquele trajeto de 30 minutos era agradável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decerto que, naqueles tempos, eu não ia ao outro lado da "poça" para trancafiar-me em uma sala, pois as referidas lembranças datam de quase uma década atrás. Mas e daí? Tais circunstâncias devem ter propiciado casos praticamente impossíveis de acontecer nos dias de hoje. Por exemplo, quantas pessoas se conheceram, namoraram e casaram a partir daquele sorvete na varandinha da popa dessa barca, com a brisa do vento juntando-se ao frescor de uma Baía de Guanabara praticamente límpida? Os tempos eram outros, e a pressa, por muitas vezes instintiva e desmotivada, também. Tempos que só as minhas mais vagas lembranças conseguem trazer à tona.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior para aquele pequeno nissei, ainda não tem altura pra alcançar os aproximadamente 1,40m da janela. Terá uma lembrança cinza, bem como a parede desta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após várias (e infrutíferas) idéias para tentar desapoquentar a malogrante viagem dos gringos, resolvi fazer o caminho inverso: Será que, no dia em que eu for ao Japão, algum deles se preocupará caso eu não consiga ângulo para alguma foto, ou mesmo sentir um ventinho fresco, em uma viagem no trem bala suspenso, a 400 km/h? Acredito que não. Ainda deveriam agradecer por a barca não navegar o equivalente a 400 km/h em milhas náuticas! É olho por olho, dente por dente, meu chapa! E &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sayonara&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tomado por uma forte sensação egocêntrica, relaxei. A funcionalidade vencera o romantismo, e não havia nada a fazer acerca disso. Mas quando dei por mim, já estava junto aos japoneses, fotografando a minha "rotineira e monótona" viagem. Pena que só consegui uma foto, a viagem chegara ao fim. Mas não há problema, amanhã ainda é terça-feira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8703529031555651978-3587230029509703679?l=lealbrunno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lealbrunno.blogspot.com/feeds/3587230029509703679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2009/12/eu-ia-lhe-chamar-enquanto-corria-barca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3587230029509703679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8703529031555651978/posts/default/3587230029509703679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lealbrunno.blogspot.com/2009/12/eu-ia-lhe-chamar-enquanto-corria-barca.html' title='Eu ia lhe chamar enquanto corria a barca...'/><author><name>Brunno Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16845249671340971325</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_abBmPzXbUME/TREGijP7ViI/AAAAAAAAAW0/szwevNFSPiE/S220/imagem.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
